Avaliação de bens intangíveis: marcas, ágio, goodwill – Eduardo Lemos (UPAV 2016)

Eduardo Lemos, da Mercatto, especialista em Avaliações Econômicas com larga experiência em processos de fusões e aquisições, nos lembrou que o judiciário brasileiro já determinou a apresentação de ativos intangíveis em balanços patrimoniais de empresas, tais como valor de marcas ou de carteiras de clientes. Este tipo de avaliação está prevista no IVS 210, de 2014, já com proposta de revisão para 2017.

Trata-se de um ativo não financeiro, uma propriedade econômica sem materialização física. Estes podem ser avaliados porque a) são separáveis, podem ser negociados à parte, como uma marca ou licença, e b) resultam de direitos contratuais ou legais, independente de ser transferível ou separável. É bom lembrar que força de trabalho não é um ativo intangível separável, pois a empresa não tem pleno domínio sobre ela.

O ativo intangível é reconhecido se: Continue lendo “Avaliação de bens intangíveis: marcas, ágio, goodwill – Eduardo Lemos (UPAV 2016)”

Avaliação de aeronaves

Avaliação de aeronaves por inferência estatística, por Agnaldo Benvenho (UPAV 2016)

Agnaldo Benvenho é engenheiro mecânico pela USP, professor de Avaliação Econômica do IBAPE, Diretor Técnico do IBAPE Nacional, 3 vezes premiado no COBREAP e experiente avaliador de imóveis, empreendimentos, máquinas, equipamentos, complexos industriais, entre outros. E nos trouxe, nas telas da UPAV 2016, um estudo sobre a avaliação de aeronaves no contexto brasileiro.

Este tipo de avaliação nos EUA é feita por critérios subjetivos. Eles partem de valores médios publicados em catálogos de valor conhecidos como blue books sobre os quais são feitos ajustes de valor. Os valores dos blue books, que são várias publicações distintas, consideram a média de horas voadas por tipo e idade da aeronave. Continue lendo “Avaliação de aeronaves por inferência estatística, por Agnaldo Benvenho (UPAV 2016)”

Carteira eficiente de fundos de investimento imobiliário (UPAV 2016)

Alvaro Albernaz trouxe às telas da UPAV 2016, em companhia do arquiteto Mauro Gomes (IBAPE/RJ), o tema de sua dissertação de mestrado. Observando a poupança nacional em queda de rentabilidade e, por consequência, de volume, Albernaz se interessou pelo mapeamento dos Fundos de Investimento Imobiliário (ou FII) no país.

A tendência atual de queda na rentabilidade da renda fixa (decorrência da perspectiva de queda na taxa Selic) leva os investidores a analisar hoje possibilidades reais de aplicações alternativas para um futuro próximo.

Hoje já existem mais de 100 mil investidores no mercado de capitais brasileiro acessando aproximadamente 100 FII registrados em bolsa, num universo total de algo em torno de 200 FII. A origem conceitual de nossos fundos reside nos Real Estate Investment Trusts norte-americanos. O indicador de mercado dos fundos imobiliários brasileiros (BM&FIbovespa) é o IFIX.

Os palestrantes passaram por uma rápida revisão de: Continue lendo “Carteira eficiente de fundos de investimento imobiliário (UPAV 2016)”

Expectativas e principais indicadores do mercado imobiliário na América Latina (UPAV 2016)

Hardy Milsch é norte-americano, passou parte de sua vida profissional no México, e hoje é Vice-Presidente Senior e Country Manager da Prologis no Brasil, uma joint venture que representa um dos maiores players brasileiros em apoio logístico. A empresa possui mais de 65 milhões de metros quadrados de área locável no mundo, e ele não se intimida em iniciar seu pronunciamento dizendo que não se preocupa muito com a crise brasileira para seus investimentos. O motivo? As famílias mudam de marca quando o dinheiro fica curto, mas o consumo básico continua existindo. Para ele, só muda o cliente.

A visão de Milsch é de um futuro muito bom para o Brasil em termos de imóveis para apoio logístico, desde que as reformas que apontam no horizonte sejam concretizadas pelo governo. O crescimento recente do Brasil, México e China está ligado à ampliação do consumo das famílias, e o consumo brasileiro continua crescente. Isso tem a ver com outro motivo para seu otimismo: o e-commerce está tomando o lugar das lojas físicas, e esse canal exige três vezes mais espaço logístico para estoques que as lojas convencionais. Continue lendo “Expectativas e principais indicadores do mercado imobiliário na América Latina (UPAV 2016)”

Proteja seu dinheiro Especial: UPAV 2016 Mesa de abertura do congresso – Ciclos econômicos na América: cenários e tendências

captura-de-tela-2016-11-07-as-21-31-01

Relato pessoal da apresentação do Mesa Redonda 1, realizada em 20 de outubro de 2016, das 9h às 10h30, nas dependências do Hotel Windsor, no Rio de Janeiro (RJ), abrindo os trabalhos do congresso.

A mesa teve os seguintes palestrantes:

  • Caio Megale (Brasil), economista pela USP, colunista do jornal Valor Econômico, staff da equipe econômica do Banco Itaú;
  • Felipe Pontual  (Brasil), economista pela PUC-RJ, representante da ABECIP, especialista em mercado de capitais;
  • Martin Andrés Jaco (Brasil), engenheiro civil pela USP, representante da BR Properties.

Segue um resumo pessoal dos pontos mais importantes, anotados à mão.

Continue lendo “Proteja seu dinheiro Especial: UPAV 2016 Mesa de abertura do congresso – Ciclos econômicos na América: cenários e tendências”

UPAV 2016 (Rio): Workshop pré-congresso 1 – Avaliações econômicas e de base imobiliária

captura-de-tela-2016-11-06-as-11-46-19

Relato pessoal da apresentação do Workshop 1, realizado em 19 de outubro de 2016, das 9h às 17h, nas dependências do Hotel Windsor, no Rio de Janeiro (RJ), antecedendo ao congresso UPAV 2016. As anotações pessoais a seguir partem do princípio que você já tem um conhecimento mínimo do que se trata a avaliação econômica de imóveis (pelo método da renda), conforme NBR14.653 parte 4. Entretanto, caso queira conhecer a metodologia desde o nível básico, acompanhe aqui no blog que falaremos mais sobre isso em outras oportunidades.

A mesa foi coordenada por Daniel Lird (Paraguai), teve como palestrantes Osório Accioly Gatto (Brasil) e Agnaldo Calvi Benvenho (Brasil). Os debatedores foram Elena de La Poza (Espanha), Mauro Gomes (Brasil) e Claudio Souza (Brasil)

Segue um resumo pessoal dos pontos mais importantes, anotados à mão.

A avaliação de imóveis por Fluxo de Caixa Livre (FCL) é um trabalho com muito mais tecnicidade e sofisticação conceitual que o Método Compartivo Direto de Dados de Mercado. Depende de razoável grau de conhecimento em administração financeira e um pouco de micro e macroeconomia. Continue lendo “UPAV 2016 (Rio): Workshop pré-congresso 1 – Avaliações econômicas e de base imobiliária”