Projeto de arquitetura: aula de método

Uma vez alguém escreveu em minha faculdade que aquele lugar era como criação extensiva de gado: solta o boi no pasto e o que voltar é lucro. Não questiono que o aprendizado de uma habilidade tácita como o projeto de arquitetura seja melhor aprendido com a prática – e quanto mais, melhor. O bom arquiteto costuma ter alta quilometragem de projetos. Mas nunca encontrei, durante a graduação, uma discussão sobre o método de projeto.

Foi apenas em 2003, durante o mestrado, que tive a oportunidade de Continue lendo “Projeto de arquitetura: aula de método”

Da antiguidade do pós-moderno: o caso Carlitos

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Quando Charlie Chaplin colhia os primeiros frutos de seu personagem criado em segundos num camarim da Keystone, ainda no início do século 20, surgiram inúmeras cópias do inconfundível vagabundo do cinema. Após um processo judicial, Chaplin conseguiu garantir os direitos sobre seu personagem. Os autos tinham uma descrição detalhada do personagem incluindo um desenho que definia pormenores do figurino.

Até aqui, confirmamos o modernismo de Chaplin. Mas uma curiosidade nos traz as palavras de Baudrillard que, ao descrever o pós-modernismo de nossos dias, explica que hoje o mapa pode ser muito mais importante que o território por ele representado. Percebendo o alcance mundial e a popularização do Vagabundo, foram organizados vários concursos de sósias de Carlitos. Numa viagem a San Francisco, Chaplin Continue lendo “Da antiguidade do pós-moderno: o caso Carlitos”

Resumo de Direito do Trabalho (terceira parte – Contrato)

(Ver o anterior)

Continuando o resumo de Direito do Trabalho, falaremos agora de Contrato de Trabalho (CT). É um contrato:

  1. de trato sucessivo (prolonga-se no tempo)
  2. onde as obrigações são prestar serviços (empregado) e pagar salário (empregador)
  3. de mútuo consentimento
  4. com ausência de prejuízo ao empregado (e)
  5. regido pelo artigo 468 da CLT

Exceções à regra: Continue lendo “Resumo de Direito do Trabalho (terceira parte – Contrato)”

Resumo de Direito do Trabalho (segunda parte)

(Ver o anterior)

Continuamos agora o resumo de Direito do Trabalho. Vimos na primeira parte que quando o empregador pertence a um grupo econômico, a reclamação trabalhista é movida contra todo o grupo, e não apenas contra a empresa empregadora. Isso ocorre porque, do ponto de vista da legislação trabalhista, há o compartilhamento da responsabilidade. O grupo tem solidariedade passiva (apenas para reclamações rabalhistas) e solidariedade ativa (a lei considera que o empregador é único). Portanto, ao fazer o planejamento tributário, a empresa deveria fazê-lo de forma coerente com o Direito do Trabalho.

Lembre-se que, por definição, empregador é quem admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços (há poder de comando). O empregador assume o risco do negócio. O tempo em que o empregado fica à disposição do empregador deve ser remunerado.

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