Projeção de demanda aeroportuária: parte 1

 

Projeção de demanda aeroportuária

Este é o quinto texto da nova série sobre o setor de aeroportos. Este conjunto de textos não segue uma sequência contínua, de forma que recomendamos sempre utilizar a ferramenta “Pesquisar” no menu lateral.

O aeroporto é um equipamento urbano cujo impacto muitas vezes se expande para além dos limites municipais. A projeção de demanda precisa observar essa abrangência territorial, também conhecida como área de influência, área de captação ou catchment area. Essa “área de influência” é o território onde a maioria dos passageiros e cargas inicia sua jornada de deslocamento antes de chegar ao aeródromo. Esse estudo ajuda a identificar a natureza e abrangência geográfica de dados que caracterizam o potencial de mercado do aeroporto, inclusive aquelas que vimos no texto anterior.

A área de captação varia de tamanho a cada caso, e é consequência direta de três variáveis principais: Continuar lendo Projeção de demanda aeroportuária: parte 1

Custos e despesas do espaço construído

O tradicional pensamento patrimonialista tendia a traduzir o investimento em um ativo construído como aqueles desembolsos realizados em construções, reformas, no máximo em montagens e instalações. Raramente incluía custos de manutenção e operação (O&M) enquanto investimentos. Isso gerava evidentes descompassos entre expectativas e realidade da qualidade do ativo no longo prazo, normalmente evidenciando em seu aspecto visual essa lacuna de previsões.

Especialmente em ativos públicos, para os quais quaisquer desembolsos precisam ser planejados e reservados antecipadamente em lei, o que se vê são os recorrentes problemas de manutenção, operação deficiente, e o nebuloso entendimento de que a causa desses problemas seria a “falta de recursos”. Claro que faltarão recursos que não tiverem nem sido dimensionados na idealização do ativo construído. Continuar lendo Custos e despesas do espaço construído

Demanda aeroportuária: introdução

Demanda por aeropportos

Este é o quarto texto da nova série sobre o setor de aeroportos. Este conjunto de textos não segue uma sequência contínua, de forma que recomendamos sempre utilizar a ferramenta “Pesquisar” no menu lateral.

O investimento em aeroportos, sejam novos, reformas ou ampliações, sempre exige volumes elevados de investimentos (capital-intensivo), o retorno só ocorre no longo prazo, e envolve uma série de riscos, sendo um dos mais relevantes a flutuação de demanda. O estudo de demanda aeroportuária é vital para todas as partes diretamente envolvidas e comprometidas com o investimento, incluindo órgãos de governo, investidores privados, reguladores e financiadores.

Conhecer a demanda é essencial para a construção de projeções futuras, as quais direcionarão os projetos de toda a infraestrutura necessária para a operação em condições que ainda não existem. Toda a negociação de contratos existentes e licitação de novos contratos públicos, sejam de concessões ou não, dependem completamente das informações de demanda. Este tipo de informação afetará tanto receitas quanto os custos e despesas futuras. Continuar lendo Demanda aeroportuária: introdução

Aeroportos: planejamento geral

Planejamento de aeroportos airport planning

Este é o terceiro texto da nova série sobre o setor de aeroportos. Este conjunto de textos não segue uma sequência contínua, de forma que recomendamos sempre utilizar a ferramenta “Pesquisar” no menu lateral.

Cada aeroporto é único, não existem dois iguais no mundo. Sejam os mais simples com pista única e sem pista de táxi paralela, sejam os grandes aeroportos internacionais com múltiplas pistas, esta verdade permanece. Aeroportos são grandes equipamentos e empreendimentos implantados em sítios únicos, com condições topográficas, ambientais, climáticas, geográficas, de solo e de mercado específicas, não se repetem.

Cada um desses equipamentos urbanos únicos vem recebendo um crescimento constante de demanda, cuja série histórica foi interrompida uma única vez (pandemia de covid-19) e, ainda assim, retomada alguns meses à frente na mesma curva de tendência anterior – ou até acima dela em diversos casos.

Projeções internacionais Icao/Iata e brasileiras (SAC) indicam um crescimento médio de demanda ao redor de 5% ao ano. Esta taxa significa dobrar a demanda a cada 14 anos, aproximadamente. É uma aceleração muito significativa para ativos de infraestrutura com longo tempo de maturação de investimentos. Também representa um mercado em ascensão aos operadores. Continuar lendo Aeroportos: planejamento geral

Aeroportos: componentes e zoneamento

Aeroporto Carrasco Montevideo Uruguay

Este é o segundo texto da nova série sobre o setor de aeroportos. Este conjunto de textos não segue uma sequência contínua, de forma que recomendamos sempre utilizar a ferramenta “Pesquisar” no menu lateral.

Um aeroporto é subdividido em três grandes grupos de componentes [1], configurando três zonas bem delimitadas:

  • Lado ar: formado pelos componentes cujos requisitos geométricos e construtivos são estabelecidos com base no veículo de transporte do modo aéreo, a aeronave;
  • Lado terra: composto por conjuntos de componentes cujas referências são os veículos terrestres, pessoas, sistemas (utilities) de infraestrutura urbana, e serviços de apoio à operação terrestres de aeronaves;
  • Interface: componentes intermediários entre os anteriores, com duas faces com acessos independentes (para lado ar e para lado terra), formado por terminal de passageiros (TPS), terminal de cargas e hangares.

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