Motivação no ambiente de trabalho: Maslow

A maior parte dos trabalhadores não tem entusiasmo algum com o trabalho, e a recente descoberta disto aumentou o interesse dos empregadores pelo assunto. Novo impulso para pesquisas foi trazido a um campo que já contava com elevado grau de riqueza de conhecimento: desde a década de 1950 se produz grande quantidade de pesquisas sobre o assunto, muitas delas populares até hoje.

Nesse contexto, acabou surgindo uma natural divisão entre as pesquisas antigas e as pesquisas recentes sobre motivação. A pesquisa de Maslow certamente é uma das mais antigas neste rol de destaque.

A literatura técnica define motivação como o resultado da interação do indivíduo com a situação. Ou seja, quando varia o contexto, varia o nível de motivação. Mas o que está variando no indivíduo, especificamente? A motivação é colocada como o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta. Continuar lendo Motivação no ambiente de trabalho: Maslow

Significado do custo de capital [valuation]

MEF: Capital de Giro

Existem diversos ângulos pelos quais podemos observar o papel do custo de capital na determinação da taxa de desconto do fluxo de caixa, seja para a finalidade que for: avaliar um empreendimento, consruir um plano de negócios, estudar a viabilidade de um negócio ou modelar uma nova oportunidade para o mercado.

A literatura de avaliação de empresas (valuation) não parece ter qualquer dúvida sobre a questão e afirma recorrentemente o custo de capital como a taxa à qual o fluxo de caixa deveria ser descontado para que possamos conhecer o valor presente de uma série de montantes financeiros. O motivo para isso é simples: esta é a taxa com a qual são comparados os retornos sobre o capital investido para verificar se o empreendimento está gerando valor. Em outras palavras: o capital investido deveria ter um retorno mínimo igual ao custo de capital para que este investimento faça sentido e seja viável e atraente ao investimento. Continuar lendo Significado do custo de capital [valuation]

CAPEX, OPEX e contabilidade de custos

Alguém nos fez um grande desfavor ao chamar os investimentos de capital, erroneamente, de despesas de capital (Capital Expenditures – CAPEX). E o pior é que o erro ficou, pegou e se popularizou. Agora sobrou para nós gastar saliva a cada esquina para explicar que o desembolso em capital fixo instalado nada tem a ver com a classificação de despesa dada pelo rigor das ciências contábeis, uma vez que esse tipo de gasto tem todas as características de investimento.

Para piorar essa nossa missão, o CAPEX costuma fazer par, nas análises, estudos e modelagens econômico-financeiras, com as despesas operacionais, ou Operacional Expenditures – OPEX. E esta, sim, está correta, é realmente uma despesa. Continuar lendo CAPEX, OPEX e contabilidade de custos

O que caracteriza a PPP habitacional

Questão habitacional

Apesar do arranjo contratual e do nome serem relativamente novos no Brasil, a PPP habitacional é uma simples agregação de contratos que antes eram firmados de forma pulverizada entre o poder público e empresas privadas, estas mesmas que sempre prestaram esses serviços de construção e serviços correlatos à provisão habitacional. Em qualquer programa habitacional de interesse social a administração pública contrata construtoras e outras empresas privadas para prestar os serviços necessários à provisão de habitação social, não há nenhuma novidade nisso.

O contrato de parceria público-privada (PPP) surgiu no ordenamento jurídico brasileiro em 2004 (Lei 11.079), permitindo uma série de avanços em relação a essa forma tradicional de contratação pública, entre eles: Continuar lendo O que caracteriza a PPP habitacional

Fluxo de caixa da empresa e do acionista

O consenso a respeito do mérito do fluxo de caixa esperado enquanto mecanismo adequado para a estimativa do valor intrínseco de um empreendimento é robusto a ponto de ser pouco questionado nos dias atuais. Tanto que o método tem um nome universalmente conhecido e amplamente aceito: fluxo de caixa descontado (FCD).

Por outro lado, isso não nos livra da eventual convivência com definições equivocadas e conflitantes, entendimentos equivocados sobre detalhes do método, e o convívio com informações pouco estruturadas e altamente dependentes de interpretação humana. Este texto trata de um dos pontos onde equívocos ocorrem com grande frequência: a diferenciação entre o fluxo de caixa do empreendimento como um todo e o fluxo de caixa que o acionista percebe em seu bolso. Continuar lendo Fluxo de caixa da empresa e do acionista