Docklands: origens das parcerias público-privadas em urbanizações

O final dos anos 1970 na Inglaterra foi a época das imensas áreas devolutas, ruínas de fábricas e armazéns completamente obsoletos. Muitas dessas áreas eram públicas, configurando uma situação que não iria se modificar sem iniciativas concretas. Porém, a situação fiscal dos governos locais era frágil, e havia grandes cortes nos gastos em setores aos quais essas terras haviam sido adquiridas.

Muitas delas pertenciam a corporações públicas, caso das autoridades das Docas. Estas detinham uma imensa área próxima à City de Londres, onde, em outros tempos, estivera situado o maior porto em operação do mundo – uma região conhecida como as Docklands de Londres. Disputas trabalhistas e a transferência de operações comerciais para outros portos da região acabaram com a viabilidade comercial portuária naquele local. Alguns anos mais tarde, o transporte em containers só consolidou essa ruína: as operações remanescentes foram transferidas para Tilbury, 30 milhas a jusante. Entre 1967 e 1980, todos os sistemas do porto foram desativados. A quantidade de empregados despencou de 30.000 postos no seu auge, para 2.000 trabalhadores em 1981. Continuar lendo

O vírus vai, a marca fica

Certamente estaremos todos, num futuro próximo, respirando aliviados com uma solução para a atual crise. Os doentes serão curados e os saudáveis sairão de casa – mas isso não significa que tudo volta a ser como antes.

Testemunhamos hoje um evento de gravidade e proporção muito grandes para que seja ignorado pelo curso da história. Se o bater de asas de uma borboleta pode criar uma tempestade, algo como o novo coronavírus tem, sem dúvida, o poder de induzir mudanças globais neste pequeno planeta. Continuar lendo