Iluminação pública: mercado potencial para arquitetos

O crescente interesse dos municípios brasileiros em buscar parcerias com a iniciativa privada é uma tendência contemporânea forte, que aparentemente não se alterará tão cedo. O setor privado possui alta liquidez e está em busca de bons projetos para investir. Os municípios e estados brasileiros enfrentam crises fiscais e demandam pesados investimentos na deficitária infraestrutura nacional. Aliar essas coisas em projetos de qualidade, bem estruturados, que reduzam os riscos para ambas as partes é o que buscam inúmeras iniciativas atuais pulverizadas por todo o território nacional, promovidas por diversas partes interessadas nestes projetos. Continue lendo “Iluminação pública: mercado potencial para arquitetos”

Aspectos socioambientais no ambiente de negócios

As questões socioambientais já configuram hoje um dos principais conjuntos de preocupações de gestores de negócios e de ativos econômicos. Das cinco maiores preocupações do Fórum Econômico Mundial (Davos 2019), todas são relacionadas a questões socioambientais, sendo todas delas explícitas e diretas. Se a temperatura média do planeta subir mais 2 graus Celsius, boa parte das áreas costeiras (e mesmo alguns paí­ses) simplesmente desaparecem por submersão. Sem falar que passam a existir riscos severos à  existência humana no planeta. Isto aconteceria porque 2 graus em média significa variações de 11 graus Celsius nos polos (para mais ou para menos). As mudanças climáticas significam ambientes mais rigorosos e extremos mais agressivos à  vida humana (vide relatos recentes de calor ou de frio intensos por todo o globo).

É um assunto novo para a humanidade, inclusive para as ciências econômicas, que se definem como aquelas que estudam a alocação de recursos escassos através de modelos que excluem as variáveis denominadas “externas”: os recursos naturais e todas as pessoas. São ciências baseadas em modelos mecânicos e fí­sicos, muito distantes do atual entendimento do mundo como algo circular, finito e regenerativo (premissas da biologia). Porém, nossos modelos de negócios e teorias de administração de organizações (salvo raras exceções) estão muito mais calcadas na economia que na biologia.

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Mercado de escritórios de arquitetura de São Paulo: segmentação

Estas informações foram publicadas como artigo científico, cite a fonte:

TREVISAN, Ricardo M.; BARROS, Gil G.; ONO, Rosaria. Segmentação na atuação das empresas de Arquitetura no município de São Paulo. Anais.. Uberlândia: PPGAU/FAU/FAUeD/UFU, 2019. Disponível em http://www.eventos.ufu.br/ufu/sbqp/2019/10

Fizemos um levantamento de 420 escritórios de Arquitetura e Urbanismo no município de São Paulo entre 2018 e 2019, abrangendo diversos aspectos da prática profissional e atuação dos arquitetos e urbanistas enquanto atividade econômica. Este artigo foi apresentado no último Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído, realizado na Universidade Federal de Uberlândia (MG). O resultado do estudo foi bastante revelador, e nos permitiu ter um retrato mais nítido do mercado paulistano de prestação de serviços de Arquitetura e Urbanismo. Continue lendo “Mercado de escritórios de arquitetura de São Paulo: segmentação”

O poder da narrativa na gestão da empresa de arquitetura ou design

Nós, humanos, temos muito mais facilidade para aprender qualquer coisa quando ouvimos alguém contando uma história. É uma atividade tão prazerosa que atravessa milênios e culturas por todo o globo terrestre. Pelo menos no imaginário popular.

Ao contar uma história, verificamos se uma proposta qualquer faz sentido. A narrativa precisa fazer sentido para ser crível, e esta é a transação básica de quem vive de contar histórias, como escritores e roteiristas. Além disso, permite apresentar, compreender e testar conceitos abstratos, complexos, ambíguos e mutantes.

Num mundo estável, racional e linear, contar uma história não passa de uma atividade lúdica. Mas no atual mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), faz sentido retomar costumes primordiais para verificar se um atributo qualquer que se queira oferecer ao mercado teria, de fato, valor percebido pelo potencial cliente. E é isso o que grandes corporações estão fazendo. Curiosamente, copiando práticas cotidianas de arquitetos e designers para produzir mudanças que os próprios arquitetos e designers ainda precisam fazer. Continue lendo “O poder da narrativa na gestão da empresa de arquitetura ou design”

Vídeo do CAU/BR divulga a atuação do Arquiteto e Urbanista

Parabéns, arquitetos e urbanistas! Hoje é o seu dia!

CAU/BR lançou hoje um vídeo em homenagem ao Dia do Arquiteto e Urbanista divulgando o papel deste profissional para uma nova agenda urbana, socialmente mais justa e ambientalmente mais responsável, provocando diretamente os prefeitos. Continue lendo “Vídeo do CAU/BR divulga a atuação do Arquiteto e Urbanista”

Oceano vermelho da Arquitetura e Urbanismo

Quais dessas atividades podem, legalmente, ser realizadas por arquitetos e urbanistas?

  • Projeto e execução de estrutura de concreto armado, sem limite de área construída
  • Estudo de viabilidade econômico-financeira
  • Projeto de luminotecnia (iluminação)
  • Projeto de cabeamento estruturado, automação e lógica
  • Plano de saneamento básico ambiental
  • Plano de gerenciamento de resíduos sólidos – PGRS

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Como arquitetos e designers pensam – livro de Bryan Lawson

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Mais interessante que uma análise de processos de desenvolvimento de projetos, o livro de Bryan Lawson explora a fundo importantes aspectos da atividade cotidiana desses profissionais. A partir de uma investigação sobre mapeamento de processos, o autor conclui que estas atividades são extremamente distantes dos mapas de fluxos industriais onde este tipo de iniciativa se originou. E, curiosamente, nosso trabalho cotidiano como projetistas é incrivelmente próximo das mais recentes teorias sobre empreendedorismo, muito observada pelo setor de prestação de serviços. Continue lendo “Como arquitetos e designers pensam – livro de Bryan Lawson”