Depoimento à revista aU (texto integral): conflitos entre sócios em escritórios de arquitetura 

Esta é a íntegra de meu depoimento à revista aU de agosto de 2015 (matéria de Juliana Nakamura):

1) Quais são os principais motivos que levam a conflitos entre os sócios de um escritório? Continuar lendo Depoimento à revista aU (texto integral): conflitos entre sócios em escritórios de arquitetura 

Condomínios de casas em São Paulo: das origens à opinião dos moradores

Condomínios de casas em São Paulo: das origens à opinião dos moradores
Condomínios de casas em São Paulo: das origens à opinião dos moradores

Já está à venda o novo livro! Condomínios de casas em São Paulo: das origens à opinião dos moradores está disponível para Kindle e ebook para plataforma Apple. Você pode baixar gratuitamente o leitor para iPad, iPhone e qualquer computador na Amazon.com.br.

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Os anos 1980 trouxeram às cidades brasileiras o crescimento da violência urbana e da respectiva percepção de insegurança. A classe média passou a procurar proteção fechando-se dentro de áreas muradas e monitoradas. Num primeiro momento, a procura maior foi por apartamentos, e isso reduziu substancialmente a área da habitação para as famílias habituadas a casas com cômodos espaçosos – especialmente a cozinha teve a maior redução de tamanho e provocou alterações profundas no modo de usar a moradia. Mas a insegurança e o alto custo da terra continuavam provocando rejeição cada vez maior à habitação unifamiliar de frente para a rua pública. Havia evidentes vantagens na habitação coletiva em forma de condomínios, que naquele momento eram essencialmente verticais.

As primeiras iniciativas de associação horizontal de habitações foi a de fechamento de loteamentos, como o empreendimento Alphaville Residencial (Albuquerque Takaoka), em 1975. Este tipo de empreendimento não é um condomínio porque Continuar lendo Condomínios de casas em São Paulo: das origens à opinião dos moradores

Chicago para arquitetos

Field-Millenium

Uma das mecas da arquitetura, Chicago é destino obrigatório nos EUA. Além da arquitetura, oferece boa cerveja e comida, ótimo blues e incrível coleção de arte. Recomendo começar a visita pelo Chicago Architecture Foundation (South Michigan Ave. x East Jackson Boulevard, bem em frente ao Art Institute of Chicago). A fundação tem uma maqueta volumétrica da cidade no piso térreo e voluntários para contar sua história a qualquer interessado. Diga ao voluntário que você é arquiteto(a), e ganhará a versão premium da explanação. Nada muito aprofundado, mas vai esclarecer muita coisa, além de algumas boas dicas. Ah! Existe também ali dentro uma loja da Lego Architecture.

maqueta

Saindo do prédio do Architecture Foundation, você está de frente para o Millenium Park. Esse imenso aterro foi feito com o entulho do grande incêndio de 1871. Agora que você já viu a maquete, tem uma noção da cidade, a qual segue o padrão norte americano de concentrar a verticalização em regiões centrais (no caso de Chicago, no Loop). A partir do Millenium Park é possível Continuar lendo Chicago para arquitetos

Sobre cuidado 

Tabitha King era uma funcionária do Dunkin’ Donuts que, apesar de jovem, já tinha dois filhos. Ela e o marido mal tinham o suficiente para pagar 90 dólares de aluguel num precário apartamento e passavam por situações extremas, como não ter dinheiro para comprar remédio para a filha.

Certo dia, recolhendo o lixo, tirou as cinzas de cigarro de folhas amassadas, abriu, e viu o início de um romance batido a máquina. Depois de ler, perguntou ao marido por que tinha jogado fora. Ele não via futuro no texto, achava que ficaria longo demais para vender para as revistas de sempre. Além disso, tratava do universo feminino, que ele dizia não conhecer. Ela insistiu que ele continuasse, e se propôs a ajudar no que pudesse. E ele continuou, mais por sua esposa que por acreditar no projeto, em que trabalhava nas escassas horas vagas.

O nome dele é Stephen King, e o livro, Carrie, a estranha, teve os direitos de publicação em brochura vendidos por 400 mil dólares.

Ninguém é escritor por acaso. É um trabalho solitário, e uma pessoa ao lado, apoiando, faz toda a diferença. Esta é uma homenagem a elas, em especial a minha esposa. Obrigado.

A redução do compulsório e o mercado imobiliário

Todo Banco Central que se preze limita a alavancagem bancária (volume de recursos de terceiros em relação aos recursos próprios). A limitação é feita com diversos instrumentos que servem também à política monetária, porque os bancos são multiplicadores de moeda na economia. Um desses instrumentos é aplicado ao seu rico dinheirinho que sobrou na poupança (e não me diga que você não está aproveitando os belos retornos de LCI e Tesouro com risco inferior ao da poupança…).

Funciona assim: o governo exige que uma parte dos depósitos em poupança fique bloqueado na conta movimento do banco no Bacen. O resto, o banco pode emprestar e ganhar o seu lucro na diferença, o spread. Esse bloqueio é chamado depósito compulsório, e reduz a multiplicação da moeda pelo sistema bancário. O que sobra, pode ser Continuar lendo A redução do compulsório e o mercado imobiliário