Amsterdam para arquitetos

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Antes de ir

Os Países Baixos, como boa parte da Europa, não exigem visto. Mas não vá para lá sem cartões de crédito ou débito, é muito comum estabelecimentos comerciais holandeses não aceitarem dinheiro (sim, é isso mesmo, eles não aceitam notas de papel). Leve algum dinheiro em papel-moeda para pequenas despesas como transporte coletivo e táxis. Não recomendo levar dólares, a taxa de conversão é desfavorável na maior parte das casas de câmbio. Não troque dólares no aeroporto.

Não vá sem seguro saúde. Pode ser exigido na imigração.

Vale a pena dar uma repassada nos livros da faculdade antes de ir, em especial nos que falam desde H. P. Berlage (melhor ainda se você encontrar o projeto de Rivierenbuurt), desenho urbano do norte europeu, passando por Herman Hertzberger, traçado romano, etc., até o MVRDV. Também recomendo estudar um pouco da história do país, a Companhia das Índias Ocidentais holandesa (V.O.C.) e a forma como eles se financiaram. Se economia é algo de seu  interesse, recomendo uma lida no livro Crash, de Alexandre Versignassi antes da viagem.

Chegando

Do aeroporto de Schiphol até o centro de Amsterdam você tem algumas opções de transporte:

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Nova York desbanca Londres no ranking de cidades inteligentes

O IESE, Instituto de Estudos Superiores da Empresa , da Espanha, divulgou a terceira edição do índice CIMI – Cities in Motion Index, preparado por seu Center for Globalization and Strategy, o qual avalia o nível de desenvolvimento em 181 cidades (incluindo 72 capitais) em mais de 80 países.

E o resultado colocou Nova York como a cidade mais inteligente do planeta, desbancando Londres, que capitaneou a lista anterior. as posições seguintes ficaram com Paris, San Francisco, Boston, Amsterdã, Chicago, Seul, Genebra e Sydney, nesta ordem. Continue lendo “Nova York desbanca Londres no ranking de cidades inteligentes”

Sugestão de otimização do transporte sobre trilhos em São Paulo SP

Existe uma possível intervenção simples, de baixo custo, que não envolve instalação de trilhos e poderia otimizar os sistemas integrados (Metrô, Via 4 e CPTM) na capital paulista: uma conexão de pedestres entre as estações Luz (Linhas 1, 4, 7, 10, 11) e Júlio Prestes (Linha 8, com fácil acesso às linhas 7 e 9).

luz

A distância entre as duas plataformas é de apenas 443 metros, e um túnel (ou passarela aérea) de ligação entre ambas ainda poderia fornecer acesso à Sala São Paulo, cujo edifício está entre ambas.

Atualmente, o fluxo de pessoas que se deslocam para o centro da capital dos municípios a oeste da capital (Jandira, Carapicuíba, Cotia, Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba – estes últimos incluem importantes centros do setor terciário avançado em Alphaville e Tamboré) precisam fazer uma baldeação na estação Barra Funda, com duas opções: Continue lendo “Sugestão de otimização do transporte sobre trilhos em São Paulo SP”

Minha Casa Minha Vida e a falência do transporte público

Os programas habitacionais nacionais invariavelmente levaram (e continuam levando) habitação social para além dos confins da periferia urbana. O programa Minha Casa Minha Vida mantém essa tradição. Um dos problemas que essa política traz é dificultar ainda mais a solução de mobilidade urbana, obrigando o maior contingente de mão de obra a se deslocar por grandes distâncias.
Muitos novos empreendimentos estão surgindo onde havia, até meses atrás, áreas verdes além dos extremos da mancha urbana. Essas implantações aumentam a ilha de calor, ampliam o aquecimento global, impermeabilizam ainda mais o solo, aumentam os problemas de inundações urbanas em chuvas de verão. Isso sem falar que Continue lendo “Minha Casa Minha Vida e a falência do transporte público”

O PIB e o metrô

Caracas, capital da Venezuela, inaugura no mês que vem (dezembro/2013) uma nova estação de metrô, completando 74km de extensão de rede. É a mesma dimensão do metrô de São Paulo (a maior entre as brasileiras). A diferença é que Caracas tem uma população de 3,2 milhões de habitantes, enquanto a Região Metropolitana de São Paulo tem 20,8 milhões. Caracas não é o único exemplo para mostrar que o transporte urbano de massa no Brasil está muito atrasado. A Cidade do México, uma cidade com graves problemas de mobilidade urbana, tem 177km de trilhos de metrô (2,4 vezes mais que São Paulo) para uma população metropolitana de 26,1 milhões (1,25 vezes maior). Proporcionalmente, São Paulo está em situação pior.

O Rio de Janeiro, com 12 milhões de habitantes, tem 46km de metrô. Santiago, capital do Chile, com apenas 6,7 milhões de pessoas (pouco mais da metade do Rio) tem espantosos 102km de metrô (mais que o dobro do Rio). E o metrô de Santiago é de alta qualidade. O Rio tem pouco mais que os 43km de metrô de Valparaíso, no Chile, uma cidade que não tem nem 300.000 habitantes. Continue lendo “O PIB e o metrô”

Faixas exclusivas, sozinhas, não resolvem o problema

faixa exclusiva de ônibus

A prefeitura de São Paulo resolveu criar faixas exclusivas de ônibus por várias grandes avenidas da cidade, num esforço de tirar o paulistano do sufoco cada vez maior criado pela política automobilística do governo federal. Sim, porque o IPI dos automóveis foi reduzido, mas os trens, o metrô, os ônibus, as bicicletas e as solas de sapato não foram isentadas do tributo.

Acredito que hoje em dia ninguém em sã consciência seria contra medidas que priorizem o transporte coletivo ou limpo. Porém, da forma como tal ação está sendo conduzida, demonstra despreparo e pouco planejamento. E não está resolvendo. Continue lendo “Faixas exclusivas, sozinhas, não resolvem o problema”

Perspectivas para transporte e trânsito em São Paulo

Imagine uma solução para a mobilidade urbana de grandes cidades brasileiras (leia São Paulo), sem  reduzir população (pelo contrário, imagine que ela continuará aumentando). Também não vale colocar todo mundo num lugar só. Aposto que você verá um cenário com as seguintes características:

a) não está baseado no transporte individual motorizado, nem mesmo num mundo de motocicletas e táxis;
b) tem muito, mas muito mais metrô do que hoje (metrô de verdade, não monotrilhos estúpidos que destroem a paisagem e não transportam passageiros em número suficiente);
c) utilizam intensamente os trens urbanos atuais, mas com qualidade muito superior e melhor utilizados;
d) ônibus urbano é decente e utilizado com inteligência – ou seja, o exato oposto do que temos hoje em São Paulo;
e) as pessoas usam táxi quando precisam usar carro.

Veja que interessante: uma vida sem a propriedade de veículos automotores! Não acredita que seja possível? Então veja algum filme americano que se passa em Manhattan (precisou, usa um carro amarelo – e confortável).

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