Diretrizes para projetos de aquários

Aquário de Monterey, Califórnia, EUA
Aquário de Monterey, Califórnia, EUA
Existem dois grandes grupos genéricos de aquários no mundo atual:

  • aqueles que possuem atrativos turísticos fortes, suficientes para gerar receita a uma organização de pesquisa ou filantrópica que o mantém tecnicamente;
  • aqueles financeiramente mantidos ou subsidiados por organizações de pesquisa ou filantrópicas que também fornecem os subsídios técnicos para sua existência.

Ou seja, do ponto de vista projetual, fica evidente que o um aquário engloba pelo menos dois núcleos: um salão expositivo para o público e um centro técnico.

O aquário em si precisa ter um direcionamento filosófico global antes do programa de necessidades ser levantado, principalmente do tipo de água a apresentar, cada tipo com seu próprio bioma: Continuar lendo Diretrizes para projetos de aquários

Motivação no escritório de arquitetura: introdução

O que motiva o ser humano para o trabalho não é o dinheiro. Podem ser espantosos os resultados de pesquisas sobre o assunto que são realizadas desde os anos 1950 até a atualidade. Não é incomum trabalhadores trocarem de emprego para ganhar menos, principalmente aqueles envolvidos com atividades cognitivas, como os arquitetos. Isso deixa muita gente confusa. Inúmeras pesquisas mostram que a motivação humana depende do ambiente em que a pessoa está inserida – se o ambiente muda, a motivação também muda.

Só há uma pessoa capaz de criar motivação: ela própria. O máximo que se pode fazer externamente é criar as condições para que seus potenciais embriões se desenvolvam, nada mais. Quando o ser humano define uma meta a ser perseguida, define também um determinado volume e intensidade de esforços a serem alocados nessa missão.

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A economia não vai tão bem assim…

Aparentemente, nossa economia vai bem. A inflação está sob controle há 18 anos. Há ascensão social na base da pirâmide. O desemprego está num dos níveis mais baixos de nossa história. O Brasil é mercado atraente para empresas estrangeiras e internacionaliza suas próprias empresas. Tudo vai bem. Aparentemente.

Mas na vida real, o brasileiro já percebeu que seu salário maior também foi acompanhado de elevação de preços, principalmente em setores de competitividade geograficamente limitada, como algumas modalidades de prestação de serviços.  E que não para por aí, vendo índices oficiais de inflação (como o IPCA) insistentemente acima da meta colocada pelo próprio governo.

Percebeu que os estrangeiros que investem aqui (a) fogem de mercados em colapso, como o europeu, e (b) já não investem tanto no Brasil quanto no México e no Chile (citando apenas nossos concorrentes mais próximos). Continuar lendo A economia não vai tão bem assim…