Reforma tributária e as concessões públicas

Estudo de viabilidade econômico-financeira

Este assunto provavelmente se configura como uma das maiores lacunas de informações para as concessões públicas no Brasil, principalmente para os projetos em fases de seleção, de estruturação ou de licitação. Apesar de haver uma estrutura básica e passos bem definidos, ainda há muitas variáveis de indefinição que nos impede de fazer qualquer tipo de detalhamento a esse respeito nas estruturações. Por hora, a maior parte dos projetos seguem sendo estruturados na estrutura tributária anterior (ainda em vigor), deixando os eventuais ajustes necessários para um futuro reequilíbrio contratual. Segue assim porque mesmo as honrosas tentativas de estruturação no novo formato seguem a partir de estimativas, ou seja, provavelmente seus contratos também serão levados à necessidade do reequilíbrio contratual. Continuar lendo Reforma tributária e as concessões públicas

O que é Beta?

Continuamos hoje a série de 4 artigos sobre o custo de capital para uma empresa:

  1. O que é coeficiente de correlação?
  2. O que é Beta?
  3. Custo de capital próprio (CAPM)
  4. Custo de capital total (WACC)

Depois de entender como verificar a correlação entre dois ativos, a segunda pergunta que surge naturalmente é: em que magnitude um deles se afeta pela variação de um determinado referencial.

O investidor quer saber qual é a volatilidade do ativo em relação ao comportamento de outro cujo comportamento e risco sejam conhecidos. Conforme já dissemos várias vezes aqui no blog, variância é, no mundo financeiro, associada ao risco.

Existe um indicador que mede a variância de um determinado ativo comparado à variância de um parâmetro (em geral, um indicador de mercado). Este indicador é chamado de beta. É importante salientar que o beta não é uma medida de aderência, não verifica o quão correlacionado o comportamento do ativo está em relação ao comportamento geral do mercado, e sim a magnitude em que isto ocorre, sendo portanto uma medida de elasticidade.

A equação para o cálculo do Beta é a seguinte: Continuar lendo O que é Beta?

Quanto custa cada etapa da obra de uma casa?

A construção de uma residência unifamiliar tipo casa tem custos que variam principalmente em função de três elementos:

  • Área construída
  • Padrão de acabamento
  • Complexidade do projeto ou de sistemas construtivos

Ainda assim, cada etapa da obra tem uma incidência mais ou menos estável sobre o custo total, desde que a arquitetura se utilize de sistemas construtivos convencionais e o projeto não tenha nenhuma característica incomum. Estas incidências normais serão:

  1. Projetos e aprovações: 5 a 12%
  2. Serviços preliminares e canteiro de obras: 2 a 4%
  3. Movimento de terra: 0 a 3%
  4. Fundações: 3 a 7%
  5. Estrutura: 14 a 25%
  6. Alvenaria: 3 a 6%
  7. Cobertura: 5 a 10%
  8. Instalações hidráulicas e sanitárias: 7 a 11%
  9. Instalações elétricas: 5 a 7%
  10. Impermeabilização: 2 a 4%
  11. Esquadrias: 4 a 10%
  12. Revestimentos e acabamentos: 15 a 32%
  13. Vidros: 1 a 3%
  14. Pintura: 4 a 6%
  15. Serviços complementares e ligações definitivas: 0,5 a 1%

Mais algumas dicas:

O mínimo de projetos necessários será: projeto legal (de aprovação na prefeitura) e projeto de arquitetura (incluindo a Continuar lendo Quanto custa cada etapa da obra de uma casa?

Dimensionamento de peças de madeira para estrutura de telhado

Nossa tradição construtiva em concreto armado deixou à sombra o cálculo de estruturas em madeira. Não são tão complexos os dimensionamentos de estruturas em madeira ou aço – um sistema misto como o concreto armado é mais difícil de teorizar.

Ainda assim, as estruturas de madeira para telhado estão tão padronizadas, e há tanto tempo, que existem regras práticas para o dimensionamento em função do vão, e podem ser utilizadas com segurança.

Terças
Até 4,50m de vão: peça de 6x16cm
Até 3m: peça de 6x12cm Continuar lendo Dimensionamento de peças de madeira para estrutura de telhado

Pré-dimensionamento de elementos estruturais em concreto armado

O pré-dimensionamento não vai lhe dizer a estrutura final de seu projeto, mas é bastante útil para seu orçamento e estudos preliminares de arquitetura.

Em caso de conflito do aqui descrito com qualquer norma técnica aplicável, siga sempre a norma técnica.

Atenção: estes valores resultantes NÃO devem ser utilizados para o projeto final ou para construção. Os valores reais a utilizar na obra estarão no projeto executivo, que é realizado com outros métodos de cálculo!

Pré-dimensionamento de vigas em concreto armado

Para vigas horizontais, em nível, com seção retangular e constante, sem cargas pontuais, com dois apoios (um em cada extremidade) utilize os critérios abaixo:

O comprimento total da viga não deveria passar de 30 metros. Caso a edificação tenha dimensão linear superior a essa, será necessária uma junta de dilatação.

Vigas isostáticas (com apoios simples, sem resistência a momento fletor): altura da viga é o comprimento do vão dividido por 10.

Vigas hiperestáticas (com apoios engastados, com reação de apoio a momento fletor): altura é o vão dividido por 15.

Vigas hiperestáticas em dois sentidos perpendiculares entre si, engastadas no meio do vão: altura é o vão dividido por 20.

Para efeito de orçamento, considere o consumo de aço de 100kg/m3. Continuar lendo Pré-dimensionamento de elementos estruturais em concreto armado