O que é voçoroca e suas causas

O fenômeno da voçoroca (ou boçoroca) é um processo de erosão acelerada do solo que ocorre em áreas de encostas íngremes, especialmente em regiões de solo exposto e vulnerável. A retirada da capa vegetal natural do terreno pode provocar diversos problemas ambientais, e a voçoroca é apenas um deles. Esse processo é caracterizado pela formação de sulcos profundos e largos no solo, resultando em grandes ravinas que podem ter vários metros de profundidade. Quando ocorre próximo à cidade, pode oferecer graves riscos à segurança das pessoas e à integridade da infraestrutura construída.

Suas causas estão frequentemente ligadas a fatores naturais, como chuvas intensas e desmatamento, que removem a vegetação que protege o solo e aumentam a taxa de erosão. No entanto, atividades humanas, como agricultura inadequada, desmatamento excessivo, construção irregular e práticas de pastoreio intensivo, também desempenham um papel significativo no surgimento desse fenômeno. Continuar lendo O que é voçoroca e suas causas

Diferença entre project e design [GA]

project e design - diferença

A língua portuguesa é, sem dúvida alguma, muito mais rica que o inglês de forma geral. Afirmo isso no sentido de que temos diversas alternativas com variações sutis para uma mesma definição, além de quase não utilizar mesmas palavras para designar muitos sentidos distintos. Isso é muito diferente no inglês, em especial nos “phrasal verbs”, uma combinatória imensa de um conjunto limitado de palavras para dar uma grande diversidade de significados diferentes.

Mas isso não acontece com a palavra projeto, o que nos causa algumas confusões de interpretação por haver mais de um sentido para ela. Uma forma relativamente fácil de explicar essa diferença é recorrer justamente ao inglês. Esta é uma das poucas oportunidades que temos de fazer isso, uma vez que o inglês diferencia esses dois sentidos entre project design. Esses dois sentidos nos afetam muito, especialmente em tempos de adoção do BIM.

Vejamos: Continuar lendo Diferença entre project e design [GA]

Estágios de maturidade BIM no escritório [GA]

Um dos maiores erros que se pode cometer na transição para o BIM é tentar resolver tudo de uma vez e rapidamente. Quem tentou saltar vários degraus de uma vez se arrependeu e teve que dar alguns passos para trás, o que é desgastante e aumenta o investimento de transição. A transição gradual consolida a evolução passo a passo, consome menos recursos, inclusive tempo (é mais eficiente), garante que a transição seja feita uma única vez e atinja seus objetivos (é mais eficaz) e permite que a organização amadureça junto, visualizando melhor quais aspectos do BIM de fato lhe interessam (é mais efetiva). Também vale lembrar que não adianta buscar o nível mais alto de interoperabilidade e cooperação se seus parceiros comerciais não estiverem evoluindo junto.

O que mais encanta os escritórios num primeiro momento é a evolução de processos internos proporcionada pela ferramenta tecnológica interna à organização: a rapidez de geração do projeto, a facilidade e agilidade no teste de hipóteses geométricas alternativas, a facilidade de extração de dados e a grande quantidade de informações embutida nos templates originais dos principais softwares autorais, que permitem obter rapidamente estimativas de custos preliminares. Mas tudo isso é um passo tão inicial, que Bilal Succar o chama de pré-BIM. Continuar lendo Estágios de maturidade BIM no escritório [GA]

As bases da crítica, segundo Montaner

Segundo Josep María Montaner, toda crítica é a emissão de um julgamento, e se desenvolve em proximidade à teoria, à estética (forma como se apresenta) e à história. Muito mais que promover ou negar, ou que estabelecer obras melhores e piores, é muito mais completa, possui desafios metodológicos e contradições internas característicos das atividades com o mais amplo sentido cultural. Por exemplo, no caso da arquitetura, o julgamento se estabelece sobre a medida em que a obra alcançou (ou não) suas finalidades: funcionalidade distributiva e social, beleza e expressão de símbolos e significados, adequados usos de materiais e técnicas, relação com o contexto urbano, o sítio de implantação e ao meio ambiente. Continuar lendo As bases da crítica, segundo Montaner

CAPEX intelectual e o ativo intangível [GA]

O tratamento contábil de ativos físicos pode ser incompatível com a contabilização dos ativos intangíveis, e isso nos afeta sobremaneira. Os ativos intangíveis são responsáveis por grande parte do valor de mercado das empresas, e se manifestam na forma de força da marca, tecnologia, profissionais de alta qualificação e conhecimento da força de trabalho, para elencar apenas alguns exemplos.

Ona BCN

Os primeiros princípios da contabilidade sugerem uma regra simples para diferenciar despesas de capital (CAPEX) das despesas operacionais (OPEX): qualquer despesa cujos benefícios se prolongarão por muitos anos é despesa de capital (CAPEX). E qualquer despesa cujos benefícios se encerram durante o ano em curso, é despesa operacional (OPEX). [1] Continuar lendo CAPEX intelectual e o ativo intangível [GA]