Recado de Phil Knight

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– Quando você corre em uma pista oval ou em uma estrada vazia, não tem um destino verdadeiro. Não é apenas por não haver linha de chegada; é porque você é quem define a linha de chegada. Os prazeres ou ganhos que podem ser obtidos por meio do ato de correr, sejam quais forem, precisam ser encontrados dentro de si. Tudo depende de como você encara a corrida, de como a negocia consigo mesmo. Continue lendo “Recado de Phil Knight”

A questão do trade-off para a estrutura de capital da empresa

Ainda na época em que Modigliani e Miller publicaram a proposição de irrelevância, tal afirmação foi questionada com base nos benefícios fiscais obtidos com uma estrutura que inclua capital de terceiros (dívidas). Em 1963, Modigliani e Miller publicaram uma revisão do trabalho incluindo os benefícios fiscais. Porém, o endividamento não deveria ser ilimitado.

Myers (1984) mostrou que hၠum trade-off entre o benefício fiscal das dívidas e os custos dos riscos trazidos pelo endividamento da empresa. Este último limita o endividamento da empresa a um patamar em que o custo do risco de falência não supere o benefício fiscal trazido pelo endividamento. Ao contrário da proposição de Modigliani e Miller de 1958, a teoria do trade-off aponta para a existência de uma estrutura ótima de capital (e surgiu então a questão que se estende aos dias atuais – falaremos mais sobre isso aqui no blog).

É importante lembrar que hၠuma diferença fundamental entre capital de terceiros e capital próprio: a dívida envolve uma promessa, pelo devedor, de pagar uma quantia fixa em determinada data, enquanto os direitos dos acionistas no final de um dado período estão limitados ao montante remanescente após os pagamentos aos credores. Caso o valor da empresa seja, naquele momento inferior ou igual ao prometido aos credores, os acionistas nada receberão.
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Sobre cuidado 

Tabitha King era uma funcionária do Dunkin’ Donuts que, apesar de jovem, já tinha dois filhos. Ela e o marido mal tinham o suficiente para pagar 90 dólares de aluguel num precário apartamento e passavam por situações extremas, como não ter dinheiro para comprar remédio para a filha.

Certo dia, recolhendo o lixo, tirou as cinzas de cigarro de folhas amassadas, abriu, e viu o início de um romance batido a máquina. Depois de ler, perguntou ao marido por que tinha jogado fora. Ele não via futuro no texto, achava que ficaria longo demais para vender para as revistas de sempre. Além disso, tratava do universo feminino, que ele dizia não conhecer. Ela insistiu que ele continuasse, e se propôs a ajudar no que pudesse. E ele continuou, mais por sua esposa que por acreditar no projeto, em que trabalhava nas escassas horas vagas.

O nome dele é Stephen King, e o livro, Carrie, a estranha, teve os direitos de publicação em brochura vendidos por 400 mil dólares.

Ninguém é escritor por acaso. É um trabalho solitário, e uma pessoa ao lado, apoiando, faz toda a diferença. Esta é uma homenagem a elas, em especial a minha esposa. Obrigado.

Como construir em terrenos acidentados

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por Ricardo Trevisan, arquiteto

Os terrenos acidentados são críticos para a implantação, exigem maior cuidado e investimento. Quase sempre existe solução, o problema é o quanto você pode gastar.

A estratégia mais inteligente é utilizar o menor número possível de apoios, pois o custo elevado é de cada fundação, e não do sistema estrutural como um todo. Por isso nós arquitetos preferimos modelos estruturais suspensos e com poucos blocos de apoio.

A arquitetura pode ter uma complexidade espacial de forma independente do terreno e se aproveitar da vista oferecida pela inclinação do terreno. A dificuldade de execução da obra pode ser recompensada por um resultado final que valoriza seu patrimônio. O design e a arquitetura agregam valores intangíveis ao imóvel que podem elevar significativamente seu valor de mercado e aumentar a liquidez de revenda.

 

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Casa Hélio Olga, com um mínimo de apoios no solo. Projeto arquitetônico de Marcos Acayaba

 

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O segredo são os poucos pontos de apoio. Projeto arquitetônico de Marcos Acayaba.

 

A movimentação de terra em situações assim é sempre complexa. Além disso, alterar a morfologia natural do terreno tira a capa vegetal da superfície que é justamente o que o estabiliza. Quando isso acontece, passam a ser necessários muros e paredes de contenção, elementos que aumentam muito o custo da obra. Procure sempre manter o perfil do terreno o mais natural possível – mas isso depende de estudos técnicos, porque alguns terrenos exigem intervenção para estabilização.

 

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Villa Amanzi, acomodações em Phuket, Tailândia. Projeto arquitetônico de Adrian McCarroll, Waiman Cheung, Jamie Jamieson

 

E qual terreno vale a pena? Como saber se o custo será muito elevado? E como saber se as condições técnicas de construção são viáveis? Não há como fazer mágica: será necessário fazer, no mínimo, uma sondagem. Às vezes também precisaremos de um teste de cisalhamento do solo, ou do parecer e orientação técnica de um especialista.

Sugiro que, antes de comprar o terreno, seja feita uma vistoria com um arquiteto. Será mais barato que ficar com um problemão, e esclarecerá as possibilidades de execução da obra.

Leia também: Como escolher um terreno para construir