Aaron Levie sobre empreendedorismo

As empresas evoluem com base em pressupostos que acabam ficando ultrapassados. Essa é a fraqueza de todos os negócios tradicionais e a oportunidade de todas as startups. Continue lendo “Aaron Levie sobre empreendedorismo”

CAD gratuito para Mac

Existe uma ótima opção totalmente gratuita de CAD para quem só utiliza 2D e compatível com Apple Mac: o Draftsight (Dassault Systémes, a mesma do Catia e Solidworks). Além de trabalhar no formato DWG, o Draftsight tem a mesma cara, funções e comandos de várias versões do AutoCAD, padrão mais popular para o desenvolvimento de projetos 2D durante muito tempo. Continue lendo “CAD gratuito para Mac”

A revolução do BIM bate à porta

O BIM (Building Information Model) converge interesses de diversas partes. As principais:

  • Proprietários: TCO (total cost of ownership), que é a soma dos gastos de implantação/construção (CAPEX) e gastos de manutenção (OPEX); risco de não receber obras ou de receber com atraso; desejo de antecipar receitas sempre que possível; situação recorrente de estouro de orçamento. Para o proprietário, “caro” é relativo, pois um investimento pode ser coberto muitas vezes pelo retorno adicional obtido.
  • Incorporadores: redução de incompatibilidades entre projetos, interface entre áreas, suporte à área de assistência técnica, criação de diferencial em relação aos concorrentes.
  • Projetistas: qualidade dos projetos, eliminação de retrabalho, redução de prazo, redução de equipe, penetração em novos mercados (necessário para a permanência no mercado).

O setor de construção civil em todo o mundo representa hoje 13% do PIB global e 7% da mão de obra total. Entretanto, enquanto os demais setores vivem um aumento de produtividade, este índice na construção civil está em queda. As necessidades de mudanças aliadas às possibilidades trazidas pela tecnologia e telecomunicações levam a uma tendência de integração entre sistemas. Com isso, as prefeituras estão mudando procedimentos de aprovação de projetos, o formato dos contratos está se alterando. A forma de entregar um projeto técnico é outra, assim como a de fornecer suprimentos. Esta mesma integração de sistemas digitais já altera a produtividade do canteiro.

O setor agora passa pela fase de investir em equipamentos condizentes, treinamento de pessoal, investimentos pesados em impressão 3D e pré-fabricação. Até a agricultura é mais informatizada que a construção, então não há mais como voltar atrás nessa tendência.

Um levantamento recente realizado nos EUA mostrou que 70% das obras realizadas com sistemas informatizados anteriores ao BIM atrasam, e 73% ficam acima do orçamento. O confronto com dados brasileiros (Sinduscon de alguns estados) mostram números muito semelhantes (não estamos nem pior nem melhor que isso). O mesmo estudo realizou um amplo diagnóstico de causas para tais problemas e constatou que 10% custo de projeto é perdido em retrabalho e colisões evitáveis em equipe de canteiro, e o desperdício de material gira em torno de 30% (para sistemas construtivos norte-americanos).

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Perspectivas para o mercado imobiliário em 2019 (Prof. Claudio Tavares, Poli/USP, no VIII Sobrea)

Olá, pessoal! Normalmente não publicamos nada neste horário, mas o assunto é interessante para qualquer profissional do mercado imobiliário, e gostaríamos de dar a notícia em primeira mão. Estou aqui escrevendo de João Pessoa (PB), onde estamos assistindo ao VIII Simpósio do Sobrea (Sociedade Brasileira de Engenharia de Avaliações).

Ontem tivemos a felicidade de ouvir o Prof. Dr. Claudio Tavares de Alencar, do Núcleo de Real Estate da Poli (USP) falar sobre o que um Comitê de Mercado formado por 20 pessoas influentes e bem informadas sobre essa indústria esperam para 2019. Tavares separou os assuntos pelos seguintes tópicos: Continue lendo “Perspectivas para o mercado imobiliário em 2019 (Prof. Claudio Tavares, Poli/USP, no VIII Sobrea)”

[e] Vamos falar sobre preço?

Olá, pessoal! Vamos começar agora a conceituar preços, seus limites e o espaço de atuação do empreendedor sobre ele. Talvez você ainda não acredite nisto, mas há muito o que se fazer para uma boa gestão de preços, e, sim, temos muito poder sobre ele sem correr o risco de perder vendas.

Neste primeiro texto sobre o assunto, vamos estabelecer os pontos notáveis da precificação: o custeio, o valor e o preço.

O custeio é a soma dos custos e das despesas em que incorremos para oferecer o produto (bem ou serviço) ao mercado. Aqui já observamos um primeiro problema encontrado em documentos oficiais de direcionamento da precificação, como as tabelas de honorários de profissionais liberais: a confusão entre custos e despesas. Essa confusão logo de largada não facilita em nada a vida de quem tem que fixar o preço de seu trabalho, pois são gastos de naturezas diferentes, e deveriam ser geridos de formas diferentes. Isso sem falar que, ao unir custo e despesa num pacote só, o empreendedor não consegue ver a sua alavancagem operacional, pois não consegue ver a proporção de despesas fixas no custeio total. Continue lendo “[e] Vamos falar sobre preço?”

Lançamentos da Apple abrem novas possibilidades para arquitetos

A Apple anunciou no último dia 30 de novembro um conjunto de relançamentos que abrem novas possibilidades de hardware e software para nós, arquitetos e urbanistas. Um dos pontos mais interessantes foi que a empresa de Cupertino trabalhou no redesenho de produtos mais acessíveis, e não nos mais caros, como vinha fazendo nos últimos anos. Particularmente para nós, brasileiros, a desvalorização recente do real em relação ao dólar encareceu seus produtos em território nacional a níveis inéditos, e estava desmotivando muita gente. Essa tendência tende a se inverter nos próximos meses em especial com o lançamento do novo MacMini e do MacBook Air, este último com preços muito mais próximos à nossa realidade do que o MacBook Pro, produto em que a Apple apostou nos anos recentes.

O MacMini, modelo mais barato da Apple para CPU não recebia atualizações desde 2014 e muita gente apostava que sairia de linha. A ação da Apple foi em sentido oposto: manteve o nível de preços do modelo anterior mas transformou o produto numa máquina muito poderosa para nossas necessidades, começando com uma configuração mais básica de entrada com processador i3 de 4 núcleos e 3,6 GHz, Cache L3 compartilhado de 6MB (com possibilidade de Boost até 4,6GHz em i7 de 6 núcleos), 8 GB de memória SO‑DIMM DDR4 com 2666 MHz, com possibilidade de configuração até 64 GB e suporte para até três monitores, sendo dois monitores com resolução de 4096 x 2304 a 60 Hz conectados via porta Thunderbolt 3 e um monitor com resolução de 4096 x 2160 a 60 Hz via porta HDMI 2.0. E, como não podia faltar, SSD de 128 GB expansível até 2TB. As novas portas USB-C são também Thunderbolt 3 e permitem uma velocidade de transferência de até 40 Gbps. Realmente inédito para um MacMini.

Esta é uma configuração realmente incrível e potente para nossas necessidades mais avançadas, como suporte a sistemas BIM, realidade aumentada, integração de comunicações em nossa cadeia de produção, renderização em hiper-realismo com uma velocidade à qual não tínhamos acesso num produto com esta faixa de preços (nos EUA, o modelo básico custa US$ 799,00 sem os impostos).

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