Concentração do mercado de incorporação imobiliária

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Por Ricardo Trevisan

Comparando os dados de market share das incorporadoras imobiliárias no Brasil nos últimos cinco anos, fica evidente a tendência à concentração de mercado neste setor (ou, como preferem alguns seguidores da estranha tradução de Michael Porter para o português, nessa “indústria”).  Este fato confirma uma tendência global de qualquer indústria à oligopolização de mercados.

No caso das incorporadoras brasileiras, devemos essa concentração a uma série de fatores que transformou esse setor nos últimos anos: o amadurecimento dos players com a abertura de capital, o investimento estrangeiro em empresas locais, os fundos de investimento imobiliário, a securitização de recebíveis imobiliários e novas oportunidades que exigem capital intensivo (num nível inédito para as incorporadoras tupiniquins).

Até algum tempo atrás acreditava-se que alguns setores nunca seriam atingidos por tendências globais como oligopolização e internacionalização. Naquela época utilizava-se o exemplo das lavanderias. A 5-a-Séc acabou com o exemplo que se acredita seguro e acima de qualquer alteração.

Será que nossas incorporadoras estão de olho nas 5-a-Séc da construção civil?

Saiba mais:

Estudo de viabilidade econômico-financeira de empreendimentos imobiliários

Eduardo Nobre: alternativas para a ampliação da Marginal Tietê

Este artigo do urbanista Eduardo Nobre, professor de planejamento urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP é realmente muito esclarecedor sobre a ampliação da Marginal Tietê. Com muita propriedade do assunto, Nobre quebra muitos paradigmas correntes nas vozes de muitos jornalistas desinformados sobre o assunto.

Cita, por exemplo, a proposta de Metrô para São Paulo de 1927, que foi engavetada, para nossa tristeza, e que atrasou o início dessa obra estratégica por mais de 40 anos.

Clique aqui para ver o artigo.

 

Saiba mais:

Competicidade: como as cidades competem entre si e por que isso pode ser bom

Por que a outorga onerosa discricionária não funciona?

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por Ricardo Trevisan, arquiteto e urbanista

As incorporadoras imobiliárias, ao solicitarem potencial construtivo adicional através do instrumento chamado outorga onerosa aos municípios, defrontam-se com diferentes políticas de concessão em diferentes prefeituras. Em algumas delas, o empreendedor, ao fazer o pedido, sabe que obterá o índice construtivo solicitado com segurança (desde que respeitem critérios previamente estabelecidos, como os do zoneamento, por exemplo), mediante a contrapartida financeira prevista no Estatuto da Cidade. Em outras, essa certeza não existe, o empreendedor não tem segurança de que obterá o benefício solicitado no ato do pedido, ou seja, essas prefeituras agem Continuar lendo Por que a outorga onerosa discricionária não funciona?

Kentaro Mori: O Paradoxo de Braess e a Ampliação da Marginal

Amigos, este post do Kentaro Mori é realmente brilhante. Eu já havia colocado o link (veja “para o urbanista” ao lado direito da tela inicial), mas vale a pena reforçar com um post.

O texto de Kentaro mostra porque mais ruas não significam necessariamente menos trânsito! Sigam o link abaixo.

Um abraço,
Ricardo Trevisan

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/07/o_paradoxo_de_braess_e_a_ampli.php

Saiba mais:

Competicidade: como as cidades competem entre si e por que isso pode ser bom

Enchentes em São Paulo: resumo do seminário do Instituto de Engenharia

por Ricardo Trevisan
O Instituto de Engenharia promoveu o seminário sobre enchentes na Região Metropolitana no dia 10 de novembro de 2009, cujas anotações pessoais tomadas durante a exposição dos palestrantes são apresentadas Continuar lendo Enchentes em São Paulo: resumo do seminário do Instituto de Engenharia