Banca-homenagem a Marina Kohler Harkot

A Comissão de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP divulga o agendamento de banca-homenagem a Marina Kohler Harkot, pesquisadora de mobilidade urbana que faleceu este ano.

Segue abaixo a mensagem original da instituição.

Nesta sexta-feira, 11 de dezembro, às 10h, faremos uma banca-homenagem à aluna de doutorado Marina Kohler Harkot na FAUUSP, que será transmitida ao vivo pelo Youtube do LabCidade FAUUSP. A banca será mediada pela sua orientadora, a Profa. Paula Freire Santoro, e composta pelxs professorxs:

1. Profa. Paula Soto Villagrán – Universidad Autónoma Metropolitana-Iztapalapa, Cidade do México, México.

2. Profa. Diana Helene Ramos – Profa. do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (FAU/UFAL).

3. Prof. Clévio Dheivas Nobre Rabelo – Professor Adjunto da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará.

4. Profa. Gabriela Leandro Pereira – Professora Adjunta da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia e Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFBA.

A banca terá também a presença da diretora da FAUUSP, Profa. Ana Lanna, e do prof. Eduardo Nobre, do Programa de Pós-Graduação da FAUUSP. As arguições tomarão como base um memorial organizado contando sua trajetória, opções de abordagem e metodologia e apresentando seu projeto de pesquisa.

CPG FAU

CCP-AU

Origens das parcerias público-privadas em projetos de reurbanização

Assim como em inúmeros outros setores, as parcerias entre governos e iniciativa privada para a revitalização urbana também surgiu num momento de escassez. A desindustrialização, internacionalização corporativa e suas consequentes recessão econômica e degradação urbana das décadas de 1970 e 1980 redirecionaram o planejamento urbano para novas possibilidades de financiamento de grandes projetos. Todo o consenso keynesiano e política estatal de bem-estar social (welfare state) estavam sendo colocados em xeque. O próprio planejamento foi atacado pela direita radical, sob alegação de desvirtuar e inibir as forças de mercado. Em 1972, Peter Walker, então Secretário de Estado para o Meio Ambiente britânico, contratou três das mais antigas consultorias de seu país para investigar a fundo os problemas urbanos de três áreas críticas, e as conclusões, publicadas em 1977, apontavam que a privação não era mais limitada a a famílias abaixo da linha de pobreza: a falência havia alcançado a economia urbana inteira.

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Potencial de recuperação energética em aterros sanitários brasileiros

Extrair energia dos resíduos sólidos (lixo) pode parecer uma idealização ainda distante de nossa realidade nacional sobre a questão. Não é mais assim, e já há um bom tempo. Por exemplo, a biomassa da cana-de-açúcar já responde por 10% de geração de energia elétrica no Brasil, país este que possui o maior potencial de biogás do mundo.

A recuperação energética de resíduos sólidos, também conhecida pelo anglicismo Waste-to-Energy (WtE), tem um enorme potencial em nosso país. O aproveitamento do biometano capturado em aterros sanitários é limpo e eficiente, além de eliminar da atmosfera gases que chegam a ser mais de 30 vezes mais poluentes que o gás carbônico, sendo este último o principal elemento responsável pelas mudanças climáticas no planeta.

Matriz energética nos Estados Unidos: gás natural é um subproduto de aterros sanitários

Uma das ações mais adotadas pelos municípios e estados brasileiros, a coleta seletiva de recicláveis secos, tem um limite potencial. Para se ter uma ideia, a Alemanha, país-exemplo de alto grau de eficiência neste quesito, recicla atualmente algo em torno de 32% de seus resíduos. A União Europeia, em média, recicla entre 20% e 25% de seus resíduos sólidos. No Brasil, este número ainda não chega a 4%. Continuar lendo Potencial de recuperação energética em aterros sanitários brasileiros

Pensamento urbanístico contemporâneo

Várias das atuais correntes predominantes no pensamento de base ao planejamento urbano internacional tiveram origens nos anos 1980 e 1990. Um dos principais motivos para isso foi o forte impulso dado pela tecnologia da informação à criação do atual contexto socioeconômico global. Entre outros elementos, as taxas de lucro das empresas dominantes cresceram, a internacionalização se acelerou a níveis inéditos, e, em decorrência, surgiram novas agendas políticas por parte dos governos. A geografia regional e urbana apresenta divisões espaciais do trabalho cada vez mais nítidas, as funções de produção foram descentralizadas pelo globo de forma extremamente flexível, enquanto as indústrias informacionais se concentraram em alguns poucos centros urbanos inovativas, como o Vale do Silício. Estes últimos, cristalizados como os centros propulsores da economia capitalista contemporânea, centralizam cada vez mais o poder de decisão de alto nível. Continuar lendo Pensamento urbanístico contemporâneo

O que é urban analytics?

Urban Analytics é o nome que se dá a um conjunto de ferramentas, técnicas e procedimentos multidisciplinares em análise de dados novos e emergentes para o estudo de cidades contemporâneas e futuras, principalmente através de GIS, Sensoreamento Remoto, Big Data e Geodemografia.

Esse tipo de estudo tem ganhado muita relevância nos anos mais recentes em função das rápidas mudanças ocorridas nas situações políticas e econômicas locais, rápido crescimento urbano concomitante ao declínio da infraestrutura, suburbanização da pobreza, revitalização de áreas urbanas centrais, ao mesmo tempo em que a tecnologia nos permite, a baixo custo e fácil acesso, usar grandes massas de dados, estruturados ou não, para compreender e até predizer todo tipo de sistema urbano, por mais complexo que seja.

Análise Multivariada de Dados, ferramentas de Big Data e GIS já são, nos dias atuais, de acesso barato ou até gratuito (como o QGIS), democratizando as possibilidades de utilização até mesmo pelos municípios com as maiores limitações de recursos, tendo em vista que até computadores domésticos simples conseguem processar volumes de dados típicos de cidades brasileiras.

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