O que é Gestão Arquitetônica

Mohammed Al-Harbi, Stephen Emmit e Peter Deminan definem, num dos trabalhos mais recentes sobre o assunto, a Gestão Arquitetônica (GA) como:

Gerenciamento estratégico da empresa de arquitetura que assegura a efetiva integração entre a gestão dos aspectos de negócios do escritório com seus projetos individuais, de forma a projetar e entregar o melhor valor a todas as partes interessadas.

O conceito não nasceu ontem. O termo gestão arquitetônica (architectural management) surgiu em 1964, como ação de fomento aos arquitetos no sentido de apreciarem e gerirem o lado empresarial da profissão. Desde então, apenas oito tentativas foram feitas de explicitamente definir o termo, cada uma delas propondo uma definição diferente como resultado da metodologia adotada. O resultado foi que diferentes pensamentos, escopos e funções incluídos sob o conceito de gestão arquitetônica.

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Que atividade melhor remunera arquitetos e urbanistas?

Tenho recebido nos últimos tempos (talvez por conta da crise econômica que estamos vivendo) esta exata pergunta de muitos colegas arquitetos e urbanistas. Não sei dizer exatamente qual seja a atividade número um, aquela que está no topo no podium de remuneração. Mas sei de duas que remuneram muito bem.

A primeira delas já citamos várias vezes aqui, e foi explorada em alguns livros: é o estudo de viabilidade econômica de empreendimentos imobiliários. Mesmo que você não firme um contrato para fornecer o estudo completo, consultorias nesta área também são remuneradas a uma hora técnica de valor bastante interessante. Nós arquitetos não temos em nossa formação básica de graduação alguns instrumentos essenciais para a realização deste tipo de trabalho. Procurei corrigir isto explicando passo a passo como um estudo desse tipo pode ser feito. Continue lendo “Que atividade melhor remunera arquitetos e urbanistas?”

O que é estudo de viabilidade técnica?

Os estudos de viabilidade são compostos por todas as disciplinas que necessitem de análise prévia ao investimento. Os mais comuns são:

  • Estudo de viabilidade econômico-financeira
  • Estudo de viabilidade técnica
  • Estudo de viabilidade comercial
  • Estudo de viabilidade ambiental
  • Estudo de viabilidade política

A viabilidade técnica de um projeto imobiliário é uma análise de risco versus retorno, considerando elementos do projeto técnico (arquitetônico, legal, instalações, estrutural, ambiental, entre outros).

O estudo costuma contemplar, no mínimo: Continue lendo “O que é estudo de viabilidade técnica?”

Expectativas e principais indicadores do mercado imobiliário na América Latina (UPAV 2016)

Hardy Milsch é norte-americano, passou parte de sua vida profissional no México, e hoje é Vice-Presidente Senior e Country Manager da Prologis no Brasil, uma joint venture que representa um dos maiores players brasileiros em apoio logístico. A empresa possui mais de 65 milhões de metros quadrados de área locável no mundo, e ele não se intimida em iniciar seu pronunciamento dizendo que não se preocupa muito com a crise brasileira para seus investimentos. O motivo? As famílias mudam de marca quando o dinheiro fica curto, mas o consumo básico continua existindo. Para ele, só muda o cliente.

A visão de Milsch é de um futuro muito bom para o Brasil em termos de imóveis para apoio logístico, desde que as reformas que apontam no horizonte sejam concretizadas pelo governo. O crescimento recente do Brasil, México e China está ligado à ampliação do consumo das famílias, e o consumo brasileiro continua crescente. Isso tem a ver com outro motivo para seu otimismo: o e-commerce está tomando o lugar das lojas físicas, e esse canal exige três vezes mais espaço logístico para estoques que as lojas convencionais. Continue lendo “Expectativas e principais indicadores do mercado imobiliário na América Latina (UPAV 2016)”

Proteja seu dinheiro – como pensa o investidor?

Diz a teoria que os investidores deveriam agir racionalmente e buscar sempre a melhor combinação entre risco e retorno que estiver à disposição. Sabemos que nem sempre o ser humano é tão frio, mas vamos supor que seja. Num cenário assim, a seleção do investimento deveria considerar a) o retorno esperado, que pode ou não ser estimado pelos retornos passados; b) pelo risco, avaliado pela variação (variância estatística) dos retornos passados; c) liquidez.

O interessante de ter esses dados em mãos é que o risco passa a mostrar a probabilidade de retorno de um investimento, e completa as informações necessárias para a construção de carteiras racionais (mesmo não havendo garantias de retorno). O raciocínio mais básico do investidor é o da esperança matemática, ou esperança de x, ou E(x). Ele diz que o retorno que podemos esperar de um ativo qualquer é o retorno que ele oferece se o empreendimento der certo multiplicado pela probabilidade dele dar certo, somado a todas as probabilidades adicionais multiplicadas por seus respectivos retornos (positivos ou negativos).

Exemplo: um ativo tem 80% de chance de dar um retorno de R$100 e 20% de chance de dar prejuízo de R$10. O retorno esperado é: Continue lendo “Proteja seu dinheiro – como pensa o investidor?”

Proteja seu dinheiro: Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

Ultimamente tem sido difícil encontrar uma aplicação financeira que empolgue minimamente o investidor. É de amplo conhecimento que a poupança está sendo devorada pela inflação real (levemente diferente da oficial), e que os fundos de renda fixa e CDB mal a superam. O Ibovespa, na casa dos 53 mil pontos ainda está muito longe do pico histórico de 73 mil pontos, e continua andando de lado. Alguns títulos de tesouro direto, como os NTN-B, são negociados com deságios desanimadores. Nem o dólar anima.

Neste cenário desolador, algumas alternativas existem, sim. Uma delas é o LCI, Letras de Crédito Imobiliário, uma aplicação isenta de Imposto de Renda e que entrega Continue lendo “Proteja seu dinheiro: Letras de Crédito Imobiliário (LCI)”

Retorno não é proporcional ao risco. Sinto muito.

Este não é um post sobre Cisnes Negros, mas o caso abaixo é perfeito para ilustrar a ideia. Diz a lenda que um professor apresentou a seus alunos a seguinte sequência:

2 – 4 – 8

Há uma regra para a sequência de números que os alunos deveriam descobrir. Para isso, fariam proposições de outras sequências que testassem a regra e poderiam arriscar qual seria ela após cada resposta.
A grande questão aqui é: quantas perguntas seriam necessárias? Continue lendo “Retorno não é proporcional ao risco. Sinto muito.”