Padrões organizacionais do ecossistema BIM [GA]

Entrar na era BIM não significa apenas passar a utilizar um novo software no escritório. É muito mais do que isso, significa adentrar a um novo ecossistema de trabalho, posicionar sua empresa dentro de um novo ambiente de negócios, observar outras regras e padrões, mudar a forma de trabalhar e de se relacionar com outras partes (clientes, fornecedores, parceiros e poder público, principalmente).

Hoje trago aqui algumas telas interessantes publicadas pela Graphisoft no evento Building Together Collaborate de abril de 2024. Neste evento, a desenvolvedora do Archicad retomou alguns conceitos importantes para a inserção das empresas de projeto no mundo BIM. A palavra inserção parece ser a mais correta de fato, porque a empresa não passa a produzir em BIM, ela entra no ecossistema BIMEm outras palavras, o escritório como um todo passa a trocar informações com o ambiente externo de forma padronizada por determinados requisitos (EIR), as informações do projeto passam a ser apresentadas dentro de um determinado conjunto de padrões (PIR), o ativo construído deverá apresentar determinadas características operacionais definidas (AIR), e o próprio escritório de projetos de arquitetura e engenharia também deverá comunicar suas próprias informações dentro de um conjunto padronizado de requisitos (OIR).

Preparação: padrões de requisitos do ambiente BIM
Preparação: padrões de requisitos do ambiente BIM

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A Segunda Edição do mais lido já está disponível!

Introdução à administração do escritório de arquitetura Segunda Edição

O livro mais lido sobre administração de escritórios de arquitetura acaba de ganhar sua Segunda Edição, já disponível na Amazon em formato digital. Esta nova edição traz uma revisão completa do texto, atualizando para as condições atuais de tecnologia, regulação, mercado e ambiente de negócios. Você terá acesso a mais de 90% de material novo e perfeitamente aplicável ao nosso atual contexto de BIM, Inteligência Artificial, mercados competitivos digitais e regulação mais rigorosa.

Lançado originalmente em 17 de agosto de 2013, o livro mais lido sobre este assunto na plataforma Amazon havia recebido uma atualização de texto em 2017. Nesta nova edição, trazemos uma atualização e ampliação muito maior, com aprofundamento sobre a formação de preços, estratégias de competição derivados de metodologias ágeis (agile), e mais orientações sobre gestão de pessoas nos escritórios pós-pandemia de Covid-19. Continuar lendo A Segunda Edição do mais lido já está disponível!

Por que incinerar lixo não é a solução [C40]

Muitos municípios estão sendo inundados de propostas “milagrosas” de solução para o problema dos resíduos sólidos por meio de incineração. A ideia de resolver o problema e produzir energia barata parece promissora aos líderes municipais. Muitas vezes, as cidades gastam muito dinheiro investigando a viabilidade desses projetos e nunca avança devido às limitações dessas tecnologias e aos impactos com relação aos requisitos de combustível, custos operacionais, qualidade do ar e outras questões descritas em um artigo recente da C40.

A incineração de resíduos sólidos costuma ser apresentada como uma solução rápida e, ao mesmo tempo, produzir energia. A ideia é comercializada como limpa e lucrativa, mas isso não corresponde à realidade. A incineração está, na verdade, entre as piores abordagens que as cidades podem adotar para atingir as metas de redução de resíduos e de geração de energia. Sua infraestrutura fixa instalada (investimentos em CAPEX) é cara para construir e continua sendo cara na fase de operação (investimentos em OPEX). É ineficiente e gera elevados riscos ambientais.

A rota tecnológica da incineração prende as cidades a caminhos com alto teor de carbono, pois incentiva a continuar produzindo muitos resíduos para alimentar o incinerador, enfraquecendo as iniciativas de redução de geração de resíduos ou de aumento das taxas de reciclagem. No mundo todo há uma crescente oposição pública à incineração, que está sendo cada vez mais entendida como tão inadequada quanto o aterro sanitário à medida em que aumenta a conscientização sobre seus impactos ambientais e climáticos. Investimentos em infraestrutura de incineração tendem a se tornar “ativos irrecuperáveis”, à medida que as estratégias bem-sucedidas de redução de resíduos se consolidam e a oposição à incineração cresce. Estes argumentos também se aplicam a outros processos que utilizam o calor para eliminar os resíduos – como a pirólise, que utiliza o calor para decompor a biomassa. Continuar lendo Por que incinerar lixo não é a solução [C40]

Como migrar do automóvel para modais inteligentes [C40]

A organização C40 Cities Climate Leadership Group, uma aliança global de grandes cidades comprometidas em enfrentar as mudanças climáticas, publica periodicamente textos e manuais para a transformação urbana sustentável. Entre outros eixos, o transporte urbano é tema abordado com grande frequência principalmente por ser responsável, atualmente, por um terço de todas as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

Transporte de pessoas, novo conceito de vias urbanas sustentáveis

A mudança de mentalidade, abandonando o conceito de vias de deslocamento de automóveis para o de vias de deslocamento de pessoas é extremamente desafiador, significa alterar o modelo mental construído e reforçado durante os últimos 100 anos. As cidades mais bem-sucedidas hoje focam no movimento de pessoas, oferecendo mais opções de transporte. Continuar lendo Como migrar do automóvel para modais inteligentes [C40]