Curso online de Avaliação Econômica de Empreendimentos pelo Método da Renda

Já está disponível o novo curso online de Avaliação Econômica de Imóveis pelo Método da Renda em nossa plataforma educacional. São, inicialmente, 33 vídeo-aulas que abrangem desde conceitos básicos para quem nunca teve contato com o assunto até exemplos práticos no Excel.

Este curso apresenta os fundamentos e ferramentas utilizadas para avaliar empreendimentos imobiliários pelo método da capitalização da renda (também chamado de Avaliação Econômica). São apresentadas as recomendações da ABNT NBR 14.653 Parte 4, e outros conceitos essenciais não cobertos pela norma técnica. Continuar lendo Curso online de Avaliação Econômica de Empreendimentos pelo Método da Renda

Da segmentação de clientes por escritórios de arquitetura [e]

Acho que já deu para perceber, pelos textos anteriores, que o discurso de que o arquiteto trabalha “com todos os tipos de projeto e para todos os públicos” é exatamente isso: um discurso – e que não encontra respaldo na realidade cotidiana dos escritórios.

Hoje trago aqui mais um elemento (e não será o último) a corroborar essa tese: a segmentação de mercado em seu sentido lato, ou seja, a segmentação de público-alvo. Por um lado, temos encontrado fortes indícios de que os escritórios de arquitetura delineiam muito pouco os segmentos de clientes com os quais querem trabalhar – e sofrem as consequências disso. Continuar lendo Da segmentação de clientes por escritórios de arquitetura [e]

Habitação Social no Brasil: brevíssimo resumo

Conjunto Habitacional do BNH
Conjunto Habitacional do BNH

Até as primeiras décadas do século 20, não havia qualquer política habitacional de Estado no Brasil. Ainda que estivéssemos sob influência de modelos urbanos europeus, as iniciativas habitacionais de Estados liberais não foram por aqui reproduzidas. Os exemplos mais emblemáticos do norte da Europa, como os holandeses, não foram importados. Em nossa estrutura socioeconômica oligárquica e agroexportadora, e distribuição populacional predominantemente rural (até a década de 1950), as políticas urbanas seguiam um modelo nacional de não intervenção, confiando na capacidade da “mão invisível” do mercado em se auto-regular, principalmente antes da crise de 1929.

Assim sendo, as iniciativas estatais pontuais que surgiram para solucionar os frequentes problemas de epidemias de febre amarela causadas pela aglomeração de trabalhadores em habitações precárias, insalubres e com condições sanitárias extremamente degradantes limitaram-se a oferecer incentivos à iniciativa privada para a ampliação da oferta de habitação, como os incentivos à construção de vilas operárias. Quase sempre tais incentivos tiveram pouco efeito no problema e termos agregados, quase não produziram elevação da oferta, enquanto a demanda explodia em centros urbanos que se industrializavam rapidamente. Continuar lendo Habitação Social no Brasil: brevíssimo resumo

Da oferta ao mercado em escritórios de arquitetura [e]

Se você imagina que a maioria dos escritórios de arquitetura oferece ao mercado como serviço principal o projeto de arquitetura de edificações, errou. Por pouco, mas errou. Pelo menos é o que aponta um levantamento feito com mais de 400 escritórios com sede no município de São Paulo, realizado através do Programa de Pós-graduação da FAU-USP entre 2018 e 2020.

De 403 escritórios observados, mais de 13% já não têm mais os serviços tradicionais de projeto (arquitetura de edificações ou de interiores) como ofertam principal ao seu mercado. Está assim colocado porque parece ser uma tendência: esses 13% são basicamente compostos por escritórios jovens ou recém-criados, enquanto os escritórios mais antigos estão quase todos nos demais 87%.

Por outro lado, atividades pouco associadas à atividade profissional do arquiteto pelos meios de divulgação (incluindo aqui a imprensa técnica especializada e os órgãos de classe) já ganham proeminência. O terceiro tipo de serviço mais ofertado pelos escritórios faz parte desse novo grupo: atividades de consultoria. Continuar lendo Da oferta ao mercado em escritórios de arquitetura [e]

Da meta de porte dos escritórios de arquitetura [e]

Toda empresa tem por objetivo crescer e se consolidar como organização de grande porte no longo prazo.”

Você acha que essa afirmativa é verdadeira para os escritórios de arquitetura?

Esse foi um dos aspectos investigados na pesquisa que citamos anteriormente por aqui. Esclareço desde já que este não era o objetivo principal da investigação – chegamos a essa questão nos perguntando o quanto os escritórios se segmentam (ou não) em seus mais diversos aspectos. Também já falamos um pouco sobre isso. E, sinceramente, não havia nenhum indício de que os arquitetos empreendedores, de forma geral, se opusessem à máxima acima. Mas… será mesmo? Continuar lendo Da meta de porte dos escritórios de arquitetura [e]