Dicas para projeto de iluminação (ou, por que bons restaurantes perdem clientes por serem escuros)


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por Ricardo Trevisan

Parece que os donos de restaurantes confundem iluminação agradável com falta de iluminação. Na tentativa de criar ambientes agradáveis, simplesmente reduzem a iluminação dos ambientes a tal ponto de ficar difícil saber o que estou realmente comendo (o que dizer então da cor do alimento…). E muitos restaurantes escolhem mal as lâmpadas e mesmo com iluminação fraca, convivem com a luz mais desagradável possível. Se o consumidor achar que o restaurante está tentando disfarçar ou esconder alguma coisa, certamente isso vai pesar muito na avaliação do estabelecimento.

O pior problema é que pouca gente sabe que existe um tipo de projeto específico para iluminação, em geral feito por arquitetos. Por que por arquitetos? A iluminação faz parte de um ramo do conhecimento chamado Conforto Ambiental, parte do curso de arquitetura e urbanismo no Brasil. Um projeto adequado resolveria o problema de falta de atenção aos principais aspectos a serem considerados na iluminação de um ambiente (isso faz toda a diferença…). Deixo algumas dicas abaixo de aspectos a considerar quando escolher a iluminação:

1. O fabricante das luminárias costuma apresentar um gráfico de distribuição de iluminação, que deve ser considerado no projeto de iluminação e no dimensionamento do sistema;

2. Quando escolher as lâmpadas, muita atenção à Temperatura de Cor. Medida em Kelvin (K), diz se a luz será azulada ou amarelada, ou seja, define se o restaurante vai parecer um lugar bacana ou um laboratório de análises clínicas… Quanto mais baixo o valor, mais amarelada e agradável é a cor.

3. Atenção também ao Índice de Reprodução de Cor (IRC). Este número diz a fidelidade com que a luz reproduz a cor real de um objeto. Um IRC ruim (baixo) pode transformar um belo e suculento bife num bicho azul…

4. Direta ou indireta? Existem truques para iluminar um ambiente bem sem ofuscar as pessoas. Aliás, há ótimas soluções simples e inteligentes que pouca gente usa.

5. Potência (W): infelizmente, as melhores lâmpadas costumam consumir e esquentar mais (se você não acredita, aproxime-se de uma vitrine de shopping para sentir o calor…). Mas há formas novas e interessantes de reduzir consumo sem perda de qualidade de iluminação.

6. Os principais fabricantes possuem manuais de orientação para projetos. Dê uma olhada. Se não quiser (ou não puder) entrar neste grau de detalhe, um bom arquiteto ou projetista luminotécnico pode ajudar a definir a iluminação do ambiente.

RT

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