O que é arquitetura pós-moderna?

Ópera de Sydney, Jørn Utzon
Ópera de Sydney, Jørn Utzon
O movimento pós-modernista na arquitetura não deve ser entendido como antítese ao modernismo. Trata-se de sua evolução natural, permeada pela adaptação da arquitetura ao contexto histórico que se consolidou nas décadas finais do século 20. O pós-modernismo como movimento cultural amplo nada tem de pós-capitalista ou pós-industrial, como alguns autores chegaram a colocar.

A arquitetura europeia se ressentiu da massificação na produção de reconstrução do pós-guerra. A reprodução em escala de habitação sem identidade com seu entorno de implantação (modernismo operacional), sofreu severas críticas e virou ícone do esgotamento do movimento moderno.E este foi só o início de um processo que trazia de volta um individualismo subjetivo até então Continuar lendo O que é arquitetura pós-moderna?

Como são distribuídos os CEPs de São Paulo?

O exemplo abaixo é para a cidade de São Paulo, mas é possível deduzir a mesma lógica para qualquer município brasileiro explorando o Google Maps, por exemplo.

Os Códigos de Endereçamento Postal (CEP) dos Correios obedecem a uma distribuição lógica por sua localização geográfica. Criado em maio de 1971, o código tinha por objetivo otimizar a organização logística de correspondência, simplificando as fases dentro dos correios.

As faixas de CEP no município de São Paulo e arredores são distribuídas da seguinte forma:

SP Centro

CENTRO – Sé / Santa Efigênia / República / Centro
01000 a01099

BOM RETIRO – Barra Funda / Bom Retiro / Luz / Ponte Pequena
01100 a01199

VILA BUARQUE – Santa Cecília/ Pacaembú / Sumaré / Higienópolis / Consolação 01200 a01299

CONSOLAÇÃO – Consolação / Bela Vista
01300 a01399

JARDINS – Cerqueira César / Jd. Paulista / Jd. América / Jd. Europa
01400 a01499

LIBERDADE – Liberdade / Cambuci / Aclimação / Vl. Monumento / Jd.da Glória
01500 a01599

SP Zona Norte

SANTANA – Santana / Carandiru / Vl. Guilherme / Jd. São Paulo
02000 a02099

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Projeto de arquitetura: aula de método

Uma vez alguém escreveu em minha faculdade que aquele lugar era como criação extensiva de gado: solta o boi no pasto e o que voltar é lucro. Não questiono que o aprendizado de uma habilidade tácita como o projeto de arquitetura seja melhor aprendido com a prática – e quanto mais, melhor. O bom arquiteto costuma ter alta quilometragem de projetos. Mas nunca encontrei, durante a graduação, uma discussão sobre o método de projeto.

Foi apenas em 2003, durante o mestrado, que tive a oportunidade de Continuar lendo Projeto de arquitetura: aula de método

O projeto de uma casa

Por que saber onde fica o norte?

Sabendo a orientação do terreno (onde está o norte), podemos prever a trajetória aparente do sol (insolação) e os ventos predominantes. A insolação orienta o projeto quanto ao posicionamento dos ambientes. No hemisfério sul (que corresponde a quase todas as cidades brasileiras), a face norte recebe mais sol no inverno e menos (ou nenhum sol, dependendo da latitude) no verão. A face leste recebe insolação bastante horizontal pela manhã e nenhuma à tarde. A face oeste recebe a insolação horizontal da tarde e anoitecer.

Para cada região do país, a melhor orientação dos ambientes depende de seu clima, topografia e elementos naturais (visuais, corpos d`água, etc.). Por exemplo, do trópico de Capricórnio para baixo (regiões sudeste, sul e Mato Grosso do Sul), a face norte é valorizada por ser fresca no verão e aquecida pelo sol no inverno. Mais ao norte, receber mais sol nunca será uma opção desejada, mesmo no inverno.

A face sul, que recebe algum sol no inverno na região sudeste e Mato Grosso do Sul, não é desejada para qualquer ambiente de estar prolongado. Por isso nós, arquitetos, preferimos colocar na face sul da residência banheiros, áreas de serviço, depósitos, circulação, escadas, etc. O mesmo se aplica à face oeste em cidades quentes. A diferença é que a face sul tende a ter menor temperatura média. Quando a casa tem uma cave, o ideal é que fique em seu centro geométrico (local mais fresco). Mas se tiver que ficar na periferia do edifício, o ideal é que seja na face sul.

As faces mais nobres (em geral variando de norte a leste, dependendo da região do país) recebem os ambientes de permanência prolongada (salas, dormitórios, escritórios, etc.). Nossa cultura é de permanência prolongada na cozinha. Esta área nos é cara e nobre, não importa o que se diga em livros estrangeiros.

Por onde começar?

Uma de minhas primeiras professoras de projeto dizia que temos que considerar três aspectos básicos: o que Continuar lendo O projeto de uma casa

Da antiguidade do pós-moderno: o caso Carlitos

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Quando Charlie Chaplin colhia os primeiros frutos de seu personagem criado em segundos num camarim da Keystone, ainda no início do século 20, surgiram inúmeras cópias do inconfundível vagabundo do cinema. Após um processo judicial, Chaplin conseguiu garantir os direitos sobre seu personagem. Os autos tinham uma descrição detalhada do personagem incluindo um desenho que definia pormenores do figurino.

Até aqui, confirmamos o modernismo de Chaplin. Mas uma curiosidade nos traz as palavras de Baudrillard que, ao descrever o pós-modernismo de nossos dias, explica que hoje o mapa pode ser muito mais importante que o território por ele representado. Percebendo o alcance mundial e a popularização do Vagabundo, foram organizados vários concursos de sósias de Carlitos. Numa viagem a San Francisco, Chaplin Continuar lendo Da antiguidade do pós-moderno: o caso Carlitos