Responsabilidade Cultural Empresarial

A empresa culturalmente responsável é aquela que respeita os valores, o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os hábitos e os artefatos de uma comunidade enquanto grupo social, preservando – ou, ao menos, não prejudicando – seus elementos primordiais de identificação coletiva.

Não se espera que a empresa faça, necessariamente, investimentos próprios na promoção do capital cultural da localidade em que atua, mas apenas que não agrida o ambiente cultural em que está inserida.

Quando uma organização, em decorrência de sua atividade econômica, desrespeita ou enfraquece os aspectos culturais de sua localidade, prejudica também outros negócios, como o turismo, a força da localidade como marca (nome da cidade ou como a região é popularmente conhecida), e pode, direta ou indiretamente, acabar desestimulando investimentos externos naquele território.

A irresponsabilidade cultural prejudica todo o meio em que se insere

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Os estandartes do último adeus

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Importantes revoluções costumam ser precedidas de curtos lapsos de saudosismos. Que o digam os revivalismos, a exemplo do neoclassicismo do final do século XIX. O ser humano, frente à mudança iminente que o jogará em algum cenário desconhecido, parece dar aquele “último adeus” a uma época que vai embora. Claro, pois frente às incertezas de um novo mundo que se prenuncia, o passado é sempre um porto seguro, um ambiente controlado, onde não há mais espaços para surpresas desagradáveis. Daí vem o incrível apelo comercial da nostalgia. É mais fácil vender a garantia de um futuro que já se concretizou. Continuar lendo Os estandartes do último adeus

A construção do futuro invisível

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Quem eventualmente pensa que a computação nasceu junto com os computadores modernos do século XX, se engana. A programação como um algoritmo em linguagem real de programação (atuais exemplos poderiam ser C++, Pascal, Java, Visual Basic, etc.), ou seja, uma sequência de instruções bem definidas, é muito mais antiga, sendo uma das pioneiras ocidentais o algoritmo de Euclides, na Grécia Antiga.

Da mesma forma, a criptografia, atualmente utilizada para protocolos de segurança na internet, veio bem antes do primeiro computador elétrico surgir. O Império Romano já se utilizava de códigos criptografados para a transmissão segura de mensagens, protegendo seu conteúdo caso caíssem em mãos inimigas, pois os mensageiros desconheciam seus protocolos de decodificação. Outro exemplo clássico de uso da criptografia é o da Alemanha na II Guerra Mundial, com o Enigma. Continuar lendo A construção do futuro invisível

Os submarinos do tempo

selective focus photo of woman in white sweater and maroon pants standing on a balcony with her eyes closed while holding white ceramic mug

Amyr Klink define muito bem os desafios de qualquer navegador quando explica que ninguém atravessa mar algum. O máximo que o ser humano consegue fazer é manifestar sua intenção de travessia, e aguardar que a natureza o permita. Com paciência e sabendo  compreender os sinais à disposição.

Amyr enfrentou também um desafio maior, quando enfrentou períodos de bloqueio de seu barco (Paratii) pelo congelamento, tanto no Ártico quanto na Antártida, aventura esta relatada em seu livro Paratii – entre dois polos. Neste caso, o navegador relatou se sentir um “passageiro do tempo”, aguardando que este permitisse sua travessia. Com paciência e atento aos sinais. Continuar lendo Os submarinos do tempo

O vírus vai, a marca fica

Certamente estaremos todos, num futuro próximo, respirando aliviados com uma solução para a atual crise. Os doentes serão curados e os saudáveis sairão de casa – mas isso não significa que tudo volta a ser como antes.

Testemunhamos hoje um evento de gravidade e proporção muito grandes para que seja ignorado pelo curso da história. Se o bater de asas de uma borboleta pode criar uma tempestade, algo como o novo coronavírus tem, sem dúvida, o poder de induzir mudanças globais neste pequeno planeta. Continuar lendo O vírus vai, a marca fica