[e] Enfoque comportamental

Sob a perspectiva comportamental, a organização é vista como um sistema social, formado por pessoas e suas necessidades, sentimentos e atitudes, os quais influenciam os comportamentos enquanto integrantes de grupos. Este sistema social tem tanta ou até mais influência sobre o desempenho global da organização que o seu sistema técnico.
Existem, sob esta ótica, dois temas básicos a observar:

  1. Características que diferenciam as pessoas umas das outras
  2. Comportamento coletivo das pessoas em grupos

O estudo desses dois temas é chamado comportamento organizacional. A corrente de autores que enfatizam pessoas e seu bem-estar nas organizações tem antecedentes muito antigos, e ganhou força durante a Revolução Industrial. Neste último período, as difíceis condições de trabalho motivaram algumas pessoas e instituições a tentar melhorá-las. Destes movimentos surgiram cinco grandes tendências principais:

  • a ação dos sindicatos
  • as experiências humanistas de utopistas – como Robert Owen – e da Fundição Soho,
  • o marxismo
  • a doutrina social da Igreja, cuja encíclica de 1891 rejeita as teses socialistas e assume posição clara a favor da justiça social
  • o pensamento humanista na escola clássica, cujo possível destaque é o inglês Oliver Sheldon, o qual propôs, já em 1923, ideias avançadas como organização local dos trabalhadores pelos próprios trabalhadores, participação nos lucros, e salários que permitissem elevado padrão de vida

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A coligação PT-PSDB

Algumas reuniões entre representantes do segundo escalão de PT e PSDB ocorreram nos anos 1990. Cabe ressaltar que era um segundo escalão muito próximo aos respectivos caciques. As reuniões, poucas, discretas e sempre desmentidas por ambos, chamaram a atenção, é claro, e chegaram a ser notícia (pequenas) em alguns jornais de grande circulação. Mesmo os correligionários queriam saber de que se tratava. Naquele momento, ambos estavam se consolidando como o mainstream da política brasileira pós-Real em vários centros urbanos nacionais. Cada um tinha (e ainda tem) um público preferencial de maior penetração: o PSDB agradava mais a classe média e o PT começava a ganhar a confiança das periferias a partir de algumas administrações municipais bem sucedidas.

Num determinado momento surgiu um boato que o objeto das reuniões era uma pretensa unificação dos dois partidos. Alguns rapidamente desmentiram, mas outros preferiram admitir que houve algo do tipo na pauta, mas que seria impossível por “profundas diferenças ideológicas” entre os dois. Rapidamente as reuniões cessaram e nada mais se falou sobre o assunto.

Aqui começam as inferências. Digamos que tivessem concluído pela viabilidade de fusão do ponto de vista das lideranças partidárias. Seria um bom negócio para ambos? Creio que não, pois logo surgiria uma nova força, talvez partindo até de desertores de um ou de outro, e teriam que conviver com uma terceira força nascente. Continue lendo “A coligação PT-PSDB”