As grandezas luminotécnicas

O pandemia tem levado muita gente a investir em melhorias nos ambientes habitáveis, em especial nos espaços de trabalho dentro das residências. Isso impulsionou, entre outras coisas, o mercado de projetos e instalações de iluminação, pois o conforto luminotécnico faz uma enorme diferença para os espaços de trabalhar, habitar, repousar e lazer. Mas são poucos os profissionais realmente habituados a este tipo de demanda. Este é um modesto pontapé inicial para quem quer entender um pouco mais do assunto, apresentando as principais grandezas envolvidas nesses projetos [1]:

Unidade de fluxo luminoso: Lúmen. É a unidade básica de luz, e mede o fluxo luminoso emitido por uma fonte. Alguns exemplos e ordens de grandeza são: lâmpada fluorescente tubular doméstica com potência aproximada de 60 watts emite um fluxo de aproximadamente 5.000 lúmens. Já uma lâmpada para iluminação de via pública pode chegar facilmente a 50.000 lúmens. O fluxo luminoso depende do projeto técnico da lâmpada e decai com a passagem do tempo e com a intensidade de uso. Continuar lendo As grandezas luminotécnicas

O potencial das taxas de crescimento populacional – e como calcular

Sempre que comento sobre a taxa de crescimento populacional do Brasil no século 20 (2,28% ao ano), a reação mais comum entre quem não está habituado ao assunto é de entendê-la como relativamente baixa. Mas essa taxa não foi nada baixa, muito pelo contrário: nosso país foi um dos que mais cresceu em população no século passado.

Isso acontece porque a taxa se refere ao crescimento em relação ao ano anterior, similar a uma taxa de juros compostos em finanças. Exemplificando numericamente, se começarmos com uma população de 100.000 habitantes, a esta taxa de crescimento, terminaremos o primeiro ano com 102.280 pessoas. Porém, o crescimento de 2.280 habitantes pertence apenas a este primeiro período. A partir daí, o crescimento será cada vez maior, porque os 2,28% se aplicam ao ano anterior. Continuar lendo O potencial das taxas de crescimento populacional – e como calcular

Diferença entre oferta pública primária e secundária

Quando uma empresa abre seu capital, ou seja, oferta ações em mercado aberto (bolsa de valores) pela primeira vez, faz isso por um processo de Oferta Pública Inicial (ou IPO, do mesmo termo em inglês).

Porém, essa oferta inicial pode ser feita de duas formas diferentes:

  • Oferta pública primária: quando os recursos obtidos com a venda de ações vão para o caixa da empresa. Ou seja, é uma modalidade em que a abertura do capital fortalece a própria empresa, permitindo, por exemplo, o investimento em novos ativos e projetos que tendem a gerar receitas futuras aos acionistas;
  • Oferta pública secundária: quando os recursos obtidos vão para os proprietários anteriores, fortalecendo o vendedor que quer se desfazer daquele empreendimento. É uma modalidade que tende a ser usada por controladores com intenção de liquidação da empresa, favorecendo, por exemplo, processos de fusões e aquisições por parte de outras empresas que queiram adquirir aqueles ativos, conhecimento, capital humano, marca, portfólio, carteira de clientes, etc. Nesta modalidade de IPO, os recursos da abertura do capital não vão para a empresa.

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O que é urban analytics?

Urban Analytics é o nome que se dá a um conjunto de ferramentas, técnicas e procedimentos multidisciplinares em análise de dados novos e emergentes para o estudo de cidades contemporâneas e futuras, principalmente através de GIS, Sensoreamento Remoto, Big Data e Geodemografia.

Esse tipo de estudo tem ganhado muita relevância nos anos mais recentes em função das rápidas mudanças ocorridas nas situações políticas e econômicas locais, rápido crescimento urbano concomitante ao declínio da infraestrutura, suburbanização da pobreza, revitalização de áreas urbanas centrais, ao mesmo tempo em que a tecnologia nos permite, a baixo custo e fácil acesso, usar grandes massas de dados, estruturados ou não, para compreender e até predizer todo tipo de sistema urbano, por mais complexo que seja.

Análise Multivariada de Dados, ferramentas de Big Data e GIS já são, nos dias atuais, de acesso barato ou até gratuito (como o QGIS), democratizando as possibilidades de utilização até mesmo pelos municípios com as maiores limitações de recursos, tendo em vista que até computadores domésticos simples conseguem processar volumes de dados típicos de cidades brasileiras.

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