Conheci o arquiteto Paulo Bastos em circunstâncias muito diferentes da maioria das pessoas. Na época eu ainda trabalhava na prefeitura de Santo André e queria voltar à iniciativa privada, motivo pelo qual estava cursando uma segunda graduação em administração.
Conversei pessoalmente com ele em abril de 2010, numa entrevista de emprego. Seu jeito de falar, de olhar e sua visão de mundo me lembraram de imediato meu avô materno. E uma conversa rápida me trazia de volta a um mundo que eu não via há muito tempo, o da boa arquitetura, responsável e ética. Tal como a FAU ensinou.
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por Ricardo Trevisan
Parece que os donos de restaurantes confundem iluminação agradável com falta de iluminação. Na tentativa de criar ambientes agradáveis, simplesmente reduzem a iluminação dos ambientes a tal ponto de ficar difícil saber o que estou realmente comendo (o que dizer então da cor do alimento…). E muitos restaurantes escolhem mal as lâmpadas e mesmo com iluminação fraca, convivem com a luz mais desagradável possível. Se o consumidor achar que o restaurante está tentando disfarçar ou esconder alguma coisa, certamente isso vai pesar muito na avaliação do estabelecimento.
Tive a oportunidade de experimentar um Mac (Apple) e confirmo o que se diz dele: é fantástico! Simples de usar, não precisa ficar perdendo tempo com configurações e procurando coisas, como no PC. Sem dizer que ele é muito rápido e não trava, mesmo abrindo arquivos e programas pesados. Não precisa instalar nem a impressora, já vem com todos os drivers instalados pelo Mac OS X (sistema operacional que dá de 10 a zero no Windows)! Adorei. Recomendo.
Os programas que nós arquitetos usamos já estão disponíveis para Mac, como o AutoCAD, DraftSight, SketchUp e Google Earth. E se não tiver para Mac, não tem problema, você instala o Boot Camp (freeware) ou o Parallels e emula o ambiente Windows. E com folga, porque o Mac é rápido.
Agora sei porque a Apple cresce tanto no Brasil em computadores.
Atualização de 15 mar 2017
Quem está usando o Mac OS El Capitán, aviso que será necessário instalar AutoCAD 2014 ou mais recente. Versões anteriores não rodam no El Capitán. Para isso, instale o Service Pack 4 for AutoCAD (baixe gratuitamente no site da Autodesk).
Os AutoCAD mais recentes já permitem a edição e criação de arquivos CTB dentro da edição normal de seu arquivo DWG (era um problema antigo que foi solucionado).
Dica para quem só vai trabalhar em 2D: o DraftSight (Dassault Systémes) funciona muito bem no Mac e tem praticamente todas as funcionalidades do AutoCAD que usamos no dia a dia. E com uma imensa vantagem: é 100% gratuito! E, diga-se de passagem, é mais fácil de usar o DraftSight que o AutoCAD no Mac… Para quem usa CAD há mais tempo e pegou versões anteriores, vai ter a sensação de que as coisas estão mais nos “lugares certos”.
Você só paga se quiser usar a versão profissional (LISP, 3D, etc.).
Tela do DraftSight no Mac
Atualização de 06 de novembro de 2017
MacMini
Os elogios acima não valem para o MacMini em sua versão básica. Pode ser frustrante, extremamente lento com HD convencional. É possível resolver substituindo por um HD SSD, mas você deverá considerar este custo no caso do MacMini. Por isso, recomendo apenas MacBook Pro ou iMac para arquitetura.
Outro problema do MacMini: não permite aumentar a memória RAM. Mesmo tendo configurações até 16GB, quem comprou 4GB nunca poderá melhorar esta configuração.
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por Ricardo Trevisan, arquiteto
Os terrenos acidentados são críticos para a implantação, exigem maior cuidado e investimento. Quase sempre existe solução, o problema é o quanto você pode gastar.
A estratégia mais inteligente é utilizar o menor número possível de apoios, pois o custo elevado é de cada fundação, e não do sistema estrutural como um todo. Por isso nós arquitetos preferimos modelos estruturais suspensos e com poucos blocos de apoio.
A arquitetura pode ter uma complexidade espacial de forma independente do terreno e se aproveitar da vista oferecida pela inclinação do terreno. A dificuldade de execução da obra pode ser recompensada por um resultado final que valoriza seu patrimônio. O design e a arquitetura agregam valores intangíveis ao imóvel que podem elevar significativamente seu valor de mercado e aumentar a liquidez de revenda.
Casa Hélio Olga, com um mínimo de apoios no solo. Projeto arquitetônico de Marcos Acayaba
O segredo são os poucos pontos de apoio. Projeto arquitetônico de Marcos Acayaba.
A movimentação de terra em situações assim é sempre complexa. Além disso, alterar a morfologia natural do terreno tira a capa vegetal da superfície que é justamente o que o estabiliza. Quando isso acontece, passam a ser necessários muros e paredes de contenção, elementos que aumentam muito o custo da obra. Procure sempre manter o perfil do terreno o mais natural possível – mas isso depende de estudos técnicos, porque alguns terrenos exigem intervenção para estabilização.
Villa Amanzi, acomodações em Phuket, Tailândia. Projeto arquitetônico de Adrian McCarroll, Waiman Cheung, Jamie Jamieson
E qual terreno vale a pena? Como saber se o custo será muito elevado? E como saber se as condições técnicas de construção são viáveis? Não há como fazer mágica: será necessário fazer, no mínimo, uma sondagem. Às vezes também precisaremos de um teste de cisalhamento do solo, ou do parecer e orientação técnica de um especialista.
Sugiro que, antes de comprar o terreno, seja feita uma vistoria com um arquiteto. Será mais barato que ficar com um problemão, e esclarecerá as possibilidades de execução da obra.