O que é spread bancário?

As empresas comerciais de revenda de mercadorias constroem seus resultados, grosso modo, na diferença entre o custo de aquisição e o preço de venda. Os bancos são empresas peculiares, que trabalham com o dinheiro como mercadoria, sendo seu custo (e preço) melhor expressado por taxas. A diferença entre o custo (taxa) de captação e a taxa de recolocação do recurso financeiro no mercado é chamado spread, uma diferença entre taxas.

O custo de captação de recursos pelos bancos é materializada pelas taxas de remuneração do capital dos correntistas: são as remunerações de poupança, fundos, certificados, títulos, etc. Portanto, possuem alta correlação com a taxa de juros pagas pelos títulos públicos, fixadas pelo Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) do Tesouro Nacional. Isso acontece porque os bancos transferem em tempo real recursos entre si para suas próprias contas no Banco Central, no chamado mercado interbancário. Os Depósitos Interbancários (DI) possuem taxa correlacionada a seu custo de oportunidade, ou seja, a taxa dos títulos públicos (Taxa Selic).

Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu esta taxa para a meta de 13% ao ano. Continue lendo “O que é spread bancário?”

A redução do compulsório e o mercado imobiliário

Todo Banco Central que se preze limita a alavancagem bancária (volume de recursos de terceiros em relação aos recursos próprios). A limitação é feita com diversos instrumentos que servem também à política monetária, porque os bancos são multiplicadores de moeda na economia. Um desses instrumentos é aplicado ao seu rico dinheirinho que sobrou na poupança (e não me diga que você não está aproveitando os belos retornos de LCI e Tesouro com risco inferior ao da poupança…).

Funciona assim: o governo exige que uma parte dos depósitos em poupança fique bloqueado na conta movimento do banco no Bacen. O resto, o banco pode emprestar e ganhar o seu lucro na diferença, o spread. Esse bloqueio é chamado depósito compulsório, e reduz a multiplicação da moeda pelo sistema bancário. O que sobra, pode ser Continue lendo “A redução do compulsório e o mercado imobiliário”

Proteja seu dinheiro: default brasileiro

A negociação de CDS dos títulos públicos brasileiros no mercado internacional mostra que os investidores estão cobrando retornos crescentes nas últimas semanas, a ponto de termos nossa credibilidade abaixo de tradicionais caloteiros do mundo (e nos aproximando do risco Argentina). Ou seja, o mundo começou a temer o calote brasileiro.

Traduzindo: Tesouro Direto continua sendo uma boa aplicação… pero no mucho. Não aposte tudo no tesouro brasileiro. CDI privado, LCI e LCA continuam sendo boas opções.

Proteja seu dinheiro: Copom sinaliza novo cenário para o investidor

Última ata do Copom (reunião que manteve a Selic meta em 11% ao ano) sinaliza um possível pico, com eventual redução da taxa daqui a alguns meses, se a inflação cair. Se esse cenário realmente se realizar, o momento atual será lembrado como a hora ideal para aquisição de títulos pré-fixados, como as Continue lendo “Proteja seu dinheiro: Copom sinaliza novo cenário para o investidor”

Proteja seu dinheiro – 09 fev 2014

A britânica Aberdeen está se desfazendo de suas ações da Petrobrás, num claro movimento de descrédito em relação à recuperação da nossa petroleira. Piora ainda mais o Ibovespa porque tem quem acredite que a Aberdeen vai se desfazer de outras brasileiras. Forte possibilidade de saída de investidores de mercados emergentes para voltar aos mercados norte-americano e europeu. Talvez favoreça investimentos offshore. Continue lendo “Proteja seu dinheiro – 09 fev 2014”

Proteja seu dinheiro – 9 jan 14

O JP Morgan prevê boas possibilidades para a renda fixa no Brasil. O banco colocou o país entre os cinco com potencial de desempenho acima da média do mercado em 2014. Boa notícia para o investidor mais conservador. Continue lendo “Proteja seu dinheiro – 9 jan 14”