6 ferramentas essenciais que os urbanistas desconhecem

Os cursos superiores de arquitetura e urbanismo exibem em seus currículos significativa carga horária em disciplinas de “planejamento urbano” – que deveria ser a espinha dorsal de conhecimento técnico em urbanismo, o mesmo do título profissional.

Entretanto, o que vemos hoje de forma generalizada, é uma forte limitação às teorias, história e projetos de urbanização, e praticamente nada referente ao planejamento em si.

O substantivo masculino, numa rápida pesquisa digital, retorna os sentidos de a) serviço de preparação de um trabalho, de uma tarefa, com o estabelecimento de métodos convenientes; planificação, e b) determinação de um conjunto de procedimentos, de ações (por uma empresa, um órgão do governo etc.), visando à realização de determinado projeto; planificação.

O que se tem visto nos órgãos públicos de planejamento urbano, quando estes recebem profissionais técnicos da área, é a completa ausência justamente de método, de procedimentos, de orientação para ações e de planificação. O que se vê é muito conhecimento teórico, um imenso e qualificado repertório, muita vontade de transformar a triste realidade urbana nacional, ótimos projetistas e nenhum palpite sobre metodologias de planejamento ou mesmo de trabalho.

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Em minha experiência pessoal, após viver um momento assim, decidi explorar outra área do conhecimento –  a administração – crente de que não encontraria nada relacionado a arquitetura e muito menos ao urbanismo por ali. Mas, para minha surpresa, encontrei (entre outras coisas muito interessantes ao arquiteto) as ferramentas que me faltavam ao planejamento urbano, porque a gestão de negócios usa tudo o que pode (e mais um pouco) de planejamento e controle do que você puder imaginar. O mais curioso é que quando algum assunto se aproxima de nossa área, como por exemplo em estudos de economia espacial, eles param e dizem que quem faz o resto são os urbanistas.

E deveríamos mesmo.

Veja algumas dessas ferramentas essenciais ao urbanista, que todos deveriam conhecer:

 

I. Usar direito planilhas eletrônicas

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Fusão operacional entre BB e Caixa: a consagração das obviedades para os negócios imobiliários

Esqueça por um instante partidos e posições políticas. Esqueça a ideologia que você acredita ser a mais correta sobre a participação do Estado na economia. Tente imaginar uma explicação para um estrangeiro sobre como funcionam os bancos do governo no Brasil. São quatro instituições: Banco Central, BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

A função do Bacen é fácil de explicar, basta falar da execução da política monetária, fiscalização, regulação, comparar com o Fed e o BCE, e o cara já entendeu. O BNDES é o banco de fomento, de transferência de recursos públicos, de crédito para o investimento (conceito econômico, aquele que faria o PIB crescer, se fosse maior). O BB é um banco de varejo. De economia mista, vá lá, é a vontade de nossos governos que seja assim, faz parte de nossa cultura bancária, enfim… Tem seu core business na competição direta com os bancos privados. E a Caixa é o banco da habitação, do negócio imobiliário, da operação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço do trabalhador – FGTS, dos programas sociais, dos programas de transferência de renda, e da poupança. E um pouco mais. Continue lendo “Fusão operacional entre BB e Caixa: a consagração das obviedades para os negócios imobiliários”

Como fazer uma lareira que aqueça sem retornar fumaça

O dimensionamento da lareira é essencial para que ela funcione corretamente. Ou seja, aqueça o ambiente sem retorno de fumaça. Então lá vai o roteiro:

Boca de fogo (abertura livre da lareira) deve ter altura variando de 67% a 75% da largura.

A mesma altura da boca de fogo deve ficar entre 1/40 e 1/70 da área do cômodo a ser aquecido.

A profundidade livre da lareira deve ficar entre Continue lendo “Como fazer uma lareira que aqueça sem retornar fumaça”

Sinal amarelo: o pior setembro desde 1997

O governo brasileiro acaba de divulgar o pior resultado de contas públicas de um mês de setembro desde 1997. Parece que pouca gente deu trela para isso, mas o fato é que a questão é séria. Séria o suficiente para a presidente da República se pronunciar imediatamente sobre o assunto e sinalizar o fim de algumas medidas de estímulo que já estão por aí há um tempo considerável, como a redução de IPI de diversos bens de consumo (já havia quem acreditasse que nem fosse mais tão “temporário” assim). Continue lendo “Sinal amarelo: o pior setembro desde 1997”

É preciso compactar as cidades

Muitos de nossos problemas urbanos estão relacionados ao espraiamento das cidades (urban sprawl). São como manchas de azeite num prato, que muito depois de cessada a fonte, continuam expandindo suas fronteiras. Vamos avançando sobre antigas áreas rurais, sobre a Mata Atlântica, sobre os mananciais, sobre quem nos abastece de alimentos. Ampliamos a mancha de calor e mudamos os regimes de chuvas urbanas, pioramos nossas chuvas tropicais (que, por natureza, já seriam críticas). E deixamos para trás terrenos e imóveis vazios, o filé dos especuladores. O poder público, por sua omissão em planejar, se vê obrigado a levar infraestrutura aos confins urbanos de nosso país, e valoriza por tabela (e às vezes intencionalmente) o filé especulativo. Em vez de adensar, colocar mais prédios nas áreas centrais ou nos bairros cheios de infraestrutura ociosa, preferimos criar grandes manchas urbanas de baixa densidade. Continue lendo “É preciso compactar as cidades”