Motivação no ambiente de trabalho: Maslow

A maior parte dos trabalhadores não tem entusiasmo algum com o trabalho, e a recente descoberta disto aumentou o interesse dos empregadores pelo assunto. Novo impulso para pesquisas foi trazido a um campo que já contava com elevado grau de riqueza de conhecimento: desde a década de 1950 se produz grande quantidade de pesquisas sobre o assunto, muitas delas populares até hoje.

Nesse contexto, acabou surgindo uma natural divisão entre as pesquisas antigas e as pesquisas recentes sobre motivação. A pesquisa de Maslow certamente é uma das mais antigas neste rol de destaque.

A literatura técnica define motivação como o resultado da interação do indivíduo com a situação. Ou seja, quando varia o contexto, varia o nível de motivação. Mas o que está variando no indivíduo, especificamente? A motivação é colocada como o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta.

Estes são os três elementos-chave de esforços para o alcance da meta. A motivação sempre se estabelece em relação a uma meta.

Intensidade é quanto esforço a pessoa coloca na empreitada de buscar essa meta, muitas vezes associada à motivação como se esta se resumisse apenas a ela;

Direção é a orientação adotada no processo de obtenção da meta, e mesmo as metas organizacionais costumam ter alguns direcionamentos que a beneficiam e outros que não;

Persistência é a quantidade de tempo no qual a pessoa consegue manter o esforço.

Muitas pesquisas foram realizadas na década de 1950 em busca de respostas sobre os mecanismos da motivação, época das principais pesquisas antigas sobre o assunto. Uma das pioneiras foi a de Abraham Maslow, a teoria da hierarquia das necessidades, segundo a qual cada ser humano teria cinco categorias de necessidades ordenadas hierarquicamente em cinco níveis:

  • Fisiológicas: necessidades básicas do corpo humano, como fome, sede etc.
  • Segurança: proteção contra riscos à integridade física e emocional.
  • Associação: necessidade gregária, de fazer parte de um grupo, ser aceito e reconhecido como membro, incluindo necessidade de afeição, aceitação, amizade e sensação de pertencimento.
  • Estima: reconhecimento pelo grupo das qualidades individuais, seja por status, por atenção ou outra forma de valorização e destaque, incluindo respeito próprio, realização, autonomia, status, reconhecimento e atenção.
  • Autorrealização: sensação de plenitude na utilização dos potenciais individuais, crescimento e desenvolvimento individual em níveis elevados, incluindo a intenção de se tornar tudo aquilo que se é capaz de ser, o crescimento, o alcance de seu próprio potencial e o autodesenvolvimento.

Maslow considerava que à medida que cada uma dessas categorias era atendida, a categoria seguinte se tornava dominante, movendo-se em direção ao patamar mais elevado (autorrealização). Esta primeira conclusão tem sido parcialmente comprovada, suscitando críticas diversas que incluem questionamentos quanto a este ordenamento e influências culturais não consideradas no estudo original. Esta teoria também aponta que uma necessidade raramente é completamente satisfeita, mas isso não impede que as pessoas considerem um patamar de razoável satisfação para extinguir aquela motivação e se concentrar em outras categorias (patamares hierárquicos).

Maslow recebeu grande reconhecimento por essa teoria, mas também é amplamente reconhecido que suas pesquisas não validam, de forma geral, a teoria da hierarquia de necessidades. Muitos de seus aspectos vêm sendo confirmados por pesquisas posteriores, mas recentes conclusões dizem que as necessidades não são necessariamente hierarquizadas dessa forma, pelo menos não de forma universal.

Voltaremos ao assunto.

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