Livros

Estudo de viabilidade econômica de empreendimentos imobiliários – Segunda Edição

viabilidade

Esta segunda edição do livro mais vendido sobre o assunto traz, além de todo o material original revisado e ampliado, o dobro do material publicado na edição anterior, incluindo conceitos de criação de valor econômico, como EVA, MVA, Goodwill, métricas de aferição por fluxo de caixa, e apresenta o conceito de Project Finance e a norma técnica brasileira (ABNT NBR) pertinente. Continue lendo “Livros”

Desperdícios modernos

“Aumentos consideráveis de produtividade possibilitados pela moderna administração e tecnologia criaram mais capacidade produtiva do que as empresas sabem como lidar. (…) Como carecemos de um paradigma gerencial coerente com as novas iniciativas de inovação, estamos pondo de lado nosso excesso de capacidade com um naturalidade extravagante. (…) Um desperdício gigantesco dos recursos mais preciosos de nossa civilização: o tempo, a paixão e a habilidade das pessoas.” 

– Eric Ries

 

Lançamentos da Apple abrem novas possibilidades para arquitetos

A Apple anunciou no último dia 30 de novembro um conjunto de relançamentos que abrem novas possibilidades de hardware e software para nós, arquitetos e urbanistas. Um dos pontos mais interessantes foi que a empresa de Cupertino trabalhou no redesenho de produtos mais acessíveis, e não nos mais caros, como vinha fazendo nos últimos anos. Particularmente para nós, brasileiros, a desvalorização recente do real em relação ao dólar encareceu seus produtos em território nacional a níveis inéditos, e estava desmotivando muita gente. Essa tendência tende a se inverter nos próximos meses em especial com o lançamento do novo MacMini e do MacBook Air, este último com preços muito mais próximos à nossa realidade do que o MacBook Pro, produto em que a Apple apostou nos anos recentes.

O MacMini, modelo mais barato da Apple para CPU não recebia atualizações desde 2014 e muita gente apostava que sairia de linha. A ação da Apple foi em sentido oposto: manteve o nível de preços do modelo anterior mas transformou o produto numa máquina muito poderosa para nossas necessidades, começando com uma configuração mais básica de entrada com processador i3 de 4 núcleos e 3,6 GHz, Cache L3 compartilhado de 6MB (com possibilidade de Boost até 4,6GHz em i7 de 6 núcleos), 8 GB de memória SO‑DIMM DDR4 com 2666 MHz, com possibilidade de configuração até 64 GB e suporte para até três monitores, sendo dois monitores com resolução de 4096 x 2304 a 60 Hz conectados via porta Thunderbolt 3 e um monitor com resolução de 4096 x 2160 a 60 Hz via porta HDMI 2.0. E, como não podia faltar, SSD de 128 GB expansível até 2TB. As novas portas USB-C são também Thunderbolt 3 e permitem uma velocidade de transferência de até 40 Gbps. Realmente inédito para um MacMini.

Esta é uma configuração realmente incrível e potente para nossas necessidades mais avançadas, como suporte a sistemas BIM, realidade aumentada, integração de comunicações em nossa cadeia de produção, renderização em hiper-realismo com uma velocidade à qual não tínhamos acesso num produto com esta faixa de preços (nos EUA, o modelo básico custa US$ 799,00 sem os impostos).

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[e] Sistemas cyberfísicos, machine learning e indústria 4.0 para construção civil (vídeo)

Acabamos de publicar um novo vídeo sobre o assunto. Confira em nossa escola digital.

William Deming e o milagre japonês

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Diz a lenda que quando os aliados ocuparam o Japão, após o término da Segunda Guerra Mundial, vários oficiais estrangeiros relataram “danos profundos na rede telefônica do país”. A estes relatos, os japoneses responderam não haver danos à rede, que ela estava funcionando como antes – ou seja, de forma intermitente. A cultura do país, até então, estava calçada na crença de que sua invencibilidade bélica milenar decorria muito mais de suas tradições que de tecnologia ou preocupações com a qualidade. Uma crença que desapareceu repentinamente.

A partir de então, os japoneses fizeram o que fazem melhor: correram atrás de suas necessidades com obstinação e disciplina. O país, que naturalmente já enfrenta escassez de recursos naturais, limitações territoriais e um clima hostil, estava naquele momento física e moralmente destroçado pela guerra. Conforme seria de se esperar por sua cultura, a sociedade nipônica queria então compreender onde falharam. E receberam, a partir de 1946, especialistas em diversas áreas técnicas. Continue lendo “William Deming e o milagre japonês”

O que é piso de porcelanato líquido?

Algumas empresas estão vendendo um “novo” sistema para pisos residenciais, com o nome de porcelanato líquido. A verdade é que este tipo de piso nada tem de novo, e seu nome real é piso epóxi, muito utilizado nas décadas de 1960 e 1970 por arquitetos brasileiros em edifícios de uso público ou coletivo.

Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
As vantagens do piso epóxi (ou porcelanato líquido, como queiram) são:

  • alta resistência a abrasão (desgaste por atrito)
  • ausência de juntas
  • acabamento naturalmente brilhante
  • resistência física e química
  • autonivelante
  • capa única monolítica

Com estas características, o piso epóxi costuma ser utilizado em locais que exijam Continue lendo “O que é piso de porcelanato líquido?”