Competicidade: como as cidades competem entre si e por que isso pode ser bom

As cidades estão em constante competição pelos melhores recursos e mais interessantes investimentos. Para isto, se valem de suas principais qualidades, procurando construir um lugar de bem-estar, justo, responsável, agradável, atraente e amistoso ao empreendedorismo. Tratamos deste assunto em nossa nova publicação, disponibilizada a partir desta semana para você: Competicidade, um trabalho objetivo que aproxima e compara ações, programas e projetos das mais variadas realidades, unindo o conhecimento do urbanismo com a da estratégia competitiva, desde estudos da gestão Ronald Reagan nos Estados Unidos da década de 1980, passando pela experiência bem-sucedida de Beirute na recuperação da Guerra Civil no início da década de 1990, até a as mais novas tendências de financiamento ao Poder Público no Brasil do século 21. Continuar lendo Competicidade: como as cidades competem entre si e por que isso pode ser bom

Por que escritório de arquitetura e design (ainda) não é uma startup?

Eu evito usar termos em outras línguas sempre que posso, mas neste caso é inevitável porque “startup” ainda não tem uma tradução completa e suficiente em português. Este termo se refere a empresas com três características básicas (segundo Eric Ries):

  • Inovadora
  • Criada do e para o ambiente de extrema incerteza
  • Escalável
  • Vejamos agora se as empresas (ou escritórios, ou ateliê) de arquitetura, urbanismo ou design se enquadram nesta categoria.
  • A essência destas atividades é o desenvolvimento da inovação em seus produtos, sejam estes cidades, edifícios, objetos ou marcas. Seria muito difícil argumentar contra este ponto, e nem tentarei. Ponto para nós.

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    O que é um imóvel tombado?

    Imóvel tombado é aquele que guarda algum tipo de valor cultural para uma determinada comunidade, e por isso foi protegido através da ação de um conselho de proteção do patrimônio. Estes conselhos costumam ser paritários, e podem ser da esfera federal (IPHAN), estadual (por exemplo, em São Paulo, é o Condephaat) ou municipal.

    Ser paritário significa que são compostos meio a meio: metade são membros do Poder Público e a outra metade é composta pela sociedade civil (qualquer cidadão ou entidade legítima com interesse no assunto dentro daquela comunidade pode participar). Estes conselhos votam os pedidos de tombamento, e se dá empate (já que os conselhos costumam ser 50/50), o voto de minerva é, via de regra, do presidente do conselho (escolhido internamente entre os membros titulares).

    Uma curiosidade que pouca gente sabe é que estes conselhos normalmente são impedidos de pedir o tombamento de qualquer bem, obviamente dependendo de seu regulamento ou estatuto. O pedido tem que ser feito por qualquer cidadão externo ao conselho, mas que faça parte da comunidade à qual o conselho se refere (a cidade, o estado ou todo o país, conforme o conselho). Isto ocorre para dar maior legitimidade e transparência ao processo de tombamento.

    Mas por que um bem deveria ou não ser tombado? Por quais motivos seria tomada esta decisão? Continuar lendo O que é um imóvel tombado?

    Qual é a diferença entre RIDE e Região Metropolitana?

    Região Metropolitana é uma área de aglomeração urbana caracterizada pela densidade demográfica elevada e existência de um núcleo urbano central de forte influência em relação às cidades vizinhas. Em geral, são manchas de cidades conturbadas (já não apresentam limites físicos visíveis entre si) que partilham diversos componentes, equipamentos e infraestrutura. As regiões metropolitanas são oficializadas por lei. São regiões de grande importância econômica e política para o país, e influenciam extensas porções de território adjacentes. Exemplos de regiões metropolitanas, em ordem decrescente de população [1], são:

    • São Paulo (21,2 milhões de habitantes)
    • Rio de Janeiro (12,3 mi)
    • Belo Horizonte (5,8 mi)
    • Brasília (4,2 mi)
    • Porto Alegre (4,2 mi)
    • Recife (4 mi)
    • Fortaleza (4 mi)
    • Salvador (3,9 mi)
    • Curitiba (3,5 mi)
    • Campinas (3,1 mi)
    • Manaus (2,5 mi)
    • Vale do Paraíba (2,4 mi)
    • Goiânia (2,4 mi)
    • Belém (2,4 mi)
    • Sorocaba (2 mi)
    • Vitória (1,9 mi)
    • Baixada Santista (1,8 mi)
    • Ribeirão Preto (1,6 mi)
    • Natal (1,5 mi)
    • São Luís (1,5 mi). Continuar lendo Qual é a diferença entre RIDE e Região Metropolitana?

    Modalidades de reabilitação de centros urbanos

    Quando se fala em reabilitação, recuperação, revitalização ou renovação de centros urbanos, existem diferentes estratégias de intervenção, de acordo com as características de cada caso.

    Algumas delas são:

    Renovação urbana: quando o existente é demolido e substituído por um outro padrão. Em geral, nestes casos, a ocupação é intensificada e a população original, expulsa do local. Exemplo: Baixa Pombalina, em Lisboa.

    Revitalização urbana: tem o objetivo de retomar a vida econômica e social de uma área vista como decadente. Neste caso, a meta é trazer vida a uma área degradada e/ou abandonada. Exemplo: Nova Luz, em São Paulo (SP).

    Requalificação urbana: procura integrar melhor a área às necessidades urbanas contemporâneas. Busca aumentar a atratividade e competitividade de uma área urbana. Exemplo: Porto Maravilha, no Rio de Janeiro (RJ), em suas intenções originais.

    Conservação integrada: conservação, restauro e outras obras de reabilitação para novas funções. É uma aliança da proteção ao patrimônio construído ao desenvolvimento urbano. Exemplo: Bolonha, 1960.

    Reabilitação urbana: a estratégia de gestão urbana procura requalificar a cidade, valorizar potencialidades e melhorar a qualidade de vida mantendo a identidade do lugar. Demanda negociação com a população local, preferencialmente com a participação desta no projeto. Exemplos: Hipercentro de Belo Horizonte (2007), Centro Antigo de Salvador (2010). Continuar lendo Modalidades de reabilitação de centros urbanos