Aquário de Monterey, Califórnia, EUAExistem dois grandes grupos genéricos de aquários no mundo atual:
aqueles que possuem atrativos turísticos fortes, suficientes para gerar receita a uma organização de pesquisa ou filantrópica que o mantém tecnicamente;
aqueles financeiramente mantidos ou subsidiados por organizações de pesquisa ou filantrópicas que também fornecem os subsídios técnicos para sua existência.
Ou seja, do ponto de vista projetual, fica evidente que o um aquário engloba pelo menos dois núcleos: um salão expositivo para o público e um centro técnico.
O aquário em si precisa ter um direcionamento filosófico global antes do programa de necessidades ser levantado, principalmente do tipo de água a apresentar, cada tipo com seu próprio bioma: Continuar lendo Diretrizes para projetos de aquários
Descobrir o valor de mercado de um imóvel pode ser uma tarefa trabalhosa em alguns casos, em especial quando avaliamos empreendimentos de base imobiliária. Existem, grosso modo, duas formas genéricas de investimento imobiliário: o empreendimento imobiliário tradicional, onde se produz imóveis para alienar a terceiros no prazo mais curto possível, buscar o ciclo operacional mais eficiente, cuja relação do investidor com o produto praticamente se encerra no momento da venda restando apenas as garantias legalmente exigidas como vínculo posterior entre incorporador e cliente. É o caso mais comum em ambiente urbano, a forma como as incorporadoras costumam investir em apartamentos, salas comerciais, lotes urbanizados, casas em condomínio, entre outros. Nesta modalidade, o empreendedor analisa a viabilidade econômica do empreendimento verificando: Continuar lendo O que é avaliação econômica de empreendimentos de base imobiliária?
Quando os portugueses mapearam a costa norte do Rio da Prata no século XVI, não havia muitos pontos de referência para se orientar. A topografia uruguaia é formada por uma infinidade de colinas e pontas eventuais. De vez em quando aparecia um monte, os quais nossos amigos lusitanos numeraram, de Leste (E) para Oeste (O). E assim, o sexto desses montes, localizado estrategicamente ao lado de uma baía propícia para a instalação de um porto protegido, aparecia nesses mapas como Monte VI de E-O. Daí a origem portuguesa da palavra Montevideo (“morro” em espanhol é cerro). Um forte foi construído no topo do morro, e na península do lado oposto foi construída uma cidade murada, chamada San Felipe.
Vista do porto de Montevideo com o morro que deu nome à cidade ao fundo
Nos cinco séculos que se seguiram, Montevideo derrubou seus muros, transformou a cidadela que havia junto ao portal num mercado, e cresceu para leste e norte. Estamos falando de uma cidade fantástica, uma de minhas preferidas, e uma grande aula para arquitetos e urbanistas. A escala urbana reduzida, edifícios do colonial hispânico ao contemporâneo hispano-americano, com forte presença do Art Déco, a topografia suave de colinas e sua história singular fazem desta cidade um lugar extremamente interessante.
Primeiro olhar
O Uruguai impressiona logo na chegada, e deixa com inveja qualquer brasileiro com seu belo aeroporto moderno, adequado em sua escala à capital nacional: o aeroporto de Carrasco, localidade próxima a Montevideo.
O congresso da UPAV 2016, realizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, foi encerrado com uma discussão acerca de aspectos polêmicos, incertezas e conciliações metodológicas do involutivo.
Eduardo Rottmann abriu a mesa de encerramento 2 (havia duas, a outra foi apresentada pelos norte-americanos Scott Robinson e Ken Wilson sobre revisões de laudos de avaliação) discutindo os motivos de se utilizar o método involutivo num contexto de forte expansão urbana no Brasil e na América Latina. Em nosso país, o Censo 2010 do IBGE já mostra mais de 80% da população urbana, concentrada em regiões metropolitanas, com planos urbanos mais complexos e restritivos.
Vivemos no período imediatamente anterior, forte expansão do mercado nacional incentivada, entre outros fatores, também pela Lei Federal 10.931 que trouxe a figura do patrimônio de afetação, que reduziu substancialmente o risco das incorporadoras. A partir de 2005, condições macroeconômicas e o amadurecimento de nossas incorporadoras, assim como do mercado de capitais nacional, fomentou uma explosão de IPOs (aberturas de capital) no setor, injetando algo em torno de 2 milhões de dólares em nossas empresas, transformando players regionais em nacionais. E junto veio uma inédita expansão do crédito, tanto a pessoas físicas quanto a jurídicas. Continuar lendo Método involutivo de avaliação: encerramento da UPAV 2016
Eduardo Lemos, da Mercatto, especialista em Avaliações Econômicas com larga experiência em processos de fusões e aquisições, nos lembrou que o judiciário brasileiro já determinou a apresentação de ativos intangíveis em balanços patrimoniais de empresas, tais como valor de marcas ou de carteiras de clientes. Este tipo de avaliação está prevista no IVS 210, de 2014, já com proposta de revisão para 2017.
Trata-se de um ativo não financeiro, uma propriedade econômica sem materialização física. Estes podem ser avaliados porque a) são separáveis, podem ser negociados à parte, como uma marca ou licença, e b) resultam de direitos contratuais ou legais, independente de ser transferível ou separável. É bom lembrar que força de trabalho não é um ativo intangível separável, pois a empresa não tem pleno domínio sobre ela.