Produzo ou terceirizo?

Uma das primeiras decisões que a empresa precisa tomar a respeito de qualquer atividade é se vai produzir (ela própria executar) ou comprar (terceirizar, quando dependeria de outra empresa independente para executar a atividade, talvez sob contrato).

Entretanto, estes são dois extremos de um continuum de possibilidades de integração vertical, onde há, entre os extremos, algumas possibilidades intermediárias: vizinho a “produzir”, existe a possibilidade de delegar parte ou toda a produção a subsidiárias; e vizinho a “comprar”, empresas de mercado podem unir interesses contratualmente por vários anos; e, no centro, estão as joint ventures e alianças estratégicas, onde duas ou mais empresas criam uma entidade independente formada por recursos de ambas.

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A proposição de irrelevância de Modigliani e Miller

Muitos estudos já produzidos sobre o financiamento de empresas (especialmente a estrutura de capital) ganharam relevância ao introduzir novos conceitos. Um dos mais importantes certamente é a proposição de irrelevância de capital de Modigliani e Miller, de 1958. Segundo esse trabalho, as decisões de financiamento de uma determinada firma não afetariam seu valor, pois este seria decorrente das decisões de investimento. Ou seja, a criação de valor proviria de como a empresa aplica este capital e não de como o obtém. Isto significaria também a Continue lendo “A proposição de irrelevância de Modigliani e Miller”

Livro sobre estrutura de capital das incorporadoras brasileiras

Já está disponível na Amazon o livro Estrutura de capital de incorporadoras brasileiras: Teoria de Pecking Order (veja aqui). Escrito para investidores, gestores e técnicos, é resultado de uma pesquisa que desenvolvi na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) entre 2009 e 2011, sob a orientação do Prof. Dr. Eduardo Kazuo Kayo.

Este trabalho fala sobre o desempenho das incorporadoras imobiliárias brasileiras em suas estratégias de financiamento. O motivo principal deste trabalho foi o crescimento e modernização das incorporadoras brasileiras durante os anos 2000. Várias delas abriram o capital desde então, e passaram a ter ações negociadas na Bovespa.

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