Mercado de escritórios de arquitetura de São Paulo: segmentação

Estas informações foram publicadas como artigo científico, cite a fonte:

TREVISAN, Ricardo M.; BARROS, Gil G.; ONO, Rosaria. Segmentação na atuação das empresas de Arquitetura no município de São Paulo. Anais.. Uberlândia: PPGAU/FAU/FAUeD/UFU, 2019. Disponível em http://www.eventos.ufu.br/ufu/sbqp/2019/10

Fizemos um levantamento de 420 escritórios de Arquitetura e Urbanismo no município de São Paulo entre 2018 e 2019, abrangendo diversos aspectos da prática profissional e atuação dos arquitetos e urbanistas enquanto atividade econômica. Este artigo foi apresentado no último Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído, realizado na Universidade Federal de Uberlândia (MG). O resultado do estudo foi bastante revelador, e nos permitiu ter um retrato mais nítido do mercado paulistano de prestação de serviços de Arquitetura e Urbanismo. Continue lendo “Mercado de escritórios de arquitetura de São Paulo: segmentação”

O poder da narrativa na gestão da empresa de arquitetura ou design

Nós, humanos, temos muito mais facilidade para aprender qualquer coisa quando ouvimos alguém contando uma história. É uma atividade tão prazerosa que atravessa milênios e culturas por todo o globo terrestre. Pelo menos no imaginário popular.

Ao contar uma história, verificamos se uma proposta qualquer faz sentido. A narrativa precisa fazer sentido para ser crível, e esta é a transação básica de quem vive de contar histórias, como escritores e roteiristas. Além disso, permite apresentar, compreender e testar conceitos abstratos, complexos, ambíguos e mutantes.

Num mundo estável, racional e linear, contar uma história não passa de uma atividade lúdica. Mas no atual mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), faz sentido retomar costumes primordiais para verificar se um atributo qualquer que se queira oferecer ao mercado teria, de fato, valor percebido pelo potencial cliente. E é isso o que grandes corporações estão fazendo. Curiosamente, copiando práticas cotidianas de arquitetos e designers para produzir mudanças que os próprios arquitetos e designers ainda precisam fazer. Continue lendo “O poder da narrativa na gestão da empresa de arquitetura ou design”

Vídeo do CAU/BR divulga a atuação do Arquiteto e Urbanista

Parabéns, arquitetos e urbanistas! Hoje é o seu dia!

CAU/BR lançou hoje um vídeo em homenagem ao Dia do Arquiteto e Urbanista divulgando o papel deste profissional para uma nova agenda urbana, socialmente mais justa e ambientalmente mais responsável, provocando diretamente os prefeitos. Continue lendo “Vídeo do CAU/BR divulga a atuação do Arquiteto e Urbanista”

Oceano vermelho da Arquitetura e Urbanismo

Quais dessas atividades podem, legalmente, ser realizadas por arquitetos e urbanistas?

  • Projeto e execução de estrutura de concreto armado, sem limite de área construída
  • Estudo de viabilidade econômico-financeira
  • Projeto de luminotecnia (iluminação)
  • Projeto de cabeamento estruturado, automação e lógica
  • Plano de saneamento básico ambiental
  • Plano de gerenciamento de resíduos sólidos – PGRS

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Cálculo da taxa de desconto por WACC: exemplo para incorporação imobiliária

Explicaremos hoje como calcular a taxa de desconto pelo WACC (custo médio ponderado de capital), usando como exemplo o setor de incorporação imobiliária. Para o cálculo do WACC, você precisa primeiro calcular o custo do capital próprio pelo CAPM (veja aqui como fazer) e determinar o beta alavancado (clique aqui para ver como calcular).

Nos exemplos anteriores (links no parágrafo de cima), obtivemos:

  • Custo de capital próprio pelo CAPM = 9,09% ao ano, taxa real
  • Beta alavancado = 0,88 (real estate development, 15% de capital de terceiros)

Agora é necessário descobrir a taxa efetiva de captação desses 15% de recursos de terceiros (crédito). Vamos supor, a título de exemplo, que seja de 5,5% ao ano, taxa real (descontada a inflação).

Com todas essas informações em mãos, é fácil obter o custo médio ponderado de capital (WACC), a taxa mais utilizada para fluxos de caixa descontados:

 

rKP é o retorno exigido pelo capital próprio que obtivemos pelo CAPM (9,09%).

A parcela KP/(KP+KT) é a participação do capital próprio na estrutura de capital total (85%).

rKT é o retorno exigido pelo capital de terceiros que citamos acima (5,5%).

A parcela KT/(KP+KT) é a participação do capital de terceiros na estrutura de capital total (15%).

Tc é a alíquota de tributos sobre a renda (34% para lucro real).

Substituindo na fórmula:

WACC= 9,09% x 0,85 + 5,5% x 0,15 x 0,66

WACC = 8,27% ao ano

Repare que o custo de capital total da empresa com dívidas é menor que o da empresa que não tomou empréstimos. É por isso que as empresas usam dívidas em suas estruturas de capital.

Recomendo que você simule uma alavancagem maior (por exemplo, 25% de capital de terceiros) para entender bem o conceito. Não se esqueça de usar o beta alavancado.

Saiba mais:

Estudo de viabilidade econômica de empreendimentos imobiliários

Avaliação econômica de imóveis

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Leia também:

Custo de capital: o que é coeficiente de correlação

Como arquitetos e designers pensam – livro de Bryan Lawson

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Mais interessante que uma análise de processos de desenvolvimento de projetos, o livro de Bryan Lawson explora a fundo importantes aspectos da atividade cotidiana desses profissionais. A partir de uma investigação sobre mapeamento de processos, o autor conclui que estas atividades são extremamente distantes dos mapas de fluxos industriais onde este tipo de iniciativa se originou. E, curiosamente, nosso trabalho cotidiano como projetistas é incrivelmente próximo das mais recentes teorias sobre empreendedorismo, muito observada pelo setor de prestação de serviços. Continue lendo “Como arquitetos e designers pensam – livro de Bryan Lawson”

VI SBQP 2019: como foi

Olá, pessoal. Estou neste momento voltando para casa depois de três intensos dias de trabalho no VI Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído, realizado em Uberlândia entre 30/10 e 01/11 deste ano. Não sei mais dizer de quantos congressos e seminários já participei na vida, mas dois deles serão inesquecíveis: UPAV 2016 no Rio de Janeiro pela altíssima qualidade das discussões sobre aspectos macroeconômicos para o mercado imobiliário; e este SBQP pela altíssimo grau de profundidade e qualidade atingido nas discussões sobre a qualidade do projeto (seja em termos de project ou de design). Parabéns aos organizadores, foi fantástico. Uma honra para mim poder ter feito parte do evento.

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