O programa habitacional do governo federal não analisa a qualidade dos projetos, apenas outros aspectos burocráticos. Portanto, um projeto ruim, se atender a uma série de entrega de documentos, é aceito. Além disso, a baixa qualidade de projeto é institucionalizada: vários documentos e páginas oficiais na internet mostram conjuntos sem qualquer preocupação quanto à extrema repetitividade de edifícios genéricos, como que Continuar lendo Por que os projetos do Minha Casa Minha Vida são tão ruins?
A canalização de corpos d’água não descaracteriza a APP de suas faixas marginais. A Lei Federal 12.651/2012 (Código Florestal), em seu artigo 4º, define o que é uma APP.
Todos os dias, volumes gigantescos de dinheiro se movimentam pelos mercados financeiros seguindo sua função natural: estão em busca de projetos. Fácil de entender: se, no final do mês, sobrar um dinheirinho na sua conta, você também vai procurar por um projeto. Se seu desejo for poupar, será para realizar algum projeto no futuro, e ao aplicar o dinheiro, você financia projetos atuais de terceiros, sejam públicos ou privados.
Beirute, Líbano
Fato é que não falta dinheiro nos mercados (as crises econômicas recentes já foram chamadas de crises líquidas). O que falta é projeto. Existem inúmeros fundos de private equity, investidores individuais, corporações em busca de crescimendo, anjos, seeders, e muitos outros investidores em busca de quem tem as ideias.
Dinheiro é como coelho: quer mesmo é se reproduzir. E deve, porque esta é sua função social. A virtualidade da moeda representa uma quantidade de valor econômico nas mãos de seu detentor. A função social daquele valor econômico acumulado é promover Continuar lendo Prefeituras brasileiras descartam oportunidades
Entendo que as mitologias são metáforas para transmitir e perpetuar conceitos considerados importantes para uma cultura. E a atualidade dos conceitos embutidos em mitos Incas são impressionantes. Estou pensando em um caso específico, o da constituição da Cusco incaica, tal como os espanhois a encontraram em 1536.
Cusco. Foto de Emilene Miossi.
Inca Garcilaso de la Vega, filho da união de uma princesa Inca com um capitão espanhol, viveu entre dois mundos durante o século 17. Não tinha interesse em ser historiador, mas registrou em linguagem escrita boa parte da mitologia Inca, até então transmitida apenas de oralmente. Ele conta que “Nosso Pai Sol”, vendo que os seres humanos levavam uma vida muito primitiva, se apiedou e deixou aqui uma filha e um filho seus. Estes teriam a missão de nos trazer leis e orientações para que vivêssemos em razão e urbanidade, para nos ensinar a vivermos em casas e cidades, a trabalhar a terra de forma mais produtiva, o cultivo de plantas, a criação de gado. Continuar lendo A lição da assertividade Inca