Conhecimento não é mais suficiente [GA]

Quando comecei este blog há 15 anos, meu objetivo era a divulgação de conhecimento sobre a relação entre arquitetura, urbanismo, design (AUD) e gestão, mercado e, posteriormente, planos de negócios. Na época, o que havia de mais impressionante era a possibilidade de se transmitir e capturar informações e conhecimento pela internet. YouTube, Google e redes sociais eram a coqueluche e o fetiche do momento. Mas aquele mundo mudou muito, e tive que redirecionar a missão deste blog para que ele fizesse sentido no atual mundo de inteligência artificial (IA) e biologia sintética.

Hoje, o mais importante não é mais carregar informações ou conhecimento para ninguém porque isso é feito em fração de segundo por qualquer mecanismo de IA, a qual faz isso para meu leitor e acessando muitas bases, rapidamente. O desafio agora é apoiar meus leitores a fazer o pedido de forma mais eficiente, eficaz e efetiva. Ou seja, é mais importante ter o conhecimento de base dos mesmos assuntos que listei acima, ter uma leitura ampla do que acontece agora no mundo e nos ambientes técnicos e gerenciais de nosso setor, e saber como a IA organizará a busca. Continuar lendo Conhecimento não é mais suficiente [GA]

Livros de empreendedorismo para arquitetos – vídeo

Bom dia, como vai? Espero que esteja bem.

Segue o link para o novo vídeo em que indicamos alguns livros sobre empreendedorismo para arquitetos, urbanistas e designers em geral:

 

Grande abraço!

RT

O esvaziamento dos centros urbanos

Segundo Flávio Villaça, o planejamento urbano no Brasil passou por quatro grandes fases entre 1875 e 1992:

  1. 1875 – 1930: Planos de embelezamento
  2. 1930 – 1965: Planos de conjunto
  3. 1965 – 1971: Planos de desenvolvimento integrado
  4. 1971 – 1992: Planos sem mapas

1930 – 1965

Período em que houve a expansão do planejamento para todo o território da cidade, ciência e técnica passaram a ser incorporados aos planos. Seus principais objetivos eram a eficiência e funcionalidade, com grande foco em saneamento e transporte. A indústria automobilística permitiu o surgimento de muitos novos bairros, e este foi um dos principais fatores contributivos para o abandono dos centros. Exemplos emblemáticos de planos deste período são o Plano de Avenidas em São Paulo (Prestes Maia) e o Plano Agache no Rio de Janeiro. O Estado Novo marcou o período com o intervencionismo estatal, a população urbana chegou a 31%, e a tendência populista buscava a facilidade para a aquisição da casa própria num sistema de vendas a crédito. Continuar lendo O esvaziamento dos centros urbanos

[e] Competição assimétrica

A era da transformação digital reduziu a clareza na identificação de concorrentes. Antigamente havia uma boa dose de certeza ao afirmar que os concorrentes pertenciam ao mesmo setor, eram razoavelmente parecidos entre si e fisicamente identificáveis no território.

Este cenário não existe mais.

Nos dias atuais, seus concorrentes podem ter uma existência e características completamente inesperadas, de difícil identificação e não estarem geograficamente localizados. Podem ter modelos de negócios inéditos, serem digitais e escaláveis a baixíssimo custo e entregar valor de forma mais rápida e eficaz a seus clientes.

Continuar lendo [e] Competição assimétrica

Eleições do CAU e o mercado de trabalho do arquiteto e urbanista

A recente convocação para as eleições do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) revelou uma informação interessante: a quantidade de arquitetos e urbanistas registrados no Conselho por Unidade da Federação.

Já são mais de 150 mil profissionais em todo o país. Em 2012- 2013, este número estava ao redor de 100.000 arquitetos e urbanistas – um crescimento nada desprezível de 50% em cinco anos! Continuar lendo Eleições do CAU e o mercado de trabalho do arquiteto e urbanista