O (não tão novo) normal dos shopping centers

stairs light lights lamps

Poucos setores da economia foram tão afetados pela atual crise econômica decorrente da pandemia de covid-19 quanto o varejo. Que o digam os shopping centers, os quais, além deste problema, ainda seguem modelos arquitetônicos de caixotes introspectivos, cujo desenho ignora qualquer possível abertura para a cidade, e raramente tenta algum desenho de adequação climática inteligente. Com suas estruturas de manutenção custosas e energeticamente ineficientes, estão neste momento altamente vulneráveis ao intenso choque de demanda varejista.

Mas a pandemia está longe de ser a principal causa da decadência dos shoppings, apenas parece ter acelerado um processo que já estava presente. O declínio do modelo já havia se iniciado há mais de uma década quando o primeiro caso de covid-19 foi identificado na China. Continue lendo “O (não tão novo) normal dos shopping centers”

Os submarinos do tempo

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Amyr Klink define muito bem os desafios de qualquer navegador quando explica que ninguém atravessa mar algum. O máximo que o ser humano consegue fazer é manifestar sua intenção de travessia, e aguardar que a natureza o permita. Com paciência e sabendo  compreender os sinais à disposição.

Amyr enfrentou também um desafio maior, quando enfrentou períodos de bloqueio de seu barco (Paratii) pelo congelamento, tanto no Ártico quanto na Antártida, aventura esta relatada em seu livro Paratii – entre dois polos. Neste caso, o navegador relatou se sentir um “passageiro do tempo”, aguardando que este permitisse sua travessia. Com paciência e atento aos sinais. Continue lendo “Os submarinos do tempo”