Importância dos cenários econômico-financeiros

Uma prática comum e perigosa é a construção de estudos econômico-financeiros (planos de negócios, estudos de viabilidade, avaliações, modelagens etc.) baseada em um único cenário mais provável, obtido por meio de ponderações médias. O resultado pode ser perigoso para a tomada de decisão pelo risco de representar um resultado impossível, tal como dizer que o resultado mais provável ao rolar um dado será igual a 3,5.

A prática mais saudável é nunca ignorar riscos, e incluí-los nas previsões de fluxo de caixa, não no custo de capital. E a melhor forma de se fazer isso é construindo cenários alternativos e possíveis de fluxo de caixa. Parece óbvio, mas as empresas tendem a usar “atalhos” para construção de fluxos de caixa projetados, ou seja, a partir de um fluxo hipotético viável, aumentando a taxa de desconto para considerar seus riscos de variação. Continuar lendo Importância dos cenários econômico-financeiros

Significado do custo de capital [valuation]

MEF: Capital de Giro

Existem diversos ângulos pelos quais podemos observar o papel do custo de capital na determinação da taxa de desconto do fluxo de caixa, seja para a finalidade que for: avaliar um empreendimento, consruir um plano de negócios, estudar a viabilidade de um negócio ou modelar uma nova oportunidade para o mercado.

A literatura de avaliação de empresas (valuation) não parece ter qualquer dúvida sobre a questão e afirma recorrentemente o custo de capital como a taxa à qual o fluxo de caixa deveria ser descontado para que possamos conhecer o valor presente de uma série de montantes financeiros. O motivo para isso é simples: esta é a taxa com a qual são comparados os retornos sobre o capital investido para verificar se o empreendimento está gerando valor. Em outras palavras: o capital investido deveria ter um retorno mínimo igual ao custo de capital para que este investimento faça sentido e seja viável e atraente ao investimento. Continuar lendo Significado do custo de capital [valuation]

Fluxo de caixa da empresa e do acionista

O consenso a respeito do mérito do fluxo de caixa esperado enquanto mecanismo adequado para a estimativa do valor intrínseco de um empreendimento é robusto a ponto de ser pouco questionado nos dias atuais. Tanto que o método tem um nome universalmente conhecido e amplamente aceito: fluxo de caixa descontado (FCD).

Por outro lado, isso não nos livra da eventual convivência com definições equivocadas e conflitantes, entendimentos equivocados sobre detalhes do método, e o convívio com informações pouco estruturadas e altamente dependentes de interpretação humana. Este texto trata de um dos pontos onde equívocos ocorrem com grande frequência: a diferenciação entre o fluxo de caixa do empreendimento como um todo e o fluxo de caixa que o acionista percebe em seu bolso. Continuar lendo Fluxo de caixa da empresa e do acionista

Avaliação econômica pelo método da renda: lançada a Segunda Edição

Avaliação econômica de empreendimentos pelo método da renda NBR 14.653-4 Segunda Edição

Esta Segunda Edição traz aperfeiçoamentos no livro mais vendido sobre este assunto no Brasil. Foram adicionados elementos atuais, o texto foi compatibilizando ao ambiente de negócios tecnológico e de maturidade profissional contemporâneo. Além disso, alguns pontos foram melhor detalhados, o método principal da avaliação econômica ficou mais objetivo, foram feitas melhorias de redação, e o livro foi compatibilizado com outros títulos mais recentes do autor. E o livro também se aproximou das aulas do autor em cursos de pós-graduação sobre o tema (vide cursos).

A atividade que melhor remunera os avaliadores de imóveis, e uma das melhores remunerações para arquitetos, urbanistas e engenheiros tem neste livro um guia completo e de fácil entendimento. O autor destrincha a complexidade da avaliação de empreendimentos de base imobiliária pelo método da capitalização da renda (avaliação econômica) de forma tranquila e numa linguagem acessível a avaliadores, gestores, investidores, estudantes, pesquisadores, profissionais do ramo imobiliário e demais interessados no assunto. Continuar lendo Avaliação econômica pelo método da renda: lançada a Segunda Edição

O que é avaliação de empreendimentos pelo método da renda

A avaliação de imóveis e empreendimentos é regrada no Brasil pela norma técnica ABNT NBR 14.653, a qual observa também as melhores práticas internacionais. Qualquer imóvel que não gera renda é avaliado considerando a hipótese de venda (liquidação de ativos).

Porém, quando o bem gera renda, surge um novo entendimento sobre sua avaliação, porque passa a ser observado enquanto empreendimento (regrado pela parte 4 da norma ABNT NBR 14.653). Isso acontece porque a hipótese de sua venda pode não fazer sentido: num empreendimento, sua operação aproveita a sinergia entre todos os ativos envolvidos de forma a gerar um resultado superior à soma do valor de mercado de todas as suas partes componentes.

A diferença entre esse valor criado pelo empreendimento (criação de riqueza) e o valor da soma de todos os seus ativos tem sido estudada pelas ciências econômicas há muito tempo. Exemplificando apenas alguns conceitos, o Q de Tobin é um quociente obtido pela divisão do valor de mercado do empreendimento em operação (Vo) pela soma de seus ativos, com o objetivo de mensurar o quanto o empreendimento é capaz de criar riqueza em relação a seu ativo enquanto multiplicador: Continuar lendo O que é avaliação de empreendimentos pelo método da renda