Dica para projetos de telhados de edifícios residenciais

Existe um problema recorrente em telhados de edifícios residenciais. Eu o vejo todos os dias, nos mais variados empreendimentos. Ele nasce no projeto de arquitetura, quando é definido o desenho básico das águas do telhado. Pela natureza do projeto do andar tipo, o perímetro do edifício costuma ser recortado, com balanços e reentrâncias.

Até aqui, nenhum problema. Ele surge apenas quando, por questões culturais, reminiscências dos telhados de casas em duas ou quatro águas, o projeto de arquitetura tenta reproduzir este modelo na cobertura do edifício, jogando as águas para a periferia recortada. Por consequência, a calha também fica toda recortada, cheia de curvas a 90 graus. Seja ela em metal ou na alvenaria impermeabilizada, o risco de falha de estanqueidade nessas curvas é elevado. E essas curvas estão, pela natureza da planta tipo convencional, sobre os dormitórios. Outro problema criado pelo próprio projeto é a passagem dos tubos de queda, que acabam se utilizando dos shafts de banheiros para conduzir as águas de chuvas. Isso reduz o espaço útil para a tubulação de coleta das próprias unidades e dificulta uma eventual manutenção.

Problema colocado, agora vou dar uma sugestão para resolvê-lo: Continuar lendo Dica para projetos de telhados de edifícios residenciais

Altura máxima de edificações pela aeronáutica

A altura máxima da edificação (gabarito) é determinada pela legislação municipal, em geral o Código de Obras. O gabarito guarda correlação com o aproveitamento do terreno, portando com o índice de potencial construtivo (coeficiente ou índice de aproveitamento), mas não é por ele limitado. Isto significa que um potencial construtivo baixo não vai necessariamente limitar o gabarito das edificações – uma grande área de lote vai permitir maior altura da edificação mesmo com baixo aproveitamento.

Esta situação permite projetos em altura se não houver limitação de gabarito pela legislação municipal (caso de muitos municípios brasileiros). Mas pouca gente sabe que existe um outro limite de altura que nada tem a ver com a prefeitura, e sim com a aeronáutica. Continuar lendo Altura máxima de edificações pela aeronáutica

Pré-dimensionamento de dutos de ar condicionado

Quem faz projetos de áreas corporativas sabe que o maior volume utilizado sobre o forro é o dos dutos de ar condicionado. No entanto, não nos ensinaram como fazer qualquer pré-dimensionamento deste sistema, costumamos ter alguma ideia de algumas soluções padronizadas e trabalhamos com elas até que o engenheiro mecânico nos confirme se o espaço útil sobre forro é suficiente. O problema é quando a planta não é convencional e o caminhamento de dutos é maior que o usual. E aí? Vamos ficar esperando o projetista de ar condicionado para evoluir a arquitetura?

As dicas abaixo me foram passadas por um dos melhores calculistas e projetistas de climatização de São Paulo, e deixo aqui para ajudar a quem precisa. Lembre-se que se trata apenas de um pré-dimensionamento, as dimensões finais serão dadas pelo projetista de mecânica.

Este pré-dimensionamento foi estabelecido para:

  • Região Sudeste ou Sul do Brasil
  • Pé-direito útil em torno de 3 metros
  • Áreas corporativas
  • Não se aplica a peles de vidro sem proteção em fachadas expostas a insolação direta

Cada 15 metros quadrados de área de piso exigem 1 TR de capacidade, o mesmo que 680 metros cúbicos por hora. Portanto, uma área de Continuar lendo Pré-dimensionamento de dutos de ar condicionado

Como fazer uma lareira que aqueça sem retornar fumaça

O dimensionamento da lareira é essencial para que ela funcione corretamente. Ou seja, aqueça o ambiente sem retorno de fumaça. Então lá vai o roteiro:

Boca de fogo (abertura livre da lareira) deve ter altura variando de 67% a 75% da largura.

A mesma altura da boca de fogo deve ficar entre 1/40 e 1/70 da área do cômodo a ser aquecido.

A profundidade livre da lareira deve ficar entre Continuar lendo Como fazer uma lareira que aqueça sem retornar fumaça

Pré-dimensionamento de elementos estruturais em concreto armado

O pré-dimensionamento não vai lhe dizer a estrutura final de seu projeto, mas é bastante útil para seu orçamento e estudos preliminares de arquitetura.

Em caso de conflito do aqui descrito com qualquer norma técnica aplicável, siga sempre a norma técnica.

Atenção: estes valores resultantes NÃO devem ser utilizados para o projeto final ou para construção. Os valores reais a utilizar na obra estarão no projeto executivo, que é realizado com outros métodos de cálculo!

Pré-dimensionamento de vigas em concreto armado

Para vigas horizontais, em nível, com seção retangular e constante, sem cargas pontuais, com dois apoios (um em cada extremidade) utilize os critérios abaixo:

O comprimento total da viga não deveria passar de 30 metros. Caso a edificação tenha dimensão linear superior a essa, será necessária uma junta de dilatação.

Vigas isostáticas (com apoios simples, sem resistência a momento fletor): altura da viga é o comprimento do vão dividido por 10.

Vigas hiperestáticas (com apoios engastados, com reação de apoio a momento fletor): altura é o vão dividido por 15.

Vigas hiperestáticas em dois sentidos perpendiculares entre si, engastadas no meio do vão: altura é o vão dividido por 20.

Para efeito de orçamento, considere o consumo de aço de 100kg/m3. Continuar lendo Pré-dimensionamento de elementos estruturais em concreto armado