Ferramentas para arquitetura e BIM em dispositivos Apple

Algumas pessoas me perguntam sobre a melhor configuração de Apple Mac para rodar ferramentas BIM, se o MacBook Air seria suficiente, por exemplo. A resposta depende de como você usa as ferramentas BIM (ou outras ferramentas para projetos de arquitetura). Eu, por exemplo, uso ArchiCAD tranquilamente num MacBook Air 2017, configuração mínima de fábrica.

Porém, minha utilização vai até o 3D básico para apresentação do projeto. Se você trabalha com animações sobre maquetes eletrônicas ou renderização em ultra-realismo, seria melhor usar um MacBook Pro, por exemplo.

Mas, antes de gastar tubos de dinheiro num Mac (sim, eu sei, é caro), considere também outras possibilidades. Um dispositivo que tem me surpreendido a cada dia pelo desempenho é o iPad (uso um iPad Air 3a. geração, nem está mais à venda no site da Apple). Continuar lendo Ferramentas para arquitetura e BIM em dispositivos Apple

O município brasileiro e a PPP de iluminação pública

A quantidade de projetos de parcerias público-privadas (PPP) de iluminação pública nos municípios brasileiros aumentou muito em tempos recentes, e existe um conjunto de motivos conjunturais para isso.

O primeiro deles vem das Resoluções Normativas ANEEL 414 e 479, que transferiram, a partir de 1 de janeiro de 2015, a competência de gestão de ativos de iluminação pública para as prefeituras. Estas passaram a ter responsabilidade pela operação e manutenção da totalidade desses sistemas, até então geridos pelas companhias de energia elétrica. Ainda que os postes de fixação continuem sendo dessas últimas, do braço em diante, até a lâmpada, a responsabilidade passou a ser do ente público municipal. Continuar lendo O município brasileiro e a PPP de iluminação pública

Um problema inadiável

Cada brasileiro gera, em média, aproximadamente 1kg de lixo por dia (365 kg por ano). Portanto, uma única residência com 4 pessoas gera, em média, praticamente 1,5 toneladas de resíduos por ano. O custo médio atual para as prefeituras darem alguma destinação a este volume todo (longe da ideal) é de R$ 125/tonelada. Ou seja, esta residência de 4 pessoas custa R$ 180 por ano para a prefeitura dar solução ao lixo por ela gerado. E não existe almoço grátis: se você não paga taxa nem tarifa para isso, este dinheiro está sendo retirado dos cofres públicos e reduzindo investimentos em outras áreas, como saúde, educação e segurança pública, por exemplo.

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Os estandartes do último adeus

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Importantes revoluções costumam ser precedidas de curtos lapsos de saudosismos. Que o digam os revivalismos, a exemplo do neoclassicismo do final do século XIX. O ser humano, frente à mudança iminente que o jogará em algum cenário desconhecido, parece dar aquele “último adeus” a uma época que vai embora. Claro, pois frente às incertezas de um novo mundo que se prenuncia, o passado é sempre um porto seguro, um ambiente controlado, onde não há mais espaços para surpresas desagradáveis. Daí vem o incrível apelo comercial da nostalgia. É mais fácil vender a garantia de um futuro que já se concretizou. Continuar lendo Os estandartes do último adeus

A construção do futuro invisível

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Quem eventualmente pensa que a computação nasceu junto com os computadores modernos do século XX, se engana. A programação como um algoritmo em linguagem real de programação (atuais exemplos poderiam ser C++, Pascal, Java, Visual Basic, etc.), ou seja, uma sequência de instruções bem definidas, é muito mais antiga, sendo uma das pioneiras ocidentais o algoritmo de Euclides, na Grécia Antiga.

Da mesma forma, a criptografia, atualmente utilizada para protocolos de segurança na internet, veio bem antes do primeiro computador elétrico surgir. O Império Romano já se utilizava de códigos criptografados para a transmissão segura de mensagens, protegendo seu conteúdo caso caíssem em mãos inimigas, pois os mensageiros desconheciam seus protocolos de decodificação. Outro exemplo clássico de uso da criptografia é o da Alemanha na II Guerra Mundial, com o Enigma. Continuar lendo A construção do futuro invisível