Modalidades de reabilitação de centros urbanos

Quando se fala em reabilitação, recuperação, revitalização ou renovação de centros urbanos, existem diferentes estratégias de intervenção, de acordo com as características de cada caso.

Algumas delas são:

Renovação urbana: quando o existente é demolido e substituído por um outro padrão. Em geral, nestes casos, a ocupação é intensificada e a população original, expulsa do local. Exemplo: Baixa Pombalina, em Lisboa.

Revitalização urbana: tem o objetivo de retomar a vida econômica e social de uma área vista como decadente. Neste caso, a meta é trazer vida a uma área degradada e/ou abandonada. Exemplo: Nova Luz, em São Paulo (SP).

Requalificação urbana: procura integrar melhor a área às necessidades urbanas contemporâneas. Busca aumentar a atratividade e competitividade de uma área urbana. Exemplo: Porto Maravilha, no Rio de Janeiro (RJ), em suas intenções originais.

Conservação integrada: conservação, restauro e outras obras de reabilitação para novas funções. É uma aliança da proteção ao patrimônio construído ao desenvolvimento urbano. Exemplo: Bolonha, 1960.

Reabilitação urbana: a estratégia de gestão urbana procura requalificar a cidade, valorizar potencialidades e melhorar a qualidade de vida mantendo a identidade do lugar. Demanda negociação com a população local, preferencialmente com a participação desta no projeto. Exemplos: Hipercentro de Belo Horizonte (2007), Centro Antigo de Salvador (2010). Continue lendo “Modalidades de reabilitação de centros urbanos”

Em que cidade investir em imóveis?

Uma consultoria fez um levantamento baseado em vários indicadores para cidades até 1 milhão de habitantes. O resultado foi publicado em Exame, veja o link a seguir:
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Prefeituras brasileiras descartam oportunidades

Todos os dias, volumes gigantescos de dinheiro se movimentam pelos mercados financeiros seguindo sua função natural: estão em busca de projetos. Fácil de entender: se, no final do mês, sobrar um dinheirinho na sua conta, você também vai procurar por um projeto. Se seu desejo for poupar, será para realizar algum projeto no futuro, e ao aplicar o dinheiro, você financia projetos atuais de terceiros, sejam públicos ou privados.

Beirute, Líbano
Beirute, Líbano

Fato é que não falta dinheiro nos mercados (as crises econômicas recentes já foram chamadas de crises líquidas). O que falta é projeto. Existem inúmeros fundos de private equity, investidores individuais, corporações em busca de crescimendo, anjos, seeders, e muitos outros investidores em busca de quem tem as ideias.

Dinheiro é como coelho: quer mesmo é se reproduzir. E deve, porque esta é sua função social. A virtualidade da moeda representa uma quantidade de valor econômico nas mãos de seu detentor. A função social daquele valor econômico acumulado é promover Continue lendo “Prefeituras brasileiras descartam oportunidades”

Automóvel: inimigo público das cidades

por Ricardo Trevisan, arquiteto e urbanista

O Metrô de São Paulo poderia ter sido iniciado em 1927, se a proposta da São Paulo Light & Power tivesse sido aceita pela prefeitura naquela época. A Light estava trabalhando nesta proposta desde 1924, num esforço de tentar manter seu contrato com a prefeitura, numa época em que a escassez de energia elétrica favorecia os ônibus que começavam a substituir os bondes. O chamado Plano Integrado de Transportes, realizado pelo escritório do urbanista canadense Norman Wilson propunha uma rede de trens de alta velocidade (que hoje chamamos de Metrô) integrada com uma rede de bondes. Esse tipo de sistema existe hoje em cidades europeias e funciona muito bem.

PropostaLight_27Desenho do Plano Integrado de Transportes, da Light, 1927, com Metrô para São Paulo no Vale do Anhangabaú

Porém, a Light encontrou pela frente Prestes Maia, que além de estar disposto a dificultar as concessões a empresas estrangeiras, estava também interessado num Continue lendo “Automóvel: inimigo público das cidades”