A construção modular off-site: por quê? – convidado especial

Hoje trazemos aqui um texto do Recieri (recieri.com), convidado especial para nos falar um pouco sobre construção modular off-site. Recieri Scarduelli Neto é Engenheiro Civil (UNISUL), especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho (UNISUL), mestre em Energia e Sustentabilidade (UFSC), certificado CPA-20 (ANBIMA) e CP3P-F (APMG).

A construção modular off-site: por quê?

Por que construir fora do local final de uso? Porque a vida é agora e não temos tempo a perder! Veremos ao longo desse ensaio que o tempo é o principal apelo da construção modular off-site no mundo.

Pesquisas demonstram que a principal expectativa de uma construção off-site é a redução do tempo para conclusão do empreendimento. Segundo o Modular Building Institute, construção modular pode reduzir de 30 a 50% o cronograma quando comparado com técnicas convencionais aplicadas nos Estados Unidos. Em caráter especulativo, sob o ponto de vista deste autor, esses percentuais tendem a ser ainda maiores no Brasil.

Mas, antes de entrarmos nos benefícios, vamos entender do que estamos falando. A construção modular off-site é um tipo de edificação fabricada fora do seu local final de uso e transportada até lá, quando se alcança a fase de montagem.

Continuar lendo A construção modular off-site: por quê? – convidado especial

Palestra sobre Cities Intelligent Modeling (CIM)

Olá, pessoal!

Ontem, 27/10/2020, o Sinaenco realizou uma interessante palestra sobre Cities Intelligent Modelling (CIM), que consiste numa aliança de diversas tecnologias (BIM, GIS/SIG, IoT, entre outras) e certamente fará parte da vida dos governos locais e concessionárias de serviços públicos num futuro próximo. Continuar lendo Palestra sobre Cities Intelligent Modeling (CIM)

A revolução do BIM bate à porta

O BIM (Building Information Model) converge interesses de diversas partes. As principais:

  • Proprietários: TCO (total cost of ownership), que é a soma dos gastos de implantação/construção (CAPEX) e gastos de manutenção (OPEX); risco de não receber obras ou de receber com atraso; desejo de antecipar receitas sempre que possível; situação recorrente de estouro de orçamento. Para o proprietário, “caro” é relativo, pois um investimento pode ser coberto muitas vezes pelo retorno adicional obtido.
  • Incorporadores: redução de incompatibilidades entre projetos, interface entre áreas, suporte à área de assistência técnica, criação de diferencial em relação aos concorrentes.
  • Projetistas: qualidade dos projetos, eliminação de retrabalho, redução de prazo, redução de equipe, penetração em novos mercados (necessário para a permanência no mercado).

O setor de construção civil em todo o mundo representa hoje 13% do PIB global e 7% da mão de obra total. Entretanto, enquanto os demais setores vivem um aumento de produtividade, este índice na construção civil está em queda. As necessidades de mudanças aliadas às possibilidades trazidas pela tecnologia e telecomunicações levam a uma tendência de integração entre sistemas. Com isso, as prefeituras estão mudando procedimentos de aprovação de projetos, o formato dos contratos está se alterando. A forma de entregar um projeto técnico é outra, assim como a de fornecer suprimentos. Esta mesma integração de sistemas digitais já altera a produtividade do canteiro.

O setor agora passa pela fase de investir em equipamentos condizentes, treinamento de pessoal, investimentos pesados em impressão 3D e pré-fabricação. Até a agricultura é mais informatizada que a construção, então não há mais como voltar atrás nessa tendência.

Um levantamento recente realizado nos EUA mostrou que 70% das obras realizadas com sistemas informatizados anteriores ao BIM atrasam, e 73% ficam acima do orçamento. O confronto com dados brasileiros (Sinduscon de alguns estados) mostram números muito semelhantes (não estamos nem pior nem melhor que isso). O mesmo estudo realizou um amplo diagnóstico de causas para tais problemas e constatou que 10% custo de projeto é perdido em retrabalho e colisões evitáveis em equipe de canteiro, e o desperdício de material gira em torno de 30% (para sistemas construtivos norte-americanos).

Continuar lendo A revolução do BIM bate à porta