Teletrabalho e a era das cidades médias

Estas palavras são escritas em plena pandemia de 2020, de forma a ser ainda cedo para delinearmos com nitidez suas consequências. Ainda assim, algumas tendências se sobressaem, e já é possível algum vislumbre de cenários futuros. Uma dessas tendências diz respeito à geolocalização dos cérebros. Explico: a preocupação em relação à localização de pessoas de alta qualificação e elevada produtividade já é uma preocupação de governos há décadas. Em geral, o preparo (educação formal e informal, treinamento, apoio ao desenvolvimento profissional) consome uma quantia considerável de investimentos, os quais, independentemente de quem tenha financiado de fato tal preparo, decorre do consumo de recursos de uma dada economia. É, portanto, um investimento social, ainda que indireto. Continuar lendo

Oceano vermelho da Arquitetura e Urbanismo

Quais dessas atividades podem, legalmente, ser realizadas por arquitetos e urbanistas?

  • Projeto e execução de estrutura de concreto armado, sem limite de área construída
  • Estudo de viabilidade econômico-financeira
  • Projeto de luminotecnia (iluminação)
  • Projeto de cabeamento estruturado, automação e lógica
  • Plano de saneamento básico ambiental
  • Plano de gerenciamento de resíduos sólidos – PGRS

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Adeus, notebook?

Talvez estejamos vivendo um novo momento tecnológico que marca o fim do auge dos computadores portáteis (os notebooks). Durante os anos 1990 vimos o ambiente corporativo absorver os computadores de mesa (desktops). Os anos 2000 vieram com a internet de amplo acesso, e mais ao final daquela década e durante a década seguinte (de 2010) vimos a popularização dos notebooks, que se tornaram mais leves e portáteis. Visitando a cidade de Nova York em maio do presente ano de 2019, observei que o mercado norte-americano de TI mudou bastante em pouco mais de 4 anos (estive por lá no final de 2014 pela última vez). A anterior onipresença de notebooks em cafés, ruas e transporte público foi substituída por uma invasão de tablets para fins profissionais.

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Eleições do CAU e o mercado de trabalho do arquiteto e urbanista

A recente convocação para as eleições do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) revelou uma informação interessante: a quantidade de arquitetos e urbanistas registrados no Conselho por Unidade da Federação.

Já são mais de 150 mil profissionais em todo o país. Em 2012- 2013, este número estava ao redor de 100.000 arquitetos e urbanistas – um crescimento nada desprezível de 50% em cinco anos! Continuar lendo

Prefeituras brasileiras descartam oportunidades

Todos os dias, volumes gigantescos de dinheiro se movimentam pelos mercados financeiros seguindo sua função natural: estão em busca de projetos. Fácil de entender: se, no final do mês, sobrar um dinheirinho na sua conta, você também vai procurar por um projeto. Se seu desejo for poupar, será para realizar algum projeto no futuro, e ao aplicar o dinheiro, você financia projetos atuais de terceiros, sejam públicos ou privados.

Beirute, Líbano

Beirute, Líbano

Fato é que não falta dinheiro nos mercados (as crises econômicas recentes já foram chamadas de crises líquidas). O que falta é projeto. Existem inúmeros fundos de private equity, investidores individuais, corporações em busca de crescimendo, anjos, seeders, e muitos outros investidores em busca de quem tem as ideias.

Dinheiro é como coelho: quer mesmo é se reproduzir. E deve, porque esta é sua função social. A virtualidade da moeda representa uma quantidade de valor econômico nas mãos de seu detentor. A função social daquele valor econômico acumulado é promover Continuar lendo