La Casa de Papel 3 desafia o Estado nacional

O Príncipe de Maquiavel está na mira. Não é ficção. Não é só na Espanha. A ascensão do Estado foi uma necessidade para a viabilização da Revolução Burguesa. Naquele mundo e até os anos 1990 fez muito sentido. Hoje, após os primeiros movimentos disruptivos da Revolução Tecnológica, estamos adentrando em outro momento, de economia compartilhada e pulverizada. O B2C dando espaço ao C2C.

Começou com a primavera árabe, que parecia fazer muito sentido do ponto de vista ocidental. Reforcemos: do ponto de vista ocidental. Era fácil para nós observar de fora a rejeição ao poder desproporcional ao Estado Teocrático. Continuar lendo

Valor do imóvel para ser enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida

Reforçando, para quem ainda tem dúvidas, quais são os valores máximos de imóveis por municípios para serem enquadrados no Programa Minha Casa Minha Vida (conforme informado no site da Agência Caixa de Notícias, informação coletada em 18 de janeiro de 2019):

Valor do imóvel para ser enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida, por município. Fonte: http://www20.caixa.gov.br/Paginas/Noticias/Noticia/Default.aspx?newsID=4550

Valor do imóvel para ser enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida, por município. Fonte: http://www20.caixa.gov.br/Paginas/Noticias/Noticia/Default.aspx?newsID=4550

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[e] Preço do projeto de arquitetura: teoria versus CAU

Já está disponível o novo vídeo de nossa Plataforma Teachable: a precificação do projeto de arquitetura pelas consagradas teorias do composto de marketing versus a Tabela de Honorários do CAU. O que considerar, como e em que situação. Continuar lendo

[e] A administração da qualidade

A visão técnica de engenharia tende a ver a qualidade em termos de especificações, o conjunto de características de um produto ou serviço que os descrevem em termos de utilidade, desempenho ou de atributos. Também chamada de qualidade planejada, tem como contrapartida o que o cliente efetivamente recebe (qualidade real) – quanto mais próximas as duas estiverem entre si, maior a qualidade do produto ou serviço. Esta qualidade é também chamada de qualidade de conformação, de conformidade ou de aceitação.

Qualidade também significa regularidade, redução da variação em qualquer processo de trabalho. Este conceito está associado ao de confiabilidade.

Segundo a visão do cliente, qualidade recebe outra definição adicional: a de adequação ao uso (fitness for use), conforme definição de Joseph M. Duran, com dois significados: qualidade de projeto e ausência de deficiências.

Os investimentos necessários para o alcance a manutenção da qualidade são chamados de custos da qualidade e incluem o funcionamento do sistema da qualidade e evitar os custos de não haver qualidade. Estes custos dividem-se em duas categorias: custos de prevenção e custos de avaliação.

O controle da qualidade passou por três grandes períodos ao longo da história:

  1. Era da inspeção: separar o produto bom do defeituoso. Existe desde antes da Revolução Industrial, pois o artesão tinha interesse genuíno em seguir especificações rigorosas, seguindo suas próprias exigências estéticas ou com o objetivo de impressionar positivamente os clientes. Presente até hoje na produção utilitária ou artística. No início do século XX surgiu o inspetor da qualidade com essa função, desvinculado hierárquica e funcionalmente do supervisor. Mais tarde, esse inspetor se transformou num departamento de controle da qualidade
  2. Era do controle estatístico: com a produção em massa industrial a inspeção de todos os produtos da linha de montagem se tornou impossível. Como solução ao problema, surgiu em 1924, com Walter A. Shewhart, dos Laboratórios Bell, a inspeção por amostragem, cujas propriedades observadas são estendidas ao lote do qual foi extraída a amostra. Utiliza-se uma carta de controle que informava visualmente os desvios dos elementos observados e os limites de tolerância
  3. Era da qualidade total: Armand Feigenbaum apresentou este conceito em 1961, partindo do interesse do cliente. Isto significa ir muito além da conformidade com as especificações e rigoroso controle dos processos. Inclui um sistema da qualidade que permeia toda a organização – a qualidade é problema de todos, envolve toda a operação da empresa e exige visão sistêmica. Neste sistema, o fator humano é primordial, pois, no final das contas, todo produto ou serviço é realizado por um par de mãos humanas. Depende, portanto, de participação e apoio de pessoas.

A qualidade deve estar embutida no produto ou serviço desde o início, sempre do ponto de vista do cliente, abrangendo todos os estágios do ciclo de produção, dos quais Feigenbaum elencou oito: Continuar lendo

Investir em ações vale a pena no longo prazo. Mesmo em dólar.

Repetimos sempre que o investimento em uma carteira diversificada de ações é um bom negócio no longo prazo. O que nós não sabemos é o quão longo é esse prazo. De qualquer forma, para quem pode (e deseja) esperar, o retorno é bastante compensador.

Recentemente, com a elevação das taxas de juros nos títulos públicos dos Estados Unidos, as moedas menos fortes (como o real) sofreram forte desvalorização (origem da crise na Turquia). Neste momento, há quem esteja alegando que a vantagem de longo prazo da bolsa brasileira não se reproduziria em dólar (ou outra moeda forte). Continuar lendo

[e] A evolução da Escola Clássica

O século XX viu o surgimento de grandes empresas e, com elas, maior demanda por organização além do chão de fábrica. Naquele momento histórico ficou evidente a necessidade de um sistema de conhecimentos para a totalidade das operações organizacionais. Surgiram então, dentro dessas mesmas empresas, soluções para a organização interna e a profissionalização de sua administração, condições básicas para o crescimento sustentado de qualquer tipo de organização, independente de quem a administrasse. O final da década de 1920 viu o surgimento de duas importantes referências: Pierre du Pont (1870 – 1954) e Alfred Sloan (1875 – 1966).

Du Pont criou e implantou técnicas de administração, finanças e operações em duas grandes corporações: DuPont e General Motors. A primeira, fundada em 1802, cresceu rapidamente como fabricante de pólvora. Pierre assumiu sua presidência em 1915 e conduziu sua ampliação, modernização e diversificação, comprou outras empresas do mesmo ramo e expandiu negócios para a indústria química. As soluções criadas para a administração do conglomerado só precisariam ser revistas meio século depois. Ele introduziu o conceito de retorno sobre o investimento (return on investment, ROI) cuja forma de cálculo é hoje conhecida como fórmula DuPont.

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