[e] Enfoque comportamental

Sob a perspectiva comportamental, a organização é vista como um sistema social, formado por pessoas e suas necessidades, sentimentos e atitudes, os quais influenciam os comportamentos enquanto integrantes de grupos. Este sistema social tem tanta ou até mais influência sobre o desempenho global da organização que o seu sistema técnico.
Existem, sob esta ótica, dois temas básicos a observar:

  1. Características que diferenciam as pessoas umas das outras
  2. Comportamento coletivo das pessoas em grupos

O estudo desses dois temas é chamado comportamento organizacional. A corrente de autores que enfatizam pessoas e seu bem-estar nas organizações tem antecedentes muito antigos, e ganhou força durante a Revolução Industrial. Neste último período, as difíceis condições de trabalho motivaram algumas pessoas e instituições a tentar melhorá-las. Destes movimentos surgiram cinco grandes tendências principais:

  • a ação dos sindicatos
  • as experiências humanistas de utopistas – como Robert Owen – e da Fundição Soho,
  • o marxismo
  • a doutrina social da Igreja, cuja encíclica de 1891 rejeita as teses socialistas e assume posição clara a favor da justiça social
  • o pensamento humanista na escola clássica, cujo possível destaque é o inglês Oliver Sheldon, o qual propôs, já em 1923, ideias avançadas como organização local dos trabalhadores pelos próprios trabalhadores, participação nos lucros, e salários que permitissem elevado padrão de vida

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Calculadora do cidadão

O Banco Central do Brasil (Bacen) disponibilizou uma interessante ferramenta para atualização monetária, utilizando diversos índices de preços e de remuneração do capital. Vale a pena consultar:

Calculadora do cidadão

https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormCorrecaoValores.do?method=exibirFormCorrecaoValores&aba=1

 

 

 

 

[e] Competição assimétrica

A era da transformação digital reduziu a clareza na identificação de concorrentes. Antigamente havia uma boa dose de certeza ao afirmar que os concorrentes pertenciam ao mesmo setor, eram razoavelmente parecidos entre si e fisicamente identificáveis no território.

Este cenário não existe mais.

Nos dias atuais, seus concorrentes podem ter uma existência e características completamente inesperadas, de difícil identificação e não estarem geograficamente localizados. Podem ter modelos de negócios inéditos, serem digitais e escaláveis a baixíssimo custo e entregar valor de forma mais rápida e eficaz a seus clientes.

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Breve histórico das vilas de São Paulo

Vários trabalhos caracterizam bem o que é uma vila na cidade de São Paulo. Apesar de haver outras definições encontradas por Solange Aragão (FAUUSP, 2000), a que melhor explica nosso objeto de estudo em seu trabalho é: conjunto de casas de mesma arquitetura implantada no interior de um terreno, conformando ruas e pátios. A lei municipal 10.015/85 define vila como um conjunto de pequenas habitações independentes, em geral idênticas, e dispostas de modo que formem rua ou praça interior, por via de regra sem caráter de logradouro público. A Lei de Vilas define o tipo como conjunto constituído por unidades habitacionais isoladas, agrupadas, geminadas ou sobrepostas em condomínio.

Devemos ter cuidado ao utilizar tais definições, pois referem-se à produção de um determinado período, compreendido entre 1937 e 1968, como veremos adiante. Existe um período anterior, das vilas operárias, quando os conjuntos eram produzidos em dimensões maiores, próximas a indústrias, e às vezes incluíam comércio, serviços, escolas e outros equipamentos. Neste primeiro período, as vilas criavam vias públicas de circulação (vide como ótimo exemplo a Vila Maria Zélia).

As vilas do terceiro período, viabilizadas pela lei municipal 11.605/1994 (Lei de Vilas), apresentam características distintas das produzidas em épocas anteriores, mas possuem a mesma estrutura física (casas reproduzidas várias vezes, dimensões relativamente pequenas, conformação de áreas coletivas internas) e fundiária (um único lote não dividido).

O tipo vila construído após a lei de 1994, por seguir o modelo de loteamento fechado, não tem mais a pequena rua de acesso às casas do interior da quadra, e a transição entre o espaço público da rua e o interior da vila é abrupto, via de regra com muros e guaritas. São constituídas em regime de condomínio e produzidas por incorporadoras imobiliárias.

Primeiro período: as vilas operárias

No final do século XIX, São Paulo vivia um surto de industrialização patrocinado pela indústria cafeeira, e a demanda por habitação foi incrementada pelo grande contingente de trabalhadores imigrantes que chegavam à cidade. Este cenário tornou a construção de casas para aluguel um negócio muito atraente, e casas precárias eram facilmente alugadas. Novos conjuntos de habitações insalubres eram construídos para suprir uma demanda que não parava de crescer. A cidade não estava preparada para receber, além de imigrantes, os que vinham de regiões próximas em busca de emprego. A oferta de moradias e a infraestrutura instalada estavam atrasadas em relação à velocidade de produção da cidade, que entre 1886 e 1900 vivenciou o seu crescimento mais vertiginoso – multiplicou por cinco sua população.

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Investir em ações vale a pena no longo prazo. Mesmo em dólar.

Repetimos sempre que o investimento em uma carteira diversificada de ações é um bom negócio no longo prazo. O que nós não sabemos é o quão longo é esse prazo. De qualquer forma, para quem pode (e deseja) esperar, o retorno é bastante compensador.

Recentemente, com a elevação das taxas de juros nos títulos públicos dos Estados Unidos, as moedas menos fortes (como o real) sofreram forte desvalorização (origem da crise na Turquia). Neste momento, há quem esteja alegando que a vantagem de longo prazo da bolsa brasileira não se reproduziria em dólar (ou outra moeda forte). Continuar lendo Investir em ações vale a pena no longo prazo. Mesmo em dólar.