O ambiente imobiliário brasileiro

por Ricardo Trevisan

O ano de 2008, até o mês de setembro, foi muito positivo para as incorporadoras brasileiras, em prosseguimento a uma tendência de crescimento do mercado imobiliário iniciada em anos anteriores devido a vários fatores, alguns deles abaixo descritos.

Nesse período, houve ampliação de oferta de crédito para a construção civil e para a aquisição da casa própria. Houve também extensão das políticas públicas do governo federal para a redução do déficit habitacional brasileiro (estimado em 8 milhões de unidades habitacionais[1]).

Simultaneamente à crescente oferta de crédito, o país começou a vivenciar uma redução das taxas básicas de juros. Entre setembro de 2005 e março de 2008, a taxa Selic (meta) caiu de 19,75% a.a. para 11,25% a.a.[2]. Como resultado desses dois fatores, uma parcela maior da população passou a ter acesso ao financiamento bancário para a aquisição da casa própria, principalmente os segmentos mais populares que ficaram sem alternativas viáveis após a extinção do Banco Nacional da Habitação – BNH em 1986. Este segmento representa, teoricamente, um mercado de rentabilidade menor, porém Continue lendo “O ambiente imobiliário brasileiro”