Competicidade: como as cidades competem entre si e por que isso pode ser bom

As cidades estão em constante competição pelos melhores recursos e mais interessantes investimentos. Para isto, se valem de suas principais qualidades, procurando construir um lugar de bem-estar, justo, responsável, agradável, atraente e amistoso ao empreendedorismo. Tratamos deste assunto em nossa nova publicação, disponibilizada a partir desta semana para você: Competicidade, um trabalho objetivo que aproxima e compara ações, programas e projetos das mais variadas realidades, unindo o conhecimento do urbanismo com a da estratégia competitiva, desde estudos da gestão Ronald Reagan nos Estados Unidos da década de 1980, passando pela experiência bem-sucedida de Beirute na recuperação da Guerra Civil no início da década de 1990, até a as mais novas tendências de financiamento ao Poder Público no Brasil do século 21. Continuar lendo

Modalidades de reabilitação de centros urbanos

Quando se fala em reabilitação, recuperação, revitalização ou renovação de centros urbanos, existem diferentes estratégias de intervenção, de acordo com as características de cada caso.

Algumas delas são:

Renovação urbana: quando o existente é demolido e substituído por um outro padrão. Em geral, nestes casos, a ocupação é intensificada e a população original, expulsa do local. Exemplo: Baixa Pombalina, em Lisboa.

Revitalização urbana: tem o objetivo de retomar a vida econômica e social de uma área vista como decadente. Neste caso, a meta é trazer vida a uma área degradada e/ou abandonada. Exemplo: Nova Luz, em São Paulo (SP).

Requalificação urbana: procura integrar melhor a área às necessidades urbanas contemporâneas. Busca aumentar a atratividade e competitividade de uma área urbana. Exemplo: Porto Maravilha, no Rio de Janeiro (RJ), em suas intenções originais.

Conservação integrada: conservação, restauro e outras obras de reabilitação para novas funções. É uma aliança da proteção ao patrimônio construído ao desenvolvimento urbano. Exemplo: Bolonha, 1960.

Reabilitação urbana: a estratégia de gestão urbana procura requalificar a cidade, valorizar potencialidades e melhorar a qualidade de vida mantendo a identidade do lugar. Demanda negociação com a população local, preferencialmente com a participação desta no projeto. Exemplos: Hipercentro de Belo Horizonte (2007), Centro Antigo de Salvador (2010). Continuar lendo

Valor do imóvel para ser enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida

Reforçando, para quem ainda tem dúvidas, quais são os valores máximos de imóveis por municípios para serem enquadrados no Programa Minha Casa Minha Vida (conforme informado no site da Agência Caixa de Notícias, informação coletada em 18 de janeiro de 2019):

Valor do imóvel para ser enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida, por município. Fonte: http://www20.caixa.gov.br/Paginas/Noticias/Noticia/Default.aspx?newsID=4550

Valor do imóvel para ser enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida, por município. Fonte: http://www20.caixa.gov.br/Paginas/Noticias/Noticia/Default.aspx?newsID=4550

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Santiago do Chile para arquitetos (fotolog)

 

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Como são distribuídos os CEPs de São Paulo?

O exemplo abaixo é para a cidade de São Paulo, mas é possível deduzir a mesma lógica para qualquer município brasileiro explorando o Google Maps, por exemplo.

Os Códigos de Endereçamento Postal (CEP) dos Correios obedecem a uma distribuição lógica por sua localização geográfica. Criado em maio de 1971, o código tinha por objetivo otimizar a organização logística de correspondência, simplificando as fases dentro dos correios.

As faixas de CEP no município de São Paulo e arredores são distribuídas da seguinte forma:

SP Centro

CENTRO – Sé / Santa Efigênia / República / Centro
01000 a01099

BOM RETIRO – Barra Funda / Bom Retiro / Luz / Ponte Pequena
01100 a01199

VILA BUARQUE – Santa Cecília/ Pacaembú / Sumaré / Higienópolis / Consolação 01200 a01299

CONSOLAÇÃO – Consolação / Bela Vista
01300 a01399

JARDINS – Cerqueira César / Jd. Paulista / Jd. América / Jd. Europa
01400 a01499

LIBERDADE – Liberdade / Cambuci / Aclimação / Vl. Monumento / Jd.da Glória
01500 a01599

SP Zona Norte

SANTANA – Santana / Carandiru / Vl. Guilherme / Jd. São Paulo
02000 a02099

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É preciso compactar as cidades

Muitos de nossos problemas urbanos estão relacionados ao espraiamento das cidades (urban sprawl). São como manchas de azeite num prato, que muito depois de cessada a fonte, continuam expandindo suas fronteiras. Vamos avançando sobre antigas áreas rurais, sobre a Mata Atlântica, sobre os mananciais, sobre quem nos abastece de alimentos. Ampliamos a mancha de calor e mudamos os regimes de chuvas urbanas, pioramos nossas chuvas tropicais (que, por natureza, já seriam críticas). E deixamos para trás terrenos e imóveis vazios, o filé dos especuladores. O poder público, por sua omissão em planejar, se vê obrigado a levar infraestrutura aos confins urbanos de nosso país, e valoriza por tabela (e às vezes intencionalmente) o filé especulativo. Em vez de adensar, colocar mais prédios nas áreas centrais ou nos bairros cheios de infraestrutura ociosa, preferimos criar grandes manchas urbanas de baixa densidade. Continuar lendo

São Paulo para arquitetos: Sítio da Ressaca

Pouco conhecido até mesmo pelos paulistanos, o Sítio da Ressaca faz parte de um conjunto de bens culturais que compõem o chamado Museu da Cidade, mantidos pelo Departamento do Patrimônio Histórico da prefeitura (DPH).

A casa bandeirista é original, mas estava sendo descaracterizada por um loteamento que se estabeleceu ao seu redor. Durante os anos 1970, o loteamento foi desapropriado e a topografia original foi recomposta (projeto paisagístico de Rosa Kliass).

O conjunto fica próximo à estação de metrô Jabaquara, e inclui uma biblioteca pública.

Reproduzo abaixo informações do site da prefeitura de São Paulo:

A Casa do Sítio da Ressaca, como hoje é conhecida, foi sede de um sítio localizado nas proximidades do antigo caminho de Santo Amaro, que era banhado pelo córrego do Barreiro, também chamado Fagundes e Ressaca.
Situada à meia encosta de uma colina, a Casa data, provavelmente, de 1719, ano inscrito na verga de sua porta principal. Algumas de suas telhas são ainda originais e trazem inscrições do século XVIII, como a data de fabricação e o nome do oleiro. As portas e batentes, em canela preta, também são originais.
A técnica construtiva empregada neste imóvel foi a taipa de pilão, que consistia em socar o barro com a mão de pilão entre pranchas verticais de madeira (taipal), formando-se assim as paredes externas com cerca de 50 cm de espessura; as paredes internas eram originalmente de pau-a-pique. Introduzida pelos portugueses, essa técnica de origem árabe foi amplamente utilizada pelos paulistas que, devido ao seu isolamento geográfico, dependiam essencialmente do barro como recurso para construção.
A Casa do Sítio da Ressaca possui algumas peculiaridades em relação aos demais exemplares de casas bandeiristas existentes na cidade: a assimetria de sua planta, um único alpendre não centralizado na fachada principal e o telhado de duas águas. Seu último proprietário, Antonio Cantarella, responsável pela urbanização do bairro do Jabaquara, transformou o sítio em chácara, realizando seu loteamento em 1969. Esta modificação coincidiu com a chegada do metrô à região e a desapropriação de mais de um terço da área para instalação do seu pátio de manobras.
A Casa do Sítio da Ressaca teve a sua restauração iniciada em 1978, sob responsabilidade da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB) e foi inaugurada em 1979. Sofreu um incêndio parcial em 1986, passando novamente por obras de restauro e conservação em 1987/88, 1990 e 2002. Foi ocupada de 1991 a 2002 pelo Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro. Atualmente abriga exposições que contemplam os fazeres e as manifestações da cultura popular.

Sítio da Ressaca - Foto Emilene Miossi

Sítio da Ressaca - Jabaquara

Sítio da Ressaca - Jabaquara

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