Da antiguidade do pós-moderno: o caso Carlitos

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Quando Charlie Chaplin colhia os primeiros frutos de seu personagem criado em segundos num camarim da Keystone, ainda no início do século 20, surgiram inúmeras cópias do inconfundível vagabundo do cinema. Após um processo judicial, Chaplin conseguiu garantir os direitos sobre seu personagem. Os autos tinham uma descrição detalhada do personagem incluindo um desenho que definia pormenores do figurino.

Até aqui, confirmamos o modernismo de Chaplin. Mas uma curiosidade nos traz as palavras de Baudrillard que, ao descrever o pós-modernismo de nossos dias, explica que hoje o mapa pode ser muito mais importante que o território por ele representado. Percebendo o alcance mundial e a popularização do Vagabundo, foram organizados vários concursos de sósias de Carlitos. Numa viagem a San Francisco, Chaplin Continuar lendo Da antiguidade do pós-moderno: o caso Carlitos

Sazonalidade no escritório de arquitetura e engenharia: como calcular

Aquela flutuação nas vendas, com um comportamento recorrente ano a ano costuma ter grande impacto no volume de receitas do escritório, e não deveria ser ignorada em seu planejamento financeiro. Outro dia, conversando com um colega, ouvi que o problema é como fazer o cálculo, tanto da sazonalidade como de extrair a tendência global de crescimento de vendas.

Caso este seja também seu problema, espero ajudar com o tutorial abaixo. Vamos supor vendas hipotéticas por trimestre para facilitar nossa explanação:

Captura de Tela 2016-04-03 às 14.34.32

Primeiro passo: vamos obter a tendência global do negócio. Para isso, basta extrair uma regressão simples no Excel. Isso é feito com melhor visualização através do gráfico. Obtenha o seu por Dispersão de Dados (Scatter):

Captura de Tela 2016-04-03 às 14.38.41

Depois, solicite a linha de tendência com a equação de regressão:

Captura de Tela 2016-04-03 às 14.41.43

Escolha a linha de tendência Continuar lendo Sazonalidade no escritório de arquitetura e engenharia: como calcular

O que é piso de porcelanato líquido?

Algumas empresas estão vendendo um “novo” sistema para pisos residenciais, com o nome de porcelanato líquido. A verdade é que este tipo de piso nada tem de novo, e seu nome real é piso epóxi, muito utilizado nas décadas de 1960 e 1970 por arquitetos brasileiros em edifícios de uso público ou coletivo.

Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
Biblioteca FAUUSP, piso epóxi. Projeto arquitetônico Villanova Artigas
As vantagens do piso epóxi (ou porcelanato líquido, como queiram) são:

  • alta resistência a abrasão (desgaste por atrito)
  • ausência de juntas
  • acabamento naturalmente brilhante
  • resistência física e química
  • autonivelante
  • capa única monolítica

Com estas características, o piso epóxi costuma ser utilizado em locais que exijam Continuar lendo O que é piso de porcelanato líquido?

Preços de imóveis no Brasil: retrato da alta dos últimos anos

A revista britânica The Economist disponibilizou um comparativo de evolução de preços de imóveis em diversos países.

Mesmo sabendo que tivemos uma recuperação de preços defasados desde o final da década de 1970, o crescimento é impressionante. O explosivo mercado de Hong Kong ficou abaixo da nossa alta.

Veja como é raro observar queda nominal de preços. Só na Grécia isso ocorreu no longo prazo.

O comparativo toma por base o primeiro trimestre de 2008.

  

Dica para projetos de telhados de edifícios residenciais

Existe um problema recorrente em telhados de edifícios residenciais. Eu o vejo todos os dias, nos mais variados empreendimentos. Ele nasce no projeto de arquitetura, quando é definido o desenho básico das águas do telhado. Pela natureza do projeto do andar tipo, o perímetro do edifício costuma ser recortado, com balanços e reentrâncias.

Até aqui, nenhum problema. Ele surge apenas quando, por questões culturais, reminiscências dos telhados de casas em duas ou quatro águas, o projeto de arquitetura tenta reproduzir este modelo na cobertura do edifício, jogando as águas para a periferia recortada. Por consequência, a calha também fica toda recortada, cheia de curvas a 90 graus. Seja ela em metal ou na alvenaria impermeabilizada, o risco de falha de estanqueidade nessas curvas é elevado. E essas curvas estão, pela natureza da planta tipo convencional, sobre os dormitórios. Outro problema criado pelo próprio projeto é a passagem dos tubos de queda, que acabam se utilizando dos shafts de banheiros para conduzir as águas de chuvas. Isso reduz o espaço útil para a tubulação de coleta das próprias unidades e dificulta uma eventual manutenção.

Problema colocado, agora vou dar uma sugestão para resolvê-lo: Continuar lendo Dica para projetos de telhados de edifícios residenciais