A redução do compulsório e o mercado imobiliário

Todo Banco Central que se preze limita a alavancagem bancária (volume de recursos de terceiros em relação aos recursos próprios). A limitação é feita com diversos instrumentos que servem também à política monetária, porque os bancos são multiplicadores de moeda na economia. Um desses instrumentos é aplicado ao seu rico dinheirinho que sobrou na poupança (e não me diga que você não está aproveitando os belos retornos de LCI e Tesouro com risco inferior ao da poupança…).

Funciona assim: o governo exige que uma parte dos depósitos em poupança fique bloqueado na conta movimento do banco no Bacen. O resto, o banco pode emprestar e ganhar o seu lucro na diferença, o spread. Esse bloqueio é chamado depósito compulsório, e reduz a multiplicação da moeda pelo sistema bancário. O que sobra, pode ser Continue lendo “A redução do compulsório e o mercado imobiliário”

O governo vai tirar a colher?

A política intervencionista do governo federal já vem prejudicando o ambiente de negócios há muito tempo. Curiosamente, um dos setores mais prejudicados é justamente o das estatais. A Petrobrás perdeu 50% de seu valor de mercado em relação ao patrimônio líquido entre janeiro/11 e junho/13. O Banco do Brasil perdeu 37,5%. E a Eletrobrás – pasmem – perdeu 75,55% no mesmo período.

Mas o governo preferiu ignorar estes sinais e seguiu em frente em seu “estilo”. Resultado: o nível de investimento na economia está em níveis muito baixos, o que vai comprometer o PIB dos próximos trimestres. Sinal claro foi o fracasso dos leilões de concessões de rodovias.

O atual cenário levou o Ministro Guido Mantega a sinalizar hoje uma redução no intervencionismo, uma medida já esperada de um governo sensato.

Portanto, foi uma surpresa.