[e] Vamos falar sobre preço?

Olá, pessoal! Vamos começar agora a conceituar preços, seus limites e o espaço de atuação do empreendedor sobre ele. Talvez você ainda não acredite nisto, mas há muito o que se fazer para uma boa gestão de preços, e, sim, temos muito poder sobre ele sem correr o risco de perder vendas.

Neste primeiro texto sobre o assunto, vamos estabelecer os pontos notáveis da precificação: o custeio, o valor e o preço.

O custeio é a soma dos custos e das despesas em que incorremos para oferecer o produto (bem ou serviço) ao mercado. Aqui já observamos um primeiro problema encontrado em documentos oficiais de direcionamento da precificação, como as tabelas de honorários de profissionais liberais: a confusão entre custos e despesas. Essa confusão logo de largada não facilita em nada a vida de quem tem que fixar o preço de seu trabalho, pois são gastos de naturezas diferentes, e deveriam ser geridos de formas diferentes. Isso sem falar que, ao unir custo e despesa num pacote só, o empreendedor não consegue ver a sua alavancagem operacional, pois não consegue ver a proporção de despesas fixas no custeio total. Continue lendo “[e] Vamos falar sobre preço?”

[e] Novo vídeo gratuito: custo econômico

Olá, pessoal! Estamos disponibilizando mais um vídeo gratuitamente para quem tem interesse em empreendedorismo. Desta vez, conceituamos o custo econômico para empresas.

Assista gratuitamente em nossa plataforma Teachable, já disponível.

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XIX Cobreap 2017: tendências das certificações energéticas nas avaliações

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(23/08/17) Esta apresentação feita por Luciano Ventura e Leandro Fischer abordou um dos temas mais inovadores do congresso: como considerar as certificações energéticas (como os selos LEED Green Building, Selo Azul, etc.) nas avaliações de imóveis. Como quantificar o valor dessas certificações? Continue lendo “XIX Cobreap 2017: tendências das certificações energéticas nas avaliações”

Como avaliar imóveis sem comparativos na região

Ocasionalmente o avaliador se depara com esta situação, na qual a avaliação por inferência estatística é inviável. A solução está prevista na própria norma técnica brasileira (NBR 14.653). E este não é, na verdade, um problema único – são duas possibilidades distintas:

  • Imóvel inédito: aquele que não encontra comparativos na mesma região em função de seu pioneirismo. Por exemplo, o primeiro edifício de apartamentos em um município isolado;
  • Imóvel em extinção: aquele cujos comparativos já foram transformados em outros tipos de imóveis. Exemplos são glebas não parceladas em área urbana ou terrenos vazios em áreas densamente edificadas. Continue lendo “Como avaliar imóveis sem comparativos na região”

Avaliação de bens intangíveis: marcas, ágio, goodwill – Eduardo Lemos (UPAV 2016)

Eduardo Lemos, da Mercatto, especialista em Avaliações Econômicas com larga experiência em processos de fusões e aquisições, nos lembrou que o judiciário brasileiro já determinou a apresentação de ativos intangíveis em balanços patrimoniais de empresas, tais como valor de marcas ou de carteiras de clientes. Este tipo de avaliação está prevista no IVS 210, de 2014, já com proposta de revisão para 2017.

Trata-se de um ativo não financeiro, uma propriedade econômica sem materialização física. Estes podem ser avaliados porque a) são separáveis, podem ser negociados à parte, como uma marca ou licença, e b) resultam de direitos contratuais ou legais, independente de ser transferível ou separável. É bom lembrar que força de trabalho não é um ativo intangível separável, pois a empresa não tem pleno domínio sobre ela.

O ativo intangível é reconhecido se: Continue lendo “Avaliação de bens intangíveis: marcas, ágio, goodwill – Eduardo Lemos (UPAV 2016)”

Quanto custa cada etapa da obra de uma casa?

A construção de uma residência unifamiliar tipo casa tem custos que variam principalmente em função de três elementos:

  • Área construída
  • Padrão de acabamento
  • Complexidade do projeto ou de sistemas construtivos

Ainda assim, cada etapa da obra tem uma incidência mais ou menos estável sobre o custo total, desde que a arquitetura se utilize de sistemas construtivos convencionais e o projeto não tenha nenhuma característica incomum. Estas incidências normais serão:

  1. Projetos e aprovações: 5 a 12%
  2. Serviços preliminares e canteiro de obras: 2 a 4%
  3. Movimento de terra: 0 a 3%
  4. Fundações: 3 a 7%
  5. Estrutura: 14 a 25%
  6. Alvenaria: 3 a 6%
  7. Cobertura: 5 a 10%
  8. Instalações hidráulicas e sanitárias: 7 a 11%
  9. Instalações elétricas: 5 a 7%
  10. Impermeabilização: 2 a 4%
  11. Esquadrias: 4 a 10%
  12. Revestimentos e acabamentos: 15 a 32%
  13. Vidros: 1 a 3%
  14. Pintura: 4 a 6%
  15. Serviços complementares e ligações definitivas: 0,5 a 1%

Mais algumas dicas:

O mínimo de projetos necessários será: projeto legal (de aprovação na prefeitura) e projeto de arquitetura (incluindo a Continue lendo “Quanto custa cada etapa da obra de uma casa?”

O que é piso de porcelanato líquido?

Algumas empresas estão vendendo um “novo” sistema para pisos residenciais, com o nome de porcelanato líquido. A verdade é que este tipo de piso nada tem de novo, e seu nome real é piso epóxi, muito utilizado nas décadas de 1960 e 1970 por arquitetos brasileiros em edifícios de uso público ou coletivo.

Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
As vantagens do piso epóxi (ou porcelanato líquido, como queiram) são:

  • alta resistência a abrasão (desgaste por atrito)
  • ausência de juntas
  • acabamento naturalmente brilhante
  • resistência física e química
  • autonivelante
  • capa única monolítica

Com estas características, o piso epóxi costuma ser utilizado em locais que exijam Continue lendo “O que é piso de porcelanato líquido?”