FGTS sob ameaça no Minha Casa Minha Vida 3

O governo está tão desesperado por reaquecer a economia que agora passou também a colocar em risco seus melhores ativos. A bola da vez é o Fundo de Garantia dos trabalhadores.

Tentando tapar um dos maiores furos por onde nossa economia faz água, diz o governo que quer reaquecer a construção civil. O problema é que os recursos que financiam a casa própria no Brasil são provenientes da poupança – que acabou. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) está tendo déficits mensais recordes com os saques de poupadores cansados de ver seu dinheiro corroído pela inflação.

Nosso mercado imobiliário só não entrou (ainda) em colapso porque existe outra fonte de recursos para imóveis de valores mais baixos, para famílias de menor renda. Essa fonte é o Fundo de Garantia dos trabalhadores. O FGTS empresta a taxas subsidiadas, pois seu objetivo é facilitar ao trabalhador de menor renda a aquisição da casa própria.

Mas o governo quer mudar isso. Continue lendo “FGTS sob ameaça no Minha Casa Minha Vida 3”

A redução do compulsório e o mercado imobiliário

Todo Banco Central que se preze limita a alavancagem bancária (volume de recursos de terceiros em relação aos recursos próprios). A limitação é feita com diversos instrumentos que servem também à política monetária, porque os bancos são multiplicadores de moeda na economia. Um desses instrumentos é aplicado ao seu rico dinheirinho que sobrou na poupança (e não me diga que você não está aproveitando os belos retornos de LCI e Tesouro com risco inferior ao da poupança…).

Funciona assim: o governo exige que uma parte dos depósitos em poupança fique bloqueado na conta movimento do banco no Bacen. O resto, o banco pode emprestar e ganhar o seu lucro na diferença, o spread. Esse bloqueio é chamado depósito compulsório, e reduz a multiplicação da moeda pelo sistema bancário. O que sobra, pode ser Continue lendo “A redução do compulsório e o mercado imobiliário”

Por que o PIB do Brasil está tão mal?

O PIB, o indicador de criação de riqueza mais divulgado, é composto de quatro partes: investimento, consumo das famílias, gastos do governo e contas externas.

Investimento é a aplicação de recursos em fatores de produção, ou seja, em capital fixo instalado para gerar riquezas futuras. Importante: inclui a compra de habitação pelas famílias. Como o mercado imobiliário teve um boom artificial nos últimos anos, pesou muito positivamente neste item. Mas o Continue lendo “Por que o PIB do Brasil está tão mal?”

A coligação PT-PSDB

Algumas reuniões entre representantes do segundo escalão de PT e PSDB ocorreram nos anos 1990. Cabe ressaltar que era um segundo escalão muito próximo aos respectivos caciques. As reuniões, poucas, discretas e sempre desmentidas por ambos, chamaram a atenção, é claro, e chegaram a ser notícia (pequenas) em alguns jornais de grande circulação. Mesmo os correligionários queriam saber de que se tratava. Naquele momento, ambos estavam se consolidando como o mainstream da política brasileira pós-Real em vários centros urbanos nacionais. Cada um tinha (e ainda tem) um público preferencial de maior penetração: o PSDB agradava mais a classe média e o PT começava a ganhar a confiança das periferias a partir de algumas administrações municipais bem sucedidas.

Num determinado momento surgiu um boato que o objeto das reuniões era uma pretensa unificação dos dois partidos. Alguns rapidamente desmentiram, mas outros preferiram admitir que houve algo do tipo na pauta, mas que seria impossível por “profundas diferenças ideológicas” entre os dois. Rapidamente as reuniões cessaram e nada mais se falou sobre o assunto.

Aqui começam as inferências. Digamos que tivessem concluído pela viabilidade de fusão do ponto de vista das lideranças partidárias. Seria um bom negócio para ambos? Creio que não, pois logo surgiria uma nova força, talvez partindo até de desertores de um ou de outro, e teriam que conviver com uma terceira força nascente. Continue lendo “A coligação PT-PSDB”

Brazilian riots reasons

Brazil has many problems. Among them, inflation rates are increasing, brazilian GDP is lower than other BRICS and latin american countries, central government is using a public company (Petrobras) to keep gasoline domestic prices under market ones (trying to control inflation) and destroying its value. Investments are low, investors are not confident. Education investments are so low we don’t have enough professionals to occupy open positions in the companies. And most of the people can’t pay for education.

Besides economic problems, president Dilma’s party (PT) is known by many corruption and crime cases since its first administrations in brazilian city governments. In some of these cities, PT mayors were murdered while corruption cases were under investigation.

Some time after Lula (PT) was elected president (2002), corruption was discovered in central government. But brazilian citizens are obliged to vote. In 2006 Lula was very popular in North and Northeast regions, the poorest ones and with the biggest social matters. Social programs gave him high popularity and improved the domestic consumption. That improved the economy and defended us from 2008 crisis. And these programs reelected Lula. Continue lendo “Brazilian riots reasons”