Uma leitura do atual cenário macroeconômico

O ano de 2018, até o presente momento, apresentou instabilidades domésticas e externas relativamente incomuns. A greve de caminhoneiros, inédita em termos de escala e impactos macroeconômicos foi alimentada por fatores políticos de esvaziamento de poder, perda de representatividade e instabilidades presentes desde os protestos de 2013, e provocou importante interrupção na infraestrutura de produção e de consumo no país.

A atividade econômica retraída e baixas taxas inflacionárias no período recente contribuíram para a redução da taxa básica de juro da economia (Selic), criando um cenário de maior atratividade à tomada de crédito e investimentos. Os índices ainda baixos de confiança do consumidor e dos empresários adiam a retomada de investimentos em fatores de produção. Um primeiro movimento de inflexão na confiança foi registrado ainda no ano de 2017 em diversos setores, apontando para a entrada em nova fase do ciclo econômico (possível início da retomada da atividade econômica). Os setores em si também não se apresentam em fases semelhantes, pois alguns apresentam melhores índices que outros. Continue lendo “Uma leitura do atual cenário macroeconômico”

XIX Cobreap 2017: cenários econômicos

(23/08/17) Estive em Foz do Iguaçu acompanhando o XIX Congresso Brasileiro de Engenharia de Avaliações e Perícias – Cobreap. E, como sempre, vou compartilhar com você os melhores momentos que pude observar.

Hoje vou falar especificamente da primeira palestra, ministrada pelo Arq. Mauro Gomes (SOBREA, IBAPE/RJ, mestre em economia UCAM). Ao contrário do que ocorreu no congresso da UPAV no ano passado (veja aqui), esta abertura não se aprofundou muito nos fundamentos macroeconômicos, preferiu fazer uma (não menos importante) revisão teórica pincelando um ou outro ponto do contexto atual.

Partindo do elevado déficit fiscal brasileiro, Gomes fez uma revisão de Hyman Minsky (ciclos de contração e expansão), um dos pais do estudo das crises sistêmicas. É de Minsky o conceito de ciclo de negócios (origem teórica do comportamento cíclico da economia, meados do século XIX). O pressuposto dessa linha teórica é o de que a economia capitalista move-se segundo um padrão estruturado. A variação em si não é uma crise (trata-se da flutuação natural onde mora parte do risco). Seguindo essa corrente, as crises econômicas não podem ser evitadas, apenas prevenidas. Continue lendo “XIX Cobreap 2017: cenários econômicos”

Proteja seu dinheiro: panorama geral – 4 jun 2014

Poupança: nova ou velha, faz tempo que essa aplicação perde para a inflação. Fuja dela. Sem falar na baixa liquidez (retornos são mensais, não diários), risco elevado (é o mesmo do banco) e na baixa garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

CDB: a Selic em elevação melhorou seu desempenho, mas observe sempre o percentual do CDI obtido e lembre-se que há incidência de IR. A última reunião do Copom estabilizou a meta Selic em 11% a.a. Se a Selic começar a cair, o rendimento de aplicações atreladas ao CDI cai junto, acompanhe.

Bolsa: o mercado deixou bem claro as regras do jogo nas últimas semanas: será balizado pelas eleições. Se você acredita que Continue lendo “Proteja seu dinheiro: panorama geral – 4 jun 2014”

As cidades do futuro

DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS NA FORMA DA LEI. CITE A FONTE.

por Ricardo Trevisan

Hoje talvez seja difícil imaginar que possa virar realidade, mas o futuro é inexorável. Ele chega para todos. A habilidade de identificar a tendência que vai se concretizar daqui a algum tempo é a visão de futuro, e na verdade nem é tão difícil ter essa visão, basta um pouco de observação da atualidade, estudo da evolução histórica e treino. Alguns casos de acertos e erros até viraram lendas e mitos famosos.

As cidades têm um futuro, e nossas preocupações e desejos atuais direcionam seu desenvolvimento. Mas o desenvolvimento das cidades é lento. É tão lento que muita gente acha que ela não muda, é estática. Grande erro. Uma simples comparação visual entre fotos aéreas de dez em dez anos mostra que as cidades não são nem um pouco estáticas, são organismos vivos, crescendo ou morrendo, absorvendo e expulsando, respirando, trabalhando, trocando com o ambiente. Continue lendo “As cidades do futuro”