Livros voltam a estar disponíveis pelo MercadoLivre

A venda de livros pelo MercadoLivre também está de volta!

Agora você já pode voltar a solicitar livros físicos (em papel) pela plataforma para todo o território nacional.

A cidade industrial de Tony Garnier

Tony Garnier desenvolve sua tese da Cidade Industrial enquanto bolsista do Prix de Rome, publicada em 1904. Suas propostas acabam se tornando uma das mais importantes referências para a adaptação de cidades às necessidades da sociedade industrial sem romper radicalmente com seu desenho tradicional.

A novidade também vinha da forma como o modelo surgiu, inaugurando a era dos modelos de origem científica e metodológica acadêmica para a aplicação à realidade epistemológica. Ainda assim, apesar de ter sido publicada em 1904 na revista La construction lyonnaise, a proposta de Tony Garnier permaneceria desconhecida até 1917, quando viria a ser divulgada em livro. Continuar lendo A cidade industrial de Tony Garnier

Série “Desenho Urbano” começa em 4 de abril

Olá!

Tenho grande prazer em anunciar aqui a você que na próxima segunda-feira, dia 4 de abril de 2022, iniciaremos nossa mais extensa e longa série de textos sobre um assunto de foco: o desenho urbano. Neste exato momento em que escrevo, já há mais de quinze textos preparados para publicações semanais (e continuo produzindo mais), um trabalho que demandou esforço inédito de preparação neste blog em quase treze anos de existência.

Blocos habitacionais de Brasília
Blocos habitacionais de Brasília

Estou muito confiante na perspectiva de poder auxiliar muitos estudantes, profissionais, técnicos e cidadãos curiosos sobro o assunto nos próximos meses, como temos feito há mais de uma década. A aventura humana do desenho urbano é uma das histórias mais empolgantes que conheço, o que faz dessa tarefa também um grande prazer pessoal.

O próprio rótulo do tema já é objeto de debate. Derivado do inglês urban design, talvez tivesse uma tradução mais adequada como “projeto urbano”, substituindo o termo design de forma mais coerente com seu objeto epistemológico. Continuar lendo Série “Desenho Urbano” começa em 4 de abril

Como projetar uma adega residencial: dicas

O consumo e a apreciação de vinho pelos brasileiros cresceu muito nas últimas décadas. Com a mudança do costume, veio também a valorização dos espaços de guarda nas residências. A exibição de espaços bonitos e sofisticados em mídias e redes sociais transformou as caves em objetos de fetiche da classe média brasileira. Mas será que estamos projetando adequadamente esses ambientes?

Existem alguns elementos sugerindo que não. Em primeiro lugar, cada família tem um padrão de consumo diferente, o que deveria resultar em projetos diferentes. Além disso, são raros os padrões de consumos elevados ou de vinhos de guarda, o que aponta para um certo exagero no dimensionamento de muitas caves residenciais.

O projeto desses espaços, assim como de quaisquer outros espaços internos de residências, depende de uma série muito grande de fatores. Elenco abaixo apenas alguns deles, os quais considero de grande importância: Continuar lendo Como projetar uma adega residencial: dicas

O prelúdio do êxodo urbano

Seria irresponsável de minha parte apresentar, para o curto prazo, qualquer vislumbre de sociedade completamente conectada à distância e funcionando bem dessa forma. Alguns estudos mostram que a proporção de trabalhadores que podem desempenhar adequadamente suas atividades laborais à distância representam algo entre 10% a 20% do total da força de trabalho ativa no Brasil.

De fato, os demais 80% a 90% parecem estar dependentes da localização geográfica das oportunidades de trabalho. Porém, algo importante a ser considerado é que uma parte considerável deste segundo grupo mais vinculado ao território também está vinculado ao local em que o primeiro grupo escolher se instalar. São atividades direta ou indiretamente relacionadas à escolha que outras pessoas fazem para moradia (fixação de residência). Isso inclui uma ampla gama de atividades comerciais, de prestação de serviços, institucionais e administrativas no sentido estrito (atividades de Governo).

O que importa nisso tudo é a seguinte conta: a população urbana brasileira atual (sem entrar no mérito de discussões metodológicas) é de aproximadamente 160 milhões de pessoas. Se considerarmos que algo em torno de 15% dessa população é elegível para o home office permanente, estamos desvinculando nada menos que 24 milhões de brasileiros do território em que se encontram. Isso representa desvincular da localização física um Chile e um Uruguai inteiros somados em termos populacionais. E lembre-se que eu nem incluí nessa conta a parcela de movimentação indireta do segundo grupo populacional. Continuar lendo O prelúdio do êxodo urbano