A Cozinha de Frankfurt

Olhar, nos dias de hoje, para este projeto pode levar a alguns equívocos. Um deles seria enxergar ali uma solução banal e corriqueira, algo que se sana facilmente com a simples observação de sua data (1926). Naquela época, o entendimento de cozinha ainda estava carregado de conceitos muito antigos, alguns deles medievais, e remetia a ambientes muito amplos, demandantes de intensiva mão de obra.

Outro erro seria vê-la como o modelo de cozinha atualmente replicado à exaustão em apartamentos-commodity brasileiros pela produção das incorporadoras imobiliárias. Nada mais equivocado: o desenho lógico da Cozinha de Frankfurt tem poucos pontos em comum com as atuais produções disfuncionais e insuficientes desses inúmeros imóveis, além, talvez, de sua proporção de planta levemente parecida (enviesando um pouco o olhar nesse sentido). Continuar lendo A Cozinha de Frankfurt

A construção modular off-site: por quê? – convidado especial

Hoje trazemos aqui um texto do Recieri (recieri.com), convidado especial para nos falar um pouco sobre construção modular off-site. Recieri Scarduelli Neto é Engenheiro Civil (UNISUL), especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho (UNISUL), mestre em Energia e Sustentabilidade (UFSC), certificado CPA-20 (ANBIMA) e CP3P-F (APMG).

A construção modular off-site: por quê?

Por que construir fora do local final de uso? Porque a vida é agora e não temos tempo a perder! Veremos ao longo desse ensaio que o tempo é o principal apelo da construção modular off-site no mundo.

Pesquisas demonstram que a principal expectativa de uma construção off-site é a redução do tempo para conclusão do empreendimento. Segundo o Modular Building Institute, construção modular pode reduzir de 30 a 50% o cronograma quando comparado com técnicas convencionais aplicadas nos Estados Unidos. Em caráter especulativo, sob o ponto de vista deste autor, esses percentuais tendem a ser ainda maiores no Brasil.

Mas, antes de entrarmos nos benefícios, vamos entender do que estamos falando. A construção modular off-site é um tipo de edificação fabricada fora do seu local final de uso e transportada até lá, quando se alcança a fase de montagem.

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Diferença entre oferta pública primária e secundária

Quando uma empresa abre seu capital, ou seja, oferta ações em mercado aberto (bolsa de valores) pela primeira vez, faz isso por um processo de Oferta Pública Inicial (ou IPO, do mesmo termo em inglês).

Porém, essa oferta inicial pode ser feita de duas formas diferentes:

  • Oferta pública primária: quando os recursos obtidos com a venda de ações vão para o caixa da empresa. Ou seja, é uma modalidade em que a abertura do capital fortalece a própria empresa, permitindo, por exemplo, o investimento em novos ativos e projetos que tendem a gerar receitas futuras aos acionistas;
  • Oferta pública secundária: quando os recursos obtidos vão para os proprietários anteriores, fortalecendo o vendedor que quer se desfazer daquele empreendimento. É uma modalidade que tende a ser usada por controladores com intenção de liquidação da empresa, favorecendo, por exemplo, processos de fusões e aquisições por parte de outras empresas que queiram adquirir aqueles ativos, conhecimento, capital humano, marca, portfólio, carteira de clientes, etc. Nesta modalidade de IPO, os recursos da abertura do capital não vão para a empresa.

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PPP Habitacional no horizonte

A viabilização econômica de habitação social no Brasil (e no mundo) já conta com uma nova possibilidade, e muito promissora. Até pouco tempo atrás, todas as nossas políticas habitacionais de Estado foram baseadas na propriedade de imóvel subsidiado: desde os Institutos de Aposentadorias e Pensões do Estado Novo (1937-1964, 123.995 UH), passando pela discreta Fundação da Casa Popular – FCP (1946-1964, 18.132 UH), O Banco Nacional da Habitação (1964-1986), o Programa Minha Casa Minha Vida (desde 2009).

Porém nenhum desses programas chegou nem perto de resolver o problema habitacional no país. Aliás, não chegaram nem a amenizar o déficit habitacional. Mesmo o Minha Casa Minha Vida, que viabilizou 14,7 milhões de UH até 2017, não chegou nem a estabilizar, no saldo acumulado de todo o período, uma demanda que nunca para de crescer. Ou seja, há uma conclusão óbvia de que precisamos adicionar novas possibilidades de soluções a nossa carteira de opções.

E é o que está acontecendo: o Estado, sem capacidade econômico-financeira suficiente para fazer os investimentos necessários tem se aproximado cada vez mais de investidores privados – segmento este cada vez mais líquido e à procura de projetos estáveis, seguros e minimamente atrativos. Isso acontece cada vez mais porque as opções de aplicações financeiras estão cada vez mais restritas e com retornos decrescentes. É um fenômeno mundial que já chegou por aqui.

A forma de viabilizar essa aliança de interesses de forma vantajosa ao Estado (ou seja, que não represente um custo final maior que a opção de investimento Estatal direto ou pela tradicional contratação simples de obra) tem sido a parceria público-privada. E os exemplos já existem, concretizados. Continuar lendo PPP Habitacional no horizonte

Curso online de Avaliação Econômica de Empreendimentos pelo Método da Renda

Já está disponível o novo curso online de Avaliação Econômica de Imóveis pelo Método da Renda em nossa plataforma educacional. São, inicialmente, 33 vídeo-aulas que abrangem desde conceitos básicos para quem nunca teve contato com o assunto até exemplos práticos no Excel.

Este curso apresenta os fundamentos e ferramentas utilizadas para avaliar empreendimentos imobiliários pelo método da capitalização da renda (também chamado de Avaliação Econômica). São apresentadas as recomendações da ABNT NBR 14.653 Parte 4, e outros conceitos essenciais não cobertos pela norma técnica. Continuar lendo Curso online de Avaliação Econômica de Empreendimentos pelo Método da Renda